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Steinway – O Som do Luxo 

Para os amantes da música e requinte, beleza e som de altíssima qualidade, um instrumento como o piano, já nobre por si só - produzido como uma jóia cuidadosamente elaborada tanto acústica como visualmente - traz consigo como valor agregado a magia e o privilégio de deliciar os sentidos. Tanto para quem toca, como para quem ouve.

Por Tereza Piffer

Reprodução

Uma História

Quando o imigrante Henry Engelhart Steinway, mestre marceneiro especializado em armários, fundou a Steinway & Sons num galpão em Manhattan, Nova York, em 1853 ele já tinha fabricado 482 pianos, desde seu primeiro em 1836 na cozinha de sua casa em Seesen na Alemanha. O de número 483 foi vendido à família americana Griswold  por 500 dólares.

A partir daí, baseado em teorias científicas emergentes, ele desenvolveu o piano moderno. Durante 40 anos, já com a ajuda dos filhos, conseguiu diversas patentes. O processo artesanal mantido até hoje garante sua preferência entre grandes nomes mundiais da arte.

Em 1866, abriu sua primeira loja de varejo na 14th Street em Manhattan, onde havia uma sala de concertos para duas mil pessoas, que por 25 anos tornou-se o centro artístico principal de Nova York, até a fundação do Carnegie Hall em 1891.

Recebeu o reconhecimento internacional com a Grand Gold Medal of Honor em Paris, em 1867, sendo a primeira empresa americana na história a receber tal prêmio.

A empresa mudou-se para o Steinway Village, no Queens, Nova York, onde construiu uma cidade própria, que possuía além da fábrica e fundição, casas para os funcionários, escolas, bibliotecas, correio próprio, banhos públicos, parques e uma estrada de ferro.

Em 1875 inaugurou  um showroom em Londres e conquistou a patente do moderno piano de cauda concerto. Cinco anos mais tarde inaugurou uma fábrica em Hamburgo, na Alemanha.

“STEINWAY ARTIST” hoje em dia é o título de mais de 95% dos grandes pianistas em atividade assim como conjuntos de música de câmara do mundo todo. Cada um deles possui o seu Steinway e escolhe se apresentar tocando um piano Steinway, sem qualquer contrato ou acordo de propaganda entre o pianista e a marca. Nenhum deles faz propaganda da marca.

A Produção

Apesar de todo avanço tecnológico, a empresa continua com a fabricação artesanal de seu produto. A única modernização é um programa que permite o recorte da tampa do instrumento. Segundo Sérgio Simone, sócio da Gluck Pianos & Parts, Inc., com sede na Flórida e no Brasil desde 1977, que é representante exclusivo da marca, o processo de fabricação de um instrumento leva de 10 a 12 meses, além do tempo que a madeira leva para ser maturada.

O cliente pode ainda encomendar o tipo de madeira e acabamento, sendo que a produção de um piano de luxo pode chegar a aproximadamente 500 mil dólares, dependendo do que o consumidor deseja. A madeira pode ser Ébano, Rosewood, Mogno ou Nogueira.

A produção é limitada e um piano de cauda preto, por exemplo, tem previsão de entrega para junho de 2008.

O Investimento

Um piano Steinway é além de tudo um bom investimento. Um bem cujo valor cresce ao longo do tempo e é passado com orgulho de uma geração a outra.

A valorização de um Steinway Grand Concert  pode alcançar 200%. Um recorde impressionante. Feita uma observação de algumas décadas, o proprietário de um Steinway pode ver o valor de varejo de seu instrumento crescer 4.3 vezes do preço original de mercado.

Hoje, o proprietário recebe um termo de garantia com validade de dez anos, de que o instrumento será aceito pelo mesmo valor adquirido na troca por um piano de cauda novo. Outra exclusividade da marca.

 

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