edição nº 68 -
 
 
 

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Clube med só para bilionários
Por Roberta Rossetto

Nem sempre é fácil conseguir uma idéia diferente para um negócio, especialmente quando falamos de luxo. Pois o bilionário americano Tim Blixseth conseguiu algumas.

Blixseth é dono de uma estação de esqui exclusiva para sócios, o único ski resort privado do mundo. Batizado de Yellowstone Club, situa-se em Montana, nos Estados Unidos, próximo à fronteira canadense e a várias estações de esqui. A área faz fronteira, também, com o parque Yellowstone, onde nos desenhos animados o urso Zé Colméia costumava roubar cestas de piquenique. Durante o verão, quando a neve some, o clube se transforma numa grande área de golfe, fechada aos mesmos sócios. Ali, não há hotel: os sócios constroem suas próprias mansões dentro do clube.

reprodução
Pista de esqui do Yellowstone Club

Quem participa desse mundo exclusivo tem o privilégio de deslizar pela neve com sossego, paz e silêncio, numa vasta área cercada por natureza. Imagine se você pudesse ter, só para você, toda a praia de Copacabana, em plena temporada, enquanto os demais mortais se amontoam por Ipanema e Leblon. É mais ou menos assim que os sócios se sentem no Yellowstone Club. Ali, eles podem desfrutar da experiência de deslizar sobre neve virgem em vez de seguir a trilha marcada pelos esquis de centenas de turistas.

Agora, Blixseth está às voltas com mais uma idéia: quer oferecer a sensação de liberdade e exclusividade em outras áreas do planeta. Ele está comprando nove propriedades ao redor do mundo e irá transformá-las, também, num clube para sócios. O Yellowstone Club World será, claro, só para bilionários.

As adesões custam entre U$ 3,5 milhões e U$ 10 milhões, além de U$ 75 mil anuais a título de manutenção. Quem já é sócio do Yellowstone Club terá desconto nas taxas do novo clube. Em troca, os membros poderão freqüentar as nove propriedades quando e quantas vezes quiserem.

Blixseth foi às compras, mas não está atrás de qualquer imóvel - ele quer reunir nove maravilhas, locais que tenham um apelo diferente, tal qual o ski resort privado. Alguns já foram comprados: um castelo do século XIV, próximo de Paris, que conta com spa, piscina e farta área verde; um campo de golfe na Escócia, próximo St. Andrews, e uma propriedade de 40 milhões de dólares na costa mexicana, de frente para o Pacífico.

reprodução
Chalés

Blixseth é ele próprio um bilionário. Garoto pobre, fez fortuna negociando madeira. Nos últimos anos, vem-se dedicando à compra e venda de imóveis de luxo. Nos anos 90, adquiriu a propriedade onde está o Yellowstone Club e começou a montar os percursos de ski para uso apenas de sua família. Como os amigos mostraram interesse, ele abriu o clube, que hoje conta com 8 percursos, três restaurantes e uma sede central com salão de ginástica, salão de festas e de recreação infantil. São apenas 250 membros (o número pode chegar a 800, no máximo), admitidos sob convite (atores não são bem-vindos) que pagaram U$ 250 mil cada um para associar-se. Cada sócio se compromete a desembolsar mais alguns milhões na construção de uma casa, na compra de um chalé ou de um rancho dentro da propriedade. O chalé mais barato, só para se ter uma idéia, sai por 3,8 milhões de dólares.

Para a versão mundial do clube, está prevista também a possibilidade de se construir residências em algumas das nove propriedades. Mas esse não será o forte do empreendimento. Blixseth quer, mesmo, poupar os sócios de ter que se preocupar com empregados, impostos ou a manutenção de casas de veraneio. Quer que eles apenas desfrutem dos resorts, tal qual ele próprio e a esposa Edra desfrutam de sua residência, uma mansão em Palm Springs, Califórnia, com campo de golfe de 19 buracos e 50 empregados.

Blixseth garante que os sócios do clube mundial poderão usar, a módicas tarifas, três jatos particulares e dois iates de primeiríssima linha - brinquedos pessoais do bilionário que ele pretende disponibilizar aos demais. As inscrições para o novo clube abrem em agosto e Blixseth prevê reunir apenas 150 membros. É esperar para ver.

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