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Faber-Castell traz luxo europeu para clientes brasileiros

Empresa lança caneta do ano em setembro e reforça a imagem de sua linha exclusiva Graf Von Faber-Castell, que só utiliza madeiras e metais nobres.

Por Marina Faleiros Garcia

Engana-se quem pensa que a Faber-Castell faz sucesso apenas com lápis de cor e giz de cera. A marca, famosa nas salas de aulas, também possui uma linha com muito luxo e que aposta em materiais finos (como couro de arraia) e brilhantes e que já ganhou admiradores no Brasil. Prova disso foi o evento de lançamento da caneta do ano 2005, que aconteceu no início de setembro em São Paulo, e contou com a presença do Conde Anton W. von Faber-Castell, membro da 8ª geração da família e presidente da empresa. "A marca tem 244 anos e estas canetas são únicas. O público brasileiro é muito seletivo e tem bom gosto. Creio que o mercado para estes produtos vai crescer no país", disse o Conde no evento.

Em sua visita, ele fez questão de apresentar mais uma obra de arte da empresa: uma caneta tinteiro, recoberta de galluchat , que é o couro da arraia, e acabamentos metálicos de platina nobre e pena confeccionada com ouro 18 quilates. "A produção da peça é limitada ao período de um ano e não ultrapassa 2500 peças. O Conde Faber-Castell escolhe pessoalmente um material especial para recobrir o corpo da caneta tinteiro", explica o diretor comercial da Faber-Castell, Marcelo Tabacchi.

As diferenças da linha Premium para produtos comuns da empresa não param por aí. " Todos os nossos produtos têm um quê de sofisticação e são bastante diferenciados. A canetas, que têm corpo em madeira com acabamento canelado da linha Graf von Faber- Castell, são produzidas com madeiras nobres como grenadilla, ébano e Pernambuco", detalha Tabacchi.

Além disso, ele destaca o lápis-perfeito, que é feito de cedro californiano, com acabamento canelado. Ele é acompanhado de um extensor com banho de platina que, além de proteger a ponta do lápis e possibilitar seu uso mesmo quando ele for pequeno, possui um apontador embutido. A borracha também não é um simples acessório: é protegida por uma capa também com banho de platina. "Ou seja, com uma única peça é possível escrever, corrigir a apontar", diz Tabacchi.

A entrada da linha Premium no mercado nacional começou há apenas três anos e tem sido feita aos poucos, com muito cuidado. " A imagem da Faber-Castell no mercado de produtos escolares e de escritório já está bem consolidada há anos. Por isso, o início da linha Premium no Brasil foi bem tímido, e agora, após constatar o grande potencial de mercado, estamos investindo em ações especiais para esses produtos", conta.

O mercado de luxo no Brasil, acredita o diretor, foi por muito tempo reprimido pelas dificuldades de importação, "mas quando o mercado foi aberto a esses produtos e as grandes marcas puderam entrar no Brasil, o consumo explodiu. Por esse motivo temos observado a crescente demanda por esse tipo de produto. Mas ainda não atingimos o ápice e há muito a se desenvolver no país", espera.

De acordo com ele, trabalhar o marketing de um produto mais exclusivo e muito diferente dos outros produtos da Faber-Castell é um grande desafio: "O trunfo da linha Premium é não apenas a qualidade e alto valor percebido dos produtos, mas , acima de tudo, a credibilidade que a operação da Faber-Castell no Brasil tem perante o consumidor. A produção de lápis da Faber-Castell Brasil, que neste ano está completando 75 anos de atividade com reconhecido sucesso, é a maior do mundo", conta.

Para manter o mesmo trabalho com os produtos mais luxuosos, todo o processo de importação e gerência de marca da linha Premium no Brasil é feito pela subsidiária brasileira, o que garante a estabilidade da marca, já que os produtos são concebidos e produzidos na Alemanha. A linha está dividida em três grupos: Design, que é mais despojada e acessível, a Porsche Design, que é desenhada pela Porsche e produzida pela Faber-Castell, e a linha Graf von Faber-Castell, que é conhecida como a linha do conde ­­- já que Graf, em alemão, significa conde.

Divulgação

O presidente da Faber Castell no Brasil Gioji Okuhara e o Conde
Anton W. von Faber-Castell

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