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Teatro Amazonas, palco de um fato histórico
Por Miriam Bemelmans

Divulgação
Cenas da ópera O Crepúsculo dos Deuses que estará
em cartaz no IX Festival Amazonas de Ópera

Uma produção brasileira levará aos palcos do Teatro Amazonas o Ciclo do "Anel do Nibelungo", quatro óperas compostas por Wagner, que serão apresentadas em duas vezes de 7 a 12 de maio e de 14 a 19 de maio, no IX Festival Amazonas de Ópera. Sempre com um dia de intervalo entre cada ópera.

A regência e direção musical é do maestro Luiz Fernando Malheiro e a direção cênica de Aidan Lang. "Luiz Malheiro, em Manaus, está fazendo história. Nos anais da ópera no Brasil, lugar muito significativo estará reservado a esta primeira montagem do Anel , fora do chamado circuito nobre Rio-São Paulo, com um elenco majoritariamente brasileiro.Quando se tiver a real dimensão do que isso significou, será um motivo de orgulho, para todos nós poder dizer: eu estava lá... meninos, eu vi!," conta o jornalista e crítico Lauro Machado Coelho que escreve a coleção A História da Ópera e já lançou A Ópera Alemã que contém um capítulo para Wagner. Machado Coelho escreverá um volume especialmente para o compositor, pela importância que tem no cenário operístico mundial.

O festival, que é patrocinado pelo Governo do Estado do Amazonas, já apresentou três dessas óperas do ciclo, que serão re-montadas agora. Ouro do Reno será a estréia, depois serão apresentadas As Valquírias , Siegifried e O Crepúsculo dos Deu ses, num total de 16 horas de música. " Wagner levou 26 anos para concluir essa obra, foi um dos maiores compositores do seu tempo e serviu de exemplo para as gerações posteriores," explica o pesquisador de ópera Sérgio Casoy. Wagner foi aluno de Liszt.

Somente um grupo alemão trouxe o Anel do Nibelungo para o país, em 1922, com regência do maestro Félix Weingartner. Mas o Brasil nunca tinha produzido todas essas óperas e apresentado-as em seqüência.

Era um sonho do maestro Malheiro desde o início de sua carreira.

O Anel de Nibelungo é da mitologia germânica e conta a história da decadência dos deuses por corrupção e ganância. Quem conseguisse fazer um anel com o ouro mágico do fundo do rio Reno teria o poder absoluto, desde que abdicasse do amor. Wotan lidera os deuses, Alberich comanda os anões nibelungos e há ainda o grupo dos seres humanos. Todas as óperas terão legendas simultâneas em português para o público.

São 14 cantores líricos solistas, mais Coral Lírico e Amazonas Filarmônica. Lício Bruno interpreta Wotan, um dos papéis mais extensos em ópera. E ainda os solistas brasileiros Celine Imbert, Denise de Freitas, José Gallisa e Augusto Caruso, entre outros e alguns estrangeiros como Maria Russo.

Em 2000, a apresentação da ópera As Valquírias levou 5 horas, com um jantar no meio. Há fãs de Wagner pelo mundo todo que viajam sempre para assistir às suas composições. Manaus não será diferente. Na Alemanha, o Festival de Bayreuth é o mais tradicional na interpretação das obras de Wagner.

Amazonas - Além das óperas, há vários outros passeios turísticos. O Encontro das Águas é o mais tradicional que pode ser programado na própria cidade ou por uma agência de turismo. Também há programas de passeios pela selva. Em Manaus há a Pinacoteca do Amazonas, Museu Numismática, Palácio Rio Negro, entre outros.

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Teatro Amazonas, palco das apresentações

Há quatro anos, uma agência de viagens brasileira, a Due Tour, monta pacotes para o Festival Amazonas de Ópera.

Informações:
Teatro Amazonas
Tel: (92) 232-1768
taingressos@culturamazonas.am.gov.br
Due Tour
Tel: (11) 5572 - 6716
duetour@duetour.com.br

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