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Por Patrícia Gaspar

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Demanda do Luxo continua forte

Com o dólar e o yen fracos em contraste com o euro em alta, o mercado japonês ainda preocupa. No entanto, os grupos LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton e PPR continuam otimistas com a demanda do luxo.

“A demanda é formidável,” disse Bernard Arnault numa reunião com analistas e repórteres. Ele divulgou que os lucros líquidos e as vendas do grupo cresceram 2% e 6%, respectivamente, nos primeiros seis meses.

Enquanto isso na PPR, Jean-François Palus, diretor financeiro do grupo, disse que as tendências são positivas e que a companhia remanesce confiante em relação ao ano. “Todas as categorias foram beneficiadas com a dinâmica favorável do setor - exceto no Japão,” disse Palus. O grupo divulgou um crescimento de 18.1% nas vendas no segundo trimestre.

Entretanto, existem cuidados a serem tomados. Quando Arnault confirmou sua previsão de crescimento “significativo” nos resultados do ano, ele ressaltou que é possível que hajam oscilações no câmbio.

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LVMH divulga seus resultados mais recentes


O lucro líquido da LVMH cresceu 2% para 834 milhões de euros, ou a $1.11 bilhões, na primeira metade do ano de 2007. As vendas aumentaram 6% para 7.41 bilhões de euros, ou $9.85 bilhões. Entre os destaques estão a Louis Vuitton e o segmento de bebidas.
 
Arnault disse que a Louis Vuitton teve resultados excelentes na Ásia, na Europa e nos EUA. Yves Carcelle, presidente da divisão do couro da LVMH, disse que a demanda tinha sido particularmente forte para os modelos Damier Azur, Epi e Monogram. Segundo ele, para atender à forte demanda por calçados, a Vuitton está construindo uma nova fábrica na Itália. Ele adicionou ainda que a companhia lançaria uma campanha enfatizando a atemporalidade de seus produtos.

A campanha, fotografada por Annie Leibovitz, traz Catherine Deneuve; Andre Agassi, Steffi Graf e Mikhail Gorbachev em diferentes situações com bagagens da Vuitton. 

As vendas na divisão de produtos em couro, que inclui também Celine, Givenchy, Marc Jacobs, Loewe, Berluti, Donna Karan, Pucci e Fendi, cresceram 6% para 2.6 bilhões de euros, ou 3.46 bilhões de dólares. Os lucros operacionais avançaram 10% para 814 milhões de euros, ou 1.08 bilhão de dólares.

Reprodução

Arnault disse que a Fendi registrou vendas robustas e que sua rede de varejo continuaria a expandir até o fim do ano. O crescimento também inclui as marcas Marc Jacobs, Givenchy e Donna Karan. 

Vendas de relógios e de jóias - uma das categorias mais aquecidas no luxo – cresceram 17% para 390 milhões de euros, ou 518.5 milhões de dólares, lideradas pelo crescimento de dois dígitos das marcas Tag Heuer, Zenith e Dior. Os lucros operacionais cresceram 90% para 57 milhões de euros, ou 75.8 milhões de dólares. 

As vendas de cosméticos e perfumes cresceram 8% para 1.26 bilhão de euros. J'Adore de Christian Dior e Miss Dior continuam a vender bem.

O segmento de bebidas cresceu 8% para 1.31 bilhão de euros, com aumento nos lucros de 11% em função do aumento dos preços na maioria das regiões.

A Christian Dior couture registrou um aumento nas vendas de 12%, totalizando 368 milhões de euros. Os lucros operacionais cresceram para 28 milhões de euros. Por regiões, as vendas da Dior foram mais robustas na Ásia, no Japão e na Europa.

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PPR cresce com Puma

Beneficiando-se da compra da marca Puma e dos excelentes resultados do Grupo Gucci, a PPR divulgou um resultado melhor do que o esperado sobre o segundo trimestre. A receita do grupo acumulou 4.79 bilhões de euros, ou 6.46 bilhões de dólares. Os negócios do luxo cresceram 7.7% para 836.5 milhões euros, enquanto as vendas no grupo Gucci cresceram 3.3% para 486.2 milhões de euros, ou 655.5 milhões de dólares. 

As vendas de produtos em couro da Gucci cresceram 11%, liderados pela demanda pela bolsa Indy.  A marca avançou em todas as regiões, principalmente na América do Norte, onde as vendas cresceram 16%. Na Ásia, a marca acelerou 20% com exceção do Japão. As vendas na China saltaram 118% e 4% no Japão. Em geral, os negócios de luxo da PPR declinaram 2.8% no mercado japonês.

A Bottega Veneta registrou resultados espetaculares, com um crescimento de 37,7% nas vendas, totalizando 80.3 milhões de euros. Os rendimentos no Japão, que representam um terço do negócio da Bottega, cresceram 70% em função das vendas das bolsas Sloane, Montaigne e Roma.

Reprodução

Bottega Veneta

A Yves Saint Laurent mostrou sinais de recuperação com as vendas, crescendo 7.8% para 45.5 milhões de euros. Os produtos em couro, principalmente a bolsa Muse, foram as principais vedetes. As vendas da marca cresceram 28% na Europa, e 24% na Ásia, com exceção do Japão. As vendas da YSL Beauté cresceram 3.2%.

As demais marcas - que incluem Balenciaga, Boucheron, Sergio Rossi, Stella McCartney e Alexander McQueen – estão em curva ascendente, registrando um crescimento conjunto de 19.8% para 87.1 milhões de euros. 

Por região, as vendas totais cresceram 11.9% na Europa, 14.2% na Ásia, exceto Japão e 5.5% na América do Norte. Antes do impacto da alta do euro, as vendas na América do Norte cresceram 14.3%.  A Puma registrou um crescimento de 31% nas vendas, totalizando 543 milhões de euros.

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Prada lança novo perfume

Em parceria com a Puig Beauty & Fashion Group, a Prada lançará seu novo perfume Infusion d'Iris em 40 países. “É o maior lançamento da Prada este ano,” disse José Manuel Albesa, gerente geral da divisão de perfumes. O negócio é uma parceria 50-50% entre a Prada e a Puig.

O d'Iris do Infusion é a terceira fragrância com assinatura Prada. Segundo Patrizio Bertelli, diretor executivo do Grupo Prada, “nosso objetivo com este perfume é amplificar a linha de perfumes Prada e fortalecer a presença da marca neste setor.”

Miuccia Prada trabalhou durante dois anos com a perfumer Daniela Andrier de Givaudan para criar d'Iris do Infusion. “Miuccia Prada quis interpretar a nota da íris em um amadeirado moderno,” disse Albesa.  O frasco do Infusion d'Iris foi inspirado em perfumes vintage.

Segundo fontes na indústria, o perfume poderá arrecadar 50 milhões de dólares no seu primeiro ano de vendas. O lançamento será feito em setembro em Nova York na Saks da Quinta Avenida, na Neiman Marcus, e em 12 boutiques Prada. Também em setembro, o perfume será lançado em países europeus como o Reino Unido, França e Itália. Em outubro, a Infusion d'Iris alcançará o mercado Asiático em Hong Kong e no Japão, assim como o Oriente Médio. Na América Latina, o perfume será distribuído em pontos de venda seletivos somente em 2008.

Albesa disse que o investimento por trás da fragrância foi substancial, mas não quis citar números. Segundo alguns executivos da indústria, o orçamento promocional pode variar de 15 milhões a 25 milhões de dólares.

 

Reprodução


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O novo Jaguar

O carro de quase 5m de comprimento é a grande aposta da montadora britânica para sua nova linha de design. O desenho do novo Jaguar traz grandes diferenças em relação aos modelos anteriores da marca. O XF terá um motor V8 de 4.2 litros, com uma potência de 420 cavalos.

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O XF também terá opção de motor V6 de 3.0 litros com 240 cavalos a gasolina e de 2,7 litros com 210 cavalos a diesel. Todas as opções trarão um câmbio automático de seis marchas. O valor do carro não foi divulgado

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Lagerfeld lança linha de acessórios

Nem todos podem comprar um acessório Chanel, mas agora Karl Lagerfeld está oferecendo uma alternativa menos cara.  Em parceria com a Accessory Network Group,  Lagerfeld lançará uma linha de bolsas e acessórios. A empresa projetou vendas de 3 milhões a 5 milhões de dólares no primeiro ano.

Embora os projetos não estejam finalizados, as bolsas de Lagerfeld deverão ser lançadas no inverno de 2008.  Lagerfeld dirige as equipes de criação da Chanel e da Fendi.

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Bulgari divulga resultados do primeiro semestre

Um excelente desempenho nos EUA e no Extremo Oriente levou a Bulgari a um crescimento de 8.9% nas vendas do primeiro semestre. A grife italiana registrou rendimentos de 487.8 milhões de euros, ou 634.1 milhões de dólares. No segundo trimestre, as vendas aumentaram 7.7% para 262.6 milhões de euros, comparadas com o mesmo período do ano passado.

Francesco Trapani, diretor chefe, declarou que a estratégia da distribuição focou nas aberturas de novas lojas e na reforma de lojas existentes.
 
Em março, a companhia reabriu sua loja conceito em Nova York e ainda no segundo semestre abrirá duas lojas em Tokyo. Em outubro, a marca abrirá uma loja conceito dentro de um shopping novo no distrito de Omotesando e em dezembro em Ginza.

As vendas no Japão declinaram 18.4%. “Estamos confiantes em uma recuperação do mercado japonês,” disse Trapani.

A divisão de jóias, que é o negócio central da Bulgari, cresceu 14.9% com um aumento de 42.3% nas vendas. Os relógios respondem por 27.2% das vendas.

A divisão de fragrâncias cresceu 17.2%, apesar da ausência de lançamentos na primeira parte do ano. A divisão responde por 18.9% das vendas.

 

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A Bulgari disse que as vendas foram mais fortes nos EUA, onde os rendimentos cresceram 18.8%. A empresa declarou que o desempenho deste mercado, que responde por 17% das vendas, se deve à reabertura da loja conceito na Quinta Avenida. As vendas na Europa cresceram 10.9%. Na Itália, o crescimento nas vendas foi de 15.7%. As vendas na Ásia, exceto Japão, cresceram 47.1%. O Oriente Médio mostrou uma taxa de crescimento de 7.8%, apesar de uma base forte de comparação, que foi de 21.3% no primeiro semestre de 2006.

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Bulgari entra no mercado de cosméticos

A Bulgari, já consagrada pelas suas jóias de luxo, agora quer fortalecer a sua marca com uma nova linha de cuidados com a pele.  Quinze anos após ter lançado seu primeiro perfume, chamado o Thé Vert - que era originalmente um presente aos melhores clientes – a Bulgari introduzirá sua linha de cuidados com a pele em 15 unidades na fase de lançamento e depois em cerca de 150 pontos de vendas selecionados na Itália.

No evento do lançamento da linha, o diretor chefe da Bulgari, Francesco Trapani, disse que a divisão de fragrâncias, fundado em 1990, inclui atualmente 19 perfumes e no passado alcançou rendimentos de 202 milhões de euros. Trapani acredita que a divisão alcançará um crescimento de dois dígitos este ano.

A linha de cuidados com a pele será distribuída exclusivamente na Itália até o ano que vem. Planos para distribuir os produtos em outros países ainda não foram finalizados. Ainda que Trapani não tenha adiantado a expectativa de vendas para a linha, fontes na indústria estimam que o lucro líquido poderá atingir $4 milhões no primeiro ano de vendas.

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