Por Patrícia Gaspar

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Coach cresce 30.6% no último trimestre

A Coach, que ultrapassou tranquilamente as expectativas de Wall Street em relação ao segundo trimestre, mostra que ainda tem muito fôlego para crescer. “Temos uma ótima rede de franquias, consumidores fiéis e um modelo de negócio que nos permite lançar novos produtos todos os meses," disse Lew Frankfort, presidente e CEO da empresa.

Nos três meses encerrados no final de dezembro, a empresa como um todo cresceu 30.6% para US$227.5 milhões. As vendas cresceram 28.6% para US$836.4 milhões. No varejo, as vendas cresceram 34% para US$675 milhões, enquanto que as vendas no atacado cresceram 25.7%.

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Apesar da má fase vivida por outras marcas no Japão, as vendas da Coach cresceram no país 17%. As vendas online cresceram 46%.

Pelos nove meses, a rede cresceu 31.9% para US$353.1 milhões, enquanto as vendas aumentaram 26.5% para US$1.39 bilhões.

Frankfort disse que a empresa conduz enormes pesquisas sobre os seus consumidores, e que isso é fundamental no momento de decidir quais produtos devem funcionar. Frankfort disse também que quando a empresa inaugurou novas lojas, as vendas ficaram muito além das expectativas. Um terço dos novos consumidores da marca preferem como primeira compra uma bolsa de preço mediano.

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James Hurley, analista do setor do luxo na Telsey Advisory Group, disse: "Eles demonstraram um crescimento fenomenal na América do Norte, com grande aceleração no varejo e no atacado. O posicionamento da marca está tão forte que a Coach está ganhando participação de mercado do Japão, expandindo sua base de clientes."

Com a enorme demanda pelas jóias recém lançadas e com o novo perfume sendo lançado em março, a Coach evoca uma verdadeira marca de estilo de vida, que inspira lealdade de clientes e atraia novos consumidores," disse Hurley.

A empresa espera que as jóias e o perfume representem 3% e 2% das vendas da marca respectivamente.

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Para o ano fiscal de 2007, a Coach está projetando vendas na ordem de US$2.63 bilhões, o que representaria um ganho de 25% sobre o ano anterior. Frankfort disse que a estratégia da empresa para sustentar o crescimento inclui construir participação de mercado na América do Norte com novos estilos  e categorias complementares como joalheria e fragrâncias, além de crescer no mercado norte americano com a abertura de 40 novas lojas nos próximos três anos.

A empresa pretende também expandir o ‘market share’ no Japão, enquanto constrói a marca em mercados emergentes e melhora sua taxa de lucratividade. Eles consideram a China e a Koréia dois países para o desenvolvimento da marca.

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"Nossos produtos na China são 30% mais caros por causa dos impostos e taxas. Mesmo assim, estamos consideravelmente abaixo do preço da maioria das marcas européias, " disse Frankfort durante uma entrevista.

Frankfort vê o consumidor chinês que compra duas bolsas de marcas genéricas, comprando uma ou duas bolsas da marca Coach nos próximos anos.

Durante o último trimestre, a empresa inaugurou três lojas Coach e pretende abrir pelo menos mais dez em cidades importantes em território chinês. A empresa tem trabalhado ao lado do governo chinês contra a pirataria e possui ações similares na Korea.

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Thierry Mugler e IFF lançam coffret com as essências do livro O Perfume
Por Júlia Fernandez

Mais de 42 milhões de pessoas no mundo todo já leram o extraordinário livro “O Perfume” de Patrick Süskind e puderam somente imaginar as fragrâncias descritas no livro. Agora os leitores poderão apreciar não somente ao ver o filme, mas também cheirar o que foi filmado na adaptação para o cinema do best seller “O Perfume”.

Christophe Laudamiel da IFF e Christoph Hornetz, junto com a presidente da Thierry Mugler Parfums, Vera Strubi, e o consultor olfativo Pierre Aulas desenvolveram uma memorável coleção de fragrâncias para o lançamento do filme “O perfume: a história de um assassino” . O “coffret” tem edição limitada e está sendo comercializado na Europa por 550 Euros.

O projeto é inovador – a coleção representa uma interpretação genuína e densa do livro de Patrick Süskind. As essências são apresentadas em uma caixa luxuosa de veludo vermelho e contém 14 componentes olfativos, que são acordes, que representam as criações de Grenouille, o perfumista, e os ambientes em que ele circulava, além da obra-prima da criação do protagonista, que se chama “Aura” – um perfume que interage e enaltece seu próprio cheiro. Desta forma, Aura é o cheiro do seu próprio cheiro.

Uma experiência ousada, que guia o espectador ao coração desses perfumes e cheiros, que são tão importantes quanto o protagonista da trama. As fragrâncias exploram emoções únicas, entre a fantasia e a realidade, que são criadas e reveladas em atmosferas onde a história, o mistério e a paixão são capturados.

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Temas como “Paris 1738” revelam uma perturbadora personalidade olfativa que retrata o cheiro de uma Rua de Paris, em 1738; ano em que o protagonista nasce, em meio a um mundo muito visceral e genuíno. No tema “Baby”, os perfumistas queriam estimular o lado doce e azedo do leite, misturados com o cheiro da pele de um bebê. Vinte e cinco ingredientes foram compostos neste acorde, como por exemplo, cheiro de creme de leite, merengue, leite quente e uma nota de açúcar mascavo.

A IFF, com sua criatividade e seu centro de Tecnologia e Desenvolvimento, está na liderança em inovação olfativa, molecular, natural e tecnológica. O acorde Virgem n. 1, o perfumista se baseou em uma recriação de laboratório do cheiro do corpo de uma mulher virgem. Laudamiel adicionou notas de mel, leite, nozes e ameixas, criando uma composição extremamente intrigante e delicada

O cheiro do acorde “Orgia” foi recriado com base de acordes amoniacados, que lembram o cheiro do esperma. Esses acordes, juntamente com outros temas, como a “Noblesse”; “Amor & Psyche”, “Salon Rouge” e “Sea” capturaram experiências olfativas incrivelmente intensas que propagam sensações e emoções. Esta incrível parceria eleva a perfumaria como estado de arte, um desafio cultural.

Os produtores Bernd Eichinger e Samuel Hadida, da Constantin Films e o diretor Tom Tykwer reuniram os melhores atores do mundo, para a adaptação ao cinema - Ben Whishaw, Dustin Hoffman, Alan Rickman e Rachel Hurd-Wood.

O filme foi lançado no Brasil em janeiro de 2007.

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Receita da Richemont cresce no terceiro trimestre

O enfraquecimento do dólar e do iene em relação ao euro reduziu o crescimento nas vendas do Grupo no terceiro trimestre, encerrado em 31 de dezembro. A empresa divulgou que a receita cresceu 10% no período. Teria crescido 15% se não fosse a desvalorização das duas moedas.

A Richemont possui marcas de luxo como Cartier, Mont Blanc, Van Cleef & Arpels, IWC, Panerai Jaeger-LeCoultre, Dunhill, Lancel e Chloé.

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Dificuldades à parte, o grupo disse que a demanda permaneceu forte em mercados importantes como EUA e sudeste asiático, onde a China foi o país que mais contribuiu para o crescimento.

O Japão não teve um desempenho bom comparado às outras regiões, registrando uma queda nas vendas de 2% e o crescimento na Europa foi mais lento se comparado à primeira metade de 2006. As vendas no varejo cresceram 14% enquanto o atacado cresceu 7%.

Todas as divisões de produtos apresentaram crescimento: as vendas em relógios e instrumentos de escrita cresceram 13%, sendo que as vendas na Cartier e na Van Cleef & Arpels cresceram 8%. As vendas de produtos em couro e acessórios cresceram 1%. Na Chloé, as vendas cresceram 60% em comparação ao mesmo período do ano passado.

A Dunhill divulgou um crescimento de dois dígitos nas vendas em mercados-chave na Ásia, graças em parte à integração das atividades de varejo na China. Na Lancel, as vendas cresceram 3% no trimestre.

Por regiões, o sudeste asiático apresentou aumento de 13% e nas Américas o crescimento foi de 11%. Na Europa as vendas cresceram ao todo 13% graças ao desempenho de mercados como a Rússia.

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Receita da Burberry cresce 22.6% no terceiro trimestre

A receita na Burberry no terceiro trimestre encerrado em 31 de dezembro cresceu 22.6% para 206 milhões de libras ou US$394.6 milhões por conta de fortes vendas no varejo de roupas de inverno e acessórios de luxo. As vendas cresceram em todas as regiões e canais neste período.

Em um comunicado, a Burberry também revelou planos de expandir em Londres, sua cidade natal. Os executivos da empresa disseram que o atual modelo de vendas implementado pela chefe executiva Angela Ahrendts foi decisivo para o enorme crescimento neste período.

No terceiro trimestre, as vendas no varejo cresceram 24.3% para US$273.9 milhões, de US$201.1 milhões do período que incluiu as vendas de natal. Este crescimento aconteceu em parte em função do mercado espanhol, onde recentemente a Burberry substituiu sua distribuição do atacado para o varejo. Como foi comunicado, a empresa continua a expandir suas lojas, o que aumentará o espaço em varejo em 14% na segunda metade do ano fiscal e 13% durante os 12 meses do ano fiscal que encerrará no mês de março.

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As vendas no atacado cresceram 19.4% no período para US $82.4 milhões. O terceiro trimestre geralmente não é muito bom para o atacado, mas a Burberry optou por receber no terceiro trimestre os carregamentos que recebia na primeira metade do ano.

A empresa agora espera um aumento nas vendas em atacado em função do calendário do mercado e o remanejamento da logística de distribuição.

Os rendimentos de produtos licenciados cresceram 5.6% para US$36.4 milhões, liderados pelos lançamentos de perfumes e pelas coleções de relógios.

 Neste mesmo período, a Burberry precisou fechar sua fábrica de camisas pólo em Treorchy, Wales, que tornaram-se comercialmente inviáveis. A empresa deverá arcar com um custo de US$ 6.9 milhões para cobrir o transporte da produção, custos de contratação externa e treinamento de funcionários, além de vários outros custos fixos.   

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Valentino reestrutura cargos e assina contratos

A empresa fundada em 1961 acaba de apontar Graziano De Boni, presidente e CEO da Valentino, para um cargo adicional de presidente de vendas globais, marketing e varejo.

Matteo Marzotto, dono do Grupo Marzotto que detém a marca Valentino, disse que De Boni foi o único a atingir o ponto de equilíbrio no mercado americano, enquanto o resto da empresa estava ancorada em débitos acumulados com o antigo dono da companhia, HDP. A empresa divulgou que o mercado americano rendeu US$67 milhões em vendas no ano passado.

Existem rumores de que Marzotto pretende vender a Valentino e de que o próprio Valentino Garavani deixará a direção criativa ainda este ano, após a celebração do 45th aniversário da marca durante os desfiles de Paris, em julho. De qualquer forma, alguns executivos desmentiram os boatos em recentes entrevistas.

"O Sr. Valentino pode decidir interromper sua colaboração se ele quiser e quando quiser, ou pode continuar na empresa que ele mesmo construiu," disse Marzotto.

A Valentino também revelou que assinou um contrato de licença com o Grupo Timex para a produção e distribuição de uma coleção de relógios de luxo. A empresa acredita que as vendas da linha de relógios sejam de 60 milhões de euros, ou US$77.4 milhões.

Marzotto disse que novo acordo com a Timex, que substitui o contrato anterior com a Sector, está alinhado às estratégias da empresa de preservar a marca sem diluí-la.

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A licença de produção deverá durar pelo menos seis anos. Joe Santana, presidente e CEO da Timex Group, disse em uma entrevista: "A Valentino é uma marca legendária que continua a vivenciar um grande crescimento no mercado. Estamos muito felizes que os relógios Valentino passarão a fazer parte de nosso portifólio. "A Timex também produz relógios para Versace, Guess, entre outras marcas”.

Outros contratos da Valentino foram assinados com a Procter & Gamble para o desenvolvimento de fragrâncias, Safilo para óculos de sol, Ciwifurs para peleteria e SINV para linha jovem RED.

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A nova Rosa da Valentino

O contrato da Valentino com a P&G já rendeu frutos. As duas empresas em conjunto acabam de lançar a nova fragrância Rock 'n Rose.

A Rock 'n Rose marca uma nova direção no portifólio da Valentino: a P&G Prestige Products planeja atingir um novo target com o perfume – mulheres jovens que aspiram um estilo de vida de luxo.

Segundo Markus Strobel, vicepresidente da P&G, a Rock 'n Rose pretende ser jovem, prestigiosa e também inesperada. “ Queremos que as pessoas digam: uau, isso é Valentino? ", ele disse. Durante uma entrevista, Strobel disse que depois de dois lançamentos de sucesso, com Valentino V e Valentino Absolu, a P&G e a Valentino estavam prontas para buscar um novo perfil de consumidor.

A P&G não quis antecipar as expectativas de vendas para o primeiro ano, mas fontes na indústria acreditam que Rock 'n Rose pode render pelo menos US$50 milhões em vendas no mundo todo.

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A Rock 'n Rose será vendida inicialmente  em 1.100 pontos de vendas nos EUA. A partir de março, o produto alcançará outros mercados, totalizando 20 mil pontos de venda no mundo todo.

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Valentino.com

Outra parceria de sucesso da Velentino foi feita com a Neiman Marcus Direct para o lançamento das vendas da marca pela internet. Por enquanto o e-commerce da marca italiana está disponível somente no Canadá e EUA.

"O e-commerce é uma das maneiras mais simples de tornar a marca acessível," disse De Boni. O site da Valentino foi lançado em 2004, mas só trazia informações sobre a marca e algumas campanhas. Agora o site oferece a possibilidade de compra de peças das coleções de prêt-à-porter, da coleção Valentino Roma e da Valentino RED, além de óculos de sol, bolsas, sapatos e perfumes.

De Boni não quis antecipar as projeções de vendas para o site. "É um novo canal de distribuição, uma nova forma de fazer negócio. Agora, é mais importante estabelecer a marca neste novo canal e não quantificar o quanto vamos lucrar com isso no curto prazo", disse De Boni

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Boucheron está em Hong Kong

Uma das mais desejadas joalherias francesas que já possui lojas em Shanghai, Seoul, e Taipai, Taiwan, a Boucheron agora inaugura a sua primeira loja em Hong Kong. Localizada no Hotel Mandarin Oriental, no distrito central, a loja da Boucheron terá como vizinhos a Chloé, John Lobb e Salvatore Ferragamo, além das joalherias Bulgari, Cartier, Van Cleef & Arpels e Chaumet.

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