Por Patrícia Gaspar

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Jimmy Choo é vendida para a TowerBrook Capital

Jimmy Choo acaba de ser vendida para a TowerBrook Capital Partners LP, uma empresa privada multinacional. A venda acontece dois anos após a Lion Capital ter adquirido uma fatia majoritária da empresa.

Jimmy Choo, Lion Capital e TowerBrook divulgaram que o valor negociado foi de US$ 364.5 milhões. As empresas disseram ainda que a TowerBrook deterá a maior parte da Jimmy Choo.

Tamara Mellon, presidente e fundadora da Jimmy Choo, continuará comandando a direção criativa da linha de acessórios, além de gerenciar a imagem e as ações promocionais da empresa. Ela continuará trabalhando com Sandra Choi, diretora criativa da marca, e ainda será uma das principais acionistas da empresa.

Em julho passado, a WWD divulgou que Choi estaria planejando encerrar o contrato com a Jimmy Choo, o que acabou não acontecendo. Boatos diziam que ela estava trabalhando em um negócio com possíveis compradores.

Lyndon Lea, sócio diretor da Lion Capital, disse que foi o momento certo para vender a Jimmy Choo, que foi adquirida por eles em Novembro de 2004.

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campanha da marca de 2006

Robert Bensoussan, CEO da Jimmy Choo, continuará a gerenciar o desenvolvimento da empresa trabalhando ao lado da TowerBrook para procurar potenciais aquisições no setor de bens de luxo.

Bensoussan disse que o crescimento futuro da empresa deverá vir tanto da expansão mundial quanto da extensão da marca para novas categorias de produtos, além dos acessórios. As vendas da Jimmy Choo estão na casa de US$ 128,1 milhões e a empresa já possui 60 lojas no mundo todo.

Na verdade, Mellon já estaria trabalhando no desenvolvimento de novas linhas de produtos, incluindo lingerie, roupas de banho, perfumes e óculos de sol.

A TowerBrook administra mais de US$ 2,5 bilhões em empresas da Europa e dos EUA.

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Armani reforça presença na alta costura

Giorgio Armani, que causou furor na London Fashion Week em setembro passado com um mega evento, planeja uma série de eventos para intensificar sua presença na alta costura e marcar a inauguração de sua nova flagship em Paris, em frente ao Hotel Plaza Athenee. Em janeiro, Armani lançou também sua nova coleção de produtos de cuidados com a pele.

Para o quinto desfile "privé", Armani escolheu o Museu de Arte Moderna, para onde enviará 600 hóspedes --entre os quais, Cate Blanchett, Tina Turner e Katie Holmes.

Um coquetel foi agendado para comemorar a inauguração da nova loja, que será o novo reduto do luxo, ao lado de lojas como Bottega Veneta, Chloé e Jimmy Choo.

O designer lançou sua primeira coleção Armani Privé de alta costura em 2005, focando tanto os consumidores de alta costura, quanto os que compram o prêt-à-porter de primeira linha.

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Looks do desfile de alta costura realizado em Janeiro de 2007

Enquanto isso, a Armani Jeans celebra seu 25º aniversário planejando a maior expansão global da marca dentro de três anos. Segundo John Hooks, diretor comercial e de marketing do Grupo Armani e presidente da Giorgio Armani no Japão, a expansão terá mais força nos EUA e na Ásia.

A Armani Jeans foi lançada no mercado norte americano em 2002, sendo vendida na Barneys New York, Bloomingdale's, Saks Fifth Avenue e Neiman Marcus.

Em 2005, a marca gerou vendas da ordem de 274,2 milhões de euros, representando cerca de 15% da renda total do Grupo Armani no ano.

A vantagem da Armani Jeans, segundo Hooks, é facilidade de adaptar seus produtos às demandas específicas de cada mercado, enquanto a Giorgio Armani, por exemplo, dispõe da mesma coleção no mundo todo.

A empresa italiana de confecção Simint, controlada pelo Grupo, ainda detém a maior parte da produção da Armani, ainda que muitas peças já sejam produzidas por confecções locais tanto no sudeste asiático, quanto na América do Sul.

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Armani anuncia expansão da linha RED

Responsabilidade social é outro tema de destaque na Armani. A coleção RED, a linha de produtos filantrópicos da Empório Armani, vai crescer ainda mais. A Armani vai fazer uma parceria com o artista Owusu-Ankomah, que vai criar camisetas e outros itens inspirados no seu trabalho, que inclui elementos do grafite e da África pré-colonial. As camisetas vão ter o preço médio de U$ 78,00, sendo que 40% dos lucros serão doados para o Global AIDS Fund.

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Coach lançará seu primeiro perfume

A Coach já carrega na bolsa sua primeira fragrância - um projeto que leva a tradicional marca de produtos em couro para o universo da beleza. O perfume que será lançado em março somente nas lojas Coach dos EUA, está sendo produzido pela divisão BeautyBank da Estée Lauder Cos.

"Nós podíamos ter feito a fragrância há uns três ou quarto anos atrás, mas não teríamos feito como fizemos este," disse Reed Krakoff, presidente e diretor criativo da Coach. "Vamos ser honestos, o mundo não precisa de mais uma "qualquer coisa". Para que a gente entrasse nessa categoria de produto, nós precisamos ter de fato a habilidade de criar algo realmente diferente, com a energia certa e com o parceiro certo."

A empresa, fundada em 1941, superou a antiga imagem conservadora que prevaleceu até os anos 90. Sob a direção de Krakoff e Lew Frankfort, a Coach foi transformada numa desejada marca de moda, com bolsas exóticas custando por volta de US$ 5,000. A empresa cautelosamente expandiu a marca para novas categorias de produtos, incluindo óculos de sol, relógios, tricôs, sapatos e jóias.

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O perfume é também uma peça importante para a BeautyBank, marcando o primeiro projeto premium desenvolvido pela divisão da Lauder.

“Acredito que eles fizeram um bom trabalho desenvolvendo uma fragrância vintage, mas não velha, " disse Krakoff. "Esta é a nossa primeira fragrância e nós tínhamos que torná-la icônica, não muito tradicional, mas com consistência suficiente para que ela tenha uma maior longevidade. De certa forma, a segunda fragrância será sem dúvida mais fácil de desenvolver."

Enquanto nenhum dos executivos comenta à respeito da expectativas de vendas, fonts na indústria avaliam que o produto pode gerar pelo menos US$ 20 milhões durante seu primeiro ano de vendas, o que representa 5% das vendas totais da Coach. Em agosto de 2006, a empresa divulgou que a renda de sua rede saltou 37,8% para US$ 494,3 milhões, com um aumento nas vendas de 23,4% para US$ 2,11 bilhões. A Coach espera atingir US$ 2,5 bilhões em vendas e abrir cerca de 30 lojas no América do Norte durante o ano fiscal que termina em 30 de julho de 2007.

  No futuro, o perfume será distribuído nas 900 lojas de departamentos dos EUA, que respondem por 10% das vendas da Coach.

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LVMH nomeia novo CEO da divisão de Moda

O Grupo LVMH promoveu Pierre-Yves Roussel a CEO da divisão de Moda do Grupo, um novo cargo.

Nesta posição, Roussel supervisionará as casas Celine, Givenchy, Kenzo, Marc Jacobs, Loewe, Pucci e Berluti e a fabricante de sapatos Rossi Moda. Ele era vice-presidente executivo da LVMH, de estratégias e operações, e já havia atuado por trás das câmeras no gerenciamento e nos times criativos de muitas dessas marcas de moda.

Roussel foi encarregado da importantíssima tarefa de aumentar a lucratividade das empresas de moda menores do grupo. Roussel se reportará diretamente ao presidente e CEO do Grupo LVMH, Bernard Arnault.

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Looks da última coleção do estilista Marc Jacobs

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Hermès compra fatia da Vaucher

A Hermès anunciou que comprará 25% do fabricante suíço Vaucher Manufacture Fleurier por 25 milhões de francos suíços ou US$ 19,7 milhões.

De acordo com Guillaume de Seynes, presidente da divisão de relógios da Hermès, o negócio deverá impulsionar a marca Hermès no segmento de relógios mecânicos de altíssimo nível, possibilitando à empresa aumentar expressivamente a quantidade de produtos vendidos.

A Hermès lançou seu primeiro relógio com a tecnologia mecânica da Vaucher em 2003. O relógio pode custar mais de 25 mil euros. Um relógio mais simples de quartzo da marca Hermès custa por volta de 1,2mil euros.

Segundo Seynes, relógios mecânicos caros respondem por 5% das vendas totais de relógios Hermès, que cresceram 4% para 104 milhões de euros em 2005.

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A Vaucher, sediada em Fleurier, na Suíça, é conhecida por fabricar uma mecânica de altíssima precisão que é utilizada por clientes como Tiffany e Corum. A empresa é propriedade da Sandoz Family Foundation, que também possui, junto a Michel Parmigiani, a marca de relógios de luxo Parmigiani Fleurier.

Seynes disse que a Vaucher deverá manter seus atuais clientes e que o negócio não coloca a Hermès dentro do capital da Parmigiani.

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Van Cleef & Arpels renova flagship em Paris

Van Cleef & Arpels reinaugurou sua flagship na Place Vendôme, o que também culminou com a comemoração do centenário da marca do grupo Richemont.

"Nos queríamos que a loja tivesse uma alma, assim como cada pedra lapidada que fazemos" disse Stanislas de Quercize, CEO e presidente da marca. "Nós queríamos expressar o clássico e o moderno. Este é um indicador de onde pretendemos estar no século XXI. "

A loja está posicionada no histórico centro que reúne a alta joalheria, ao lado de marcas como Boucheron e Chanel. O Hotel Ritz fica do outro lado da rua.

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A boutique no estilo vintage expõe suas jóias em salas interligadas enquanto as jóias mais raras e caras são apresentadas em luxuosas salas reservadas. Essas salas também poderão ser reservadas para consumidores que querem marcar uma hora com Catherine Cariou, cabeça do patrimônio da Van Cleef, para comprar ou vender antiguidades da Van Cleef.

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Os cashmeres de Loro Piana

Graças a um novo negócio chamado Loro Piana Interiors, os fans de cashmere poderão agora utilizar o luxuoso tecido na decoração de suas casas. Após anos vestindo homens com cashmere, os irmãos Sergio e Pier Luigi Loro Piana, que dividem a direção da Loro Piana, decidiram lançar uma linha de tapeçaria de primeira linha. A linha será lançada oficialmente na Maison & Objet, a feira de tapeçaria de Paris.

A coleção é composta por mais de 30 tecidos diferentes disponíveis em 300 cores, incluindo o cashmere, que custa US$ 1,5 mil o metro quadrado. São necessários 2kg de cashmere puro para confeccionar um metro quadrado de tapeçaria.

Planos futuros incluem a inauguração de um showroom em Milão e New York.

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