Vendas de grifes devem triplicar em quatro anos
Segundo matéria publicada no jornal Valor Econômico, os gastos em bolsas, jóias, sapatos e roupas de luxo deverão triplicar nos próximos quatro anos. De acordo com relatório elaborado pela Consultoria Bain & Co, as empresas centradas em única marca têm uma probabilidade maior de se beneficiarem do aumento da demanda.
As vendas de artigos de luxo cresceram 2% ao ano entre 2001 e 2005. A previsão é que até 2010 o ritmo de crescimento anual aumente para 6%. O melhor resultado deverá vir da Ásia, que poderá atingir um crescimento de até 9% ao ano, segundo a consultoria.
No período de dez anos terminado em 2004, a Bain detectou que as monomarcas como Burberry, Polo Ralph Lauren, Tiffany e Chanel, tiveram um crescimento 60% maior do que os grupos conglomerados, como Gucci e LVMH. As monomarcas se beneficiaram de uma facilidade maior nas pesquisas, enquanto as multimarcas, que seguem em várias direções, acabaram diluindo a atenção dos consumidores.
Ainda segundo o relatório, para continuar superando o desempenho das multimarcas, as monomarcas precisam manter-se fiéis a seu negócio central e evitar incursões em adjacências distantes.
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Looks do último desfile da Chanel |
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Terrorismo faz despencar as vendas nos free shops do mundo inteiro
Desde a ameaça de ataque terrorista que ocorreu no aeroporto de Londres em11/08, que obrigou a segurança dos aeroportos tomarem como medida a proibição do porte de líquidos de qualquer tipo na bagagem de mão dentro dos aviões, as vendas em free shops em várias regiões do mundo registraram um declínio nas vendas de 35%.
Gigantes do setor de cosméticos também estão sofrendo os impactos da crise. As ações das maiores empresas fabricantes de cosméticos do mundo despencaram na última
sexta-feira. As ações da Estée Lauder Cos. caíram 6%; ações da Inter Parfums Inc. caíram 2%; as da Elizabeth Arden caíram 4%. A P&G não foi afetada pela crise.
Cathy J. Leonhardt, diretora da Peter J. Solomon Co., disse que as medidas anti-terrorismo afetarão substancialmente o desempenho das empresas de cosméticos que vendem seus produtos em free shops no curto prazo.No entanto, como a demanda continuará a mesma, as vendas deverão migrar dos free shops para os demais canais de distribuição. Atualmente, os free shops correspondem por 7% das vendas da Estée Lauder e até 12% das vendas da Inter Parfums.
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Como os verdadeiros afetados pelas medidas são os próprios free shops, algumas soluções estão sendo apontadas para possibilitar o pedido do consumidor no embarque e a retirada do produto na chegada do seu destino.
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Sephora cresce em países emergentes
De acordo com matéria publicada no jornal Valor Econômico, a Sephora, que pertence ao grupo LVMH, está em franca expansão nos países emergentes. No ano passado, a empresa abriu cinco lojas na China e, neste ano, novas lojas foram inauguradas no Oriente Médio e nos Emirados Árabes. A diretora de marketing da Sephora na Europa, Natalie Bader-Michel, adiantou que o mercado brasileiro também faz parte dos planos de expansão da empresa.
A rede já possui 420 lojas na Europa e 200 nos EUA. Precursora no conceito de vendas "self service", a Sephora é hoje responsável por 22% das vendas de perfumes e cosméticos da França,onde possui 200 lojas.
Natalie acredita que o crescimento da participação de mercado da Sephora depende de dois investimentos distintos: pesquisa para reforçar o portifóilio de marcas que já são vendidas na loja e desenvolvimento da marca própria Sephora - que foi criada em 1995 e hoje está em primeiro lugar em faturamento e volume de vendas da empresa. Os produtos da marca Sephora possuem preços 20% mais baratos. Segundo Natalie, os produtos com a marca própria são feitos principalmente na Europa (França, Itália, Grécia, entre outros países), depois nos Estados Unidos e na Ásia".
Entre as marcas mais exclusivas à venda na rede, estão as americanas Dr. Brandt e a Dr. Perricone. Desde o final do ano passado, a Sephora vende a marca brasileira Amazon Secrets de cosméticos com ingredientes amazônicos e baseada nos princípios do desenvolvimento sustentável. Entre as marcas de grande distribuição estão Biotherm, Calvin Klein, Lancôme e Clinique.A intenção, segundo Natalie, não é ter uma marca de distribuidor, mas uma marca sólida.
Inaugurada em 1970, na rue de Passy, em Paris, pelo grupo inglês Boots, a Sephora foi comprada pelo empresário Dominique Mandonnaud, da rede de perfumarias Shop 8, em 1993. Sob seu comando, a empresa deixou o modelo tradicional de perfumaria e passou a adotar o conceito de auto-serviço. Em 1997, a Sephora foi comprada pelo LVMH, o que marcou sua abertura ao mercado internacional.
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A nova campanha da Bottega Veneta
O legendário fotógrafo inglês Tony Armstrong-Jones, conhecido por fotografar artistas, celebridades, políticos e a própria família real inglesa, fotografou a modelo Inguna em estilo retrato para dar a Bottega Veneta um novo apelo.
Para ressaltar as paletas da coleção cinza, preto e marrom, as imagens foram produzidas em preto e branco em um estúdio em Milão. A campanha inclui a nova linha da Bottega de jóias e objetos de decoração.
A campanha está sendo lançada em agosto em revistas selecionadas no mundo todo. A companhia não comentou o investimento feito na produção da campanha.
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Gucci renova contrato com P&G
Uma porta voz da Procter & Gamble confirmou a renovação do contrato de longo prazo do Grupo Gucci P&G para a produção e distribuição mundial dos seus perfumes. Os termos do contrato não foram divulgados.
Fontes especulam que o contrato acaba de vez com as mal resolvidas relações entre o Grupo Gucci e a Wella AG, que se tornou parte da P&G em 2003.
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Sergio Rossi atende emergências de clientes aflitas
Sergio Rossi acaba de lançar um serviço especial para atender as clientes em Manhattan e Bervely Hills. Com um telefonema a cliente que está numa situação de "emergência" ou que simplesmente não tem tempo de se dirigir até uma loja é imediatamente atendida por um representante da Sergio Rossi com soluções que vão desde opções de sapatos para uma ocasião inesperada até a reposição de um salto quebrado.
O serviço continua operando fora do horário de expediente das lojas. Sergio Rossi pretende implementar o novo sistema também na cidade de Miami.
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Stella McCartney assina novo perfume
Stella McCartney lança no mês de agosto um duo de perfumes chamado Stella in Two. Stella in Two Amber, foi inspirado em notas de âmbar, enquanto o eau de toilette, Stella in Two Peony, possui notas de rosas. Os dois perfumes podem ser usados ao mesmo tempo, criando uma terceira fragrância.
"Eu queria separar as duas notas de uma forma que o consumidor tenha liberdade para dosar as quantidades de um e de outro criando uma terceira fragrância, com uma harmonia própria", disse a estilista em uma recente entrevista.
Profissionais da indústria elogiaram a idéia de possibilitar à consumidora ser criativa com as duas fragrâncias. "Misturando estes dois elementos, a consumidora passa a ser agente na criação de um perfume próprio - e isso é uma verdadeira inovação," disse Pierre-François Le Louet, CEO da Nelly Rodi International em Paris.
Roja Dove, que gerencia a Roja Dove Haute Parfumerie nas lojas Harrods, também celebrou o novo perfume. "As pessoas que trabalham neste mercado vão ter algo realmente novo para comentar em um mercado saturado de produtos estagnados em termos de criatividade".
O perfume não foca um segmento em específico, mas os especialistas acreditam que ele deverá atingir em cheio o público de mulheres jovens.
De acordo com o comprometimento de Stella McCartney com o meio ambiente e com a proteção aos animais, Stella in Two só possui ingredientes orgânicos, não contendo organismos geneticamente modificados ou conservantes químicos. O produto não foi testado em animais e 90% dos componentes são de origem natural.
As essências serão lançadas no Mercado internacional em setembro. Nos EUA, a distribuição será restrita a 470 pontos de vendas. Enquanto a empresa não divulga as suas expectativas de receita, fontes na indústria estimam que o duo poderá gerar US$ 6 milhões no primeiro ano de vendas, somente no varejo norte americano.
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O novo estilo da Jil Sander
Coty Inc., a divisão de produtos de prestígio da Coty, que possui a licença dos produtos de beleza da Jil Sander, vai lançar a fragrância Jil Sander Style, no mês de setembro. O perfume será direcionado a mulheres de 30 a 40 anos.
"Se você gosta do estilo da marca Jil Sander, se identifica com a moda criada pela Jil Sander, então você gostará deste perfume," disse Françoise Mariez, vice-presidente sênior de marketing na Coty Prestige.
O perfume Style, ela disse, foi desenhado para ter uma imagem superior e preço premium em comparação aos outros perfumes da marca, Sport, Sun e Pure. O novo perfume deverá custar 50 euros, entorno de 10% a 25% mais caro que as primeiras fragrâncias.
Para o lançamento, a empresa está desenvolvendo uma campanha que será veiculada em páginas simples eduplas de revistas. Mariez não quis comentar as expectativas de vendas para o produto. Fontes na indústria estimam que Style poderá render entre 35 e 40 milhões de euros durante o primeiro ano de vendas no mundo todo.
Enquanto isso, a Jil Sander acaba de apontar seu novo presidente da Jil Sander America, o executivo da Balenciaga Michele Sodi. Ele vai gerenciar as operações de varejo e atacado da Jil Sander nos EUA.
Sodi vai se reportar ao chefe executivo Gian Giacomo Ferraris, que foi seu colega no Grupo Gucci. Será prioridade de Sodi equilibrar a presença da marca tanto no varejo, quanto no atacado e ajudar a empresa a duplicar seu tamanho no mercado
norte-americano para 50 milhões de euros.
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Look do último desfile da Jil Sander |
A holding Change Capital Partners comprou a Jil Sander do Grupo Prada em fevereiro e está trabalhando para restaurar a lucratividade da marca. No ano passado, as vendas nos EUA totalizaram 25 milhões de euros. As vendas no atacado,que incluem a Barneys em New York, Bergdorf Goodman, Neiman Marcus, Nordstrom e Saks Fifth Avenue, totalizam 80% das vendas da marca nos EUA.