Richemont vende mais
O grupo suíço Richemont, responsável pelas marcas Cartier e Dunhill, continua a acompanhar o boom do mercado do luxo. O grupo registrou aumento de 17% nas vendas, para 4,3 bilhões de euros, no ano encerrado em 31 de março. O lucro operacional subiu 32%, para 741 milhões de euros, liderado pelos ganhos com a venda da marca de roupas masculina Hackett.
Os resultados foram verificados tanto nas regiões onde a empresa tem presença consolidada,como em novos mercados.
A Richemont poderia ter tido lucros operacionais ainda maiores se não fosse o aumento de 215 nos gastos com comunicação e de 12% nos gastos com vendas e distribuição.
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Peça da coleção Caresse
d'Orchidýes da Cartier.
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As vendas nas joalherias da Richemont, que incluem a Cartier e a Van Cleef & Arpels, cresceram 15% no período, aumento que foi impulsionado principalmente pelos lançamentos promovidos pela Cartier. Durante este período a Cartier da Rue de la Paix em Paris foi reaberta e uma flagship em Aoyama, Tokyo, foi inaugurada.
O lançamento de novos produtos, incluindo a coleção Possession da Piaget, também ajudou a impulsionar as vendas.
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Coleção Greta Garbo da Mont Blanc
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A Mont Blanc, considerada pelo chefe executivo da Richemont Norbert Platt como uma "marca estrela", viu suas vendas aumentarem 17%, refletindo o crescimento da empresa como varejista, com 1/3 das vendas sendo feitos por meio de lojas próprias.
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colar da coleção Possession da Piaget
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Nos outros negócios do Grupo, que incluem a Chloé, Shanghai Tang e o fabricante de armas Purdey, tiveram um aumento em vendas de 32%. As vendas na Chloé mais do que dobraram no ano, impulsionadas principalmente pela demanda da bolsa Paddington.
Norbert Platt acrescentou que atualmente a Richemont não está considerando adquirir ou se desfazer de qualquer uma de suas marcas. A Richemont continua trabalhando duro para reverter a situação das marcas Lancel e Dunhill, que são as marcas mais fracas do grupo. Apesar de uma perda nos lucros operacionais de 8 milhões de euros, a Lancel atingiu um crescimento de dois dígitos nas vendas na França e em mercados emergentes como Hong Kong e China.
As vendas na Dunhill cresceram 8%, com fortes ganhos na região da Ásia-Pacífico para compensar as vendas praticamente nulas na Europa e no Japão.As perdas no lucro operacional atingiram 30 milhões de euros, em função principalmente de mudanças gerenciais.
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Por região os mercados europeus geraram 42% das vendas da Richemont, com destaque para França, Itália e Suíça. As vendas na Europa cresceram 15%, mas, por outro lado, as vendas na Rússia foram praticamente nulas.
No Japão as vendas cresceram 13% e na região da Ásia-Pacifico, 19%, graças à forte demanda por relógios. As vendas na china atingiram um recorde e respondem por 13% do total de vendas da região Ásia-Pacifico.
As vendas na América do Norte refletem a confiança do consumidor nos EUA, onde o grupo registrou um crescimento de dois dígitos nas suas principais marcas. O mercado norte americano responde atualmente por 20% das vendas do Grupo no mundo inteiro.
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O futuro da Printemps
Maurizio Borletti, presidente da rede italiana de lojas de departamento La Rinascente, e um grupo de investidores declararam recentemente que estão em negociações para a compra da Printemps que hoje pertence ao Grupo PPR. Os valores são estimados em 1,08 bilhões de euros ou US$1,36 bilhões.
"Pretendemos investir 280 milhões de euros nos próximos cinco anos para melhorar a localização das lojas", disse Borletti. "Queremos dar continuidade às mudanças que já foram iniciadas pela Printemps nos últimos anos. Queremos promover essas mudanças logo".
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Ele acrescentou ainda que a rede tem espaço para ser melhorada e reposicionada como um shopping na mesma linha da Harrods ou da Selfridges em Londres nos próximos anos.
"Nossa estratégia se aproxima ao que estamos fazendo com a La Rinascente, ainda que a Printemps esteja à frente da La Rinascente em comercializar produtos de luxo," explica Borletti.
De fato, a Printemps tem nos últimos anos migrado para um outro patamar depois de ter sofrido com a concorrência da Zara e da Hennes & Mauritz.
A loja Boulevard Hausmann se reposicionou com o que ela mesma chamou de "piso do luxo" vendendo acessórios que vão de Bottega Veneta a Cartier, repensando o design de suas roupas e construindo novas áreas para beleza, sapatos e decoração.
Borletti disse que para ver a rede funcionando a todo vapor será necessário refazer todo o mix da marca e reavaliar as categorias de produtos que devem ser priorizadas. Ele disse também que as mudanças na Printemps podem incluir a criação de restaurantes e spas para atrair o consumidor potencial.
"Lojas de departamento podem funcionar," ele disse. "Olhe para a Harrods ou a Selfridges. Eles atraem consumidores porque são excepcionais. Hoje a concorrência é dura. A qualidade da marca de uma loja de luxo é muito forte, haja visto a loja da Louis Vuitton na Champs-Elysées", ele conclui.
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Hermès aproveita a fase de crescimento do mercado americano
Dois executivos da Hermès estiveram em Washington semana passada. Eles disseram que a grife francesa deverá inaugurar duas lojas, uma em Charlotte, N.C., no outono, e outra em Wall Street, em Manhattan no ano de 2007.
Blanckaert e Robert Chavez, presidente e chefe executivo da Hermès nos EUA, disseram que a empresa está focando o crescimento do mercado americano.
"Acreditamos que aqui temos potencial de mercado," disse Blanckaert. "queremos fazer parte de Wall Street, e não longe do "Ground Zero", como tem sido chamado o local onde havia as torres do World Trade Center. Decidimos que queremos abrir uma loja nessa região, longe da Madison Avenue, onde está localizada a primeira loja da Hermès."
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Blanckaert disse que a empresa planeja abrir cerca de duas lojas por ano, no período dos próximos cinco anos, nos EUA e citou algumas das possíveis localidades: Seattle; San Diego; Scottsdale, Ariz; Denver, e Minneapolis.
"Estamos confiantes na fase de crescimento do mercado Americano", disse Blanckaert. "Na realidade, pretendemos dobrar as vendas nos EUA, nos próximos cinco anos ", ele completa.
As vendas da Hermès cresceram 7,2% em 2005; o crescimento nas vendas nos EUA cresceram 10% no mesmo período.
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Hermès prevê dobrar vendas na China
Patrick Thomas, chefe executivo da Hermès, disse em recente encontro com os acionistas que a empresa pretende dobrar as vendas na China nos próximos anos.
A Hermès tem cerca de 30 novas lojas ou reformas agendadas para este ano, incluindo a nova maison em Seoul e lojas em Amsterdam e Veneza.
Thomas disse que os investimentos em lojas e na produção deverão impulsionar a empresa a atingir seu objetivo de aumentar em 10% o volume de vendas no próximo ano.
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A Gucci pela Gucci
A Gucci acaba de lançar "Gucci by Gucci," um livro com 450 páginas que conta a história da empresa que há 85 anos vem produzindo e vendendo seus famosos acessórios e roupas. O livro, que apresenta imagens dos arquivos particulares da Gucci, é parte da comemoração dos 85 anos da marca.
De Cinecittà a Hollywood, de Elizabeth Taylor a Madonna, o livro é uma seqüência de fotos de celebridades usando as variações do freio de cavalo, da bolsa de bambu e do logo com o G duplo.
Publicado por Mondadori Electa com design de Doug Lloyd, o livro será lançado em setembro para coincidir com o desfile da Gucci em Milão. O livro estará disponível em novembro, em algumas livrarias selecionadas. Aqui no Brasil, provavelmente encontraremos exemplares na Fnac, que pertence ao Grupo PPR.
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O livro Gucci |
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Presidente da Clarins pede trabalho em equipe para alcançar crescimento
Christian Courtin-Clarins, presidente e chefe executivo do Grupo Clarins, fez recentemente um discurso em que analisa o mercado de perfumes desde 1980. Ele propõe a solução de um problema que atormenta a indústria: como prosseguir em constantes lançamentos de novos produtos e retornar à época de crescimento sustentável nos lucros. A resposta dele: parar de barganhar no varejo.
Ele disse que ao invés de ficar armando lutas sobre a margem, fabricantes e lojistas deveriam unir forças. "Ao invés de ficar brigando por margem - porque precisamos dessa margem para trazer pessoas às lojas - nós precisamos de dinheiro para propaganda", ele disse. "Quando reduzimos nossa propaganda em muitos países, aumentamos o número de ações promocionais nas lojas. Mas estamos falando com os mesmos consumidores, não estamos atraindo consumidores novos".
O consumidor americano gasta em média US$123 por ano em produtos de beleza. Na França esse gasto sobe para US$300 por ano em produtos mais caros comprados em pontos de venda selecionados ou de luxo. O desafio, disse Clarins, é convencer o consumidor Americano de suprir suas necessidades de beleza em pontos de venda melhores e assim aumentar o gasto americano para US$300 ou US$350 por ano.
Quando perguntado sobre as maneiras de conseguir tais resultados, Courtin-Clarins disse que o primeiro passo seria investir mais em propaganda. "Talvez possamos até reduzir a promoção para acabar da migração do consumidor de uma promoção à outra", ele disse. "Não se constrói uma marca em cima de promoções, mas sim em cima de propaganda, de serviços, de know-how e de muitas outras coisas."
"As marcas passaram a ter menos importância para os grandes grupos, porque tornou-se mais importante gerenciar todo um portifólio do que investir em uma marca para que ela ganhe peso", ele disse. "As marcas tem a tendência de desaparecer nessas circunstâncias".
Os grupos também se tornaram mais segmentados. Nos anos oitenta a categoria denominada Couture, que incluía Yves Saint Laurent e Christian Dior, representava 70% do mercado de perfumes. No segmentode cosméticos, a Estée Lauder ocupava 25% do mercado. Agora, Courtin-Clarins classificava o mercado de perfumes em sete segmentos. Os dois mais dinâmicos são "os criadores" - como por exemplo Thierry Muglere Jean Paul Gaultier - e "os designers", como Calvin Klein, Ralph Lauren e Giorgio Armani.
No meio disso tudo está o consumidor cansado das velhas formulas de marketing. Courtin-Clarins descreve a nova consumidora como " cheia de paradoxos" misturando o chique com o barato, comprando tanto na Colette em Paris, quanto no Carrefour, ele conclui.
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Executivo desenvolve rede global de hotéis de luxo
O empresário do ramo hoteleiro Barry Sternlicht, responsável pela transformação do Starwood, está desenvolvendo uma rede global de hotéis de luxo sob a bandeira do Hôtel de Crillon. Sternlicht adquiriu a marca francesa da família Taittinger ano passado.
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Hotel Crillon Paris |
Ele divulga que no momento está procurando propriedades em Londres, New York, Los Angeles, Chicago, Lãs Vegas, Tokyo, Shanghai, Beijing, Hong Kong, Delhi, Mumbai, Dubai e Quatar.
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Restaurante do hotel |
Ele também especulou sobre uma possível extensão da rede que incluiria resorts caribenhos e resorts de esqui. Cada unidade deverá ter um restaurante baseado no Grand Véfour do Crillon Paris, além de um Bar Baccarat e um Taittinger Champagne Bar, que são duas outras marcas, além do Hotel Crillon, adquiridas da família Taittinger pelo Grupo Sternlicht Starwood.
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Lucros da Tiffany crescem no primeiro trimestre
Impulsionada por fortes vendas no mercado externo e maiores margens, a Tiffany & Co. atingiu um aumento de 8% nos lucros sobre as vendas que aumentaram 6% durante o primeiro trimestre.
Para o período encerrado em 30 de abril, os lucros operacionais aumentaram 12% de US$ 66,3 milhões para US$74,2 milhões. O varejo no mercado internacional mostrou ganhos de 13% no período, sendo que no Japão o crescimento foi de 4% e nos outros países da região Ásia-Pacifico o aumento foi de 19%. A Europa apresentou um crescimento de 18%, enquanto nos EUA os ganhos foram de 2%.
Michael J. Kowalski, presidente e chefe executivo da Tiffany, disse que "o aumento nas margens refletem primeiramente um bom mix de produtos." As fortes vendas refletem o aumento da quantidade de jóias vendidas e um aumento no preço médio dos produtos.
Para o ano de 2006, a administração prevê um crescimento de 10% nas vendas.
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Tiffany em Wall Street
A Tiffany declarou que será a mais nova loja de luxo a se instalar em Manhattan, próximo ao local onde estavam as torres gêmeas do World Trade Center. A loja deverá ser inaugurada em 2007.
A Tiffany será vizinha da francesa Hermès, que também planeja a inauguração da sua loja no número 15 da Broad Street em April de 2007."Estamos interessados em Wall Street há algum tempo, com a reconstrução dessa área e o ressurgimento de residências," disse Beth O. Canavan, vice-presidente executiva da Tiffany & Co., que já possui lojas na 5ª Avenida e na Rua 57.
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Harvey Nichols em Dubai
Harvey Nichols acaba de inaugurar uma loja em Dubai e aproveita para anunciar uma lista das cidades que já foram escolhidas pelo grupo para futuras inaugurações, nas cidades de Istambul, em setembro, Moscou e San Petersburgo, em 2008. O grupo também divulgou a intenção de instalar lojas nas cidades de São Paulo, Jakarta, Beirute, e nos países Índia, Argentina, Chile e Holanda.