edição nº 68 -
 
 
 

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Por Silvana Munhoz Galbetti

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A Time & Place World LLC promete saciar o apetite de "simples mortais" interessados em experimentar, por alguns dias, a vida de uma celebridade. Já é possível passar férias luxuosas na fazenda que pertenceu a Marilyn Monroe e Joe DiMaggio ou em uma das mansões de Frank Sinatra. A empresa americana possui e administra ex-casas de celebridades. Assim, já é possível nadar na piscina em formato de piano de Sinatra, por US$ 1.715,00 a diária ou dormir na fazenda de Marilyn, por US$ 1.497,00 por noite.

Atualmente já existem empresas americanas especializadas em turismo de Luxo, como a Abercrombie & Kent e a Exclusive, que têm suas próprias divisões de aluguel de casas de Luxo. Segundo matéria do Wall Street Journal, o objetivo deste serviço é competir com os hotéis pelo dinheiro dos turistas abonados.

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Reprodução
Serge Weinberg, presidente
do Grupo PPR

Um consórcio formado pelas empresas Clayton, Dubilier & Rice, Eurazeo e Merrill Lynch Global Private Equity comprou 73,45% das ações da Rexel pertencentes ao Grupo francês PPR - Pinault-Printemps-Redoute. O valor de cada ação foi negociado a $ 38,50 euros.

Com esta transação, a Rexel, líder mundial na distribuição de equipamentos eletrônicos, atingiu um valor de mercado total de $ 3,7 bilhões de euros; valor quinze vezes maior que seu lucro operacional de 2003.

A venda da Rexel contribui para que o plano estratégico do Grupo PPR, criado há dois anos, se concretize.Este plano objetiva criar uma "Nova PPR", centralizada em duas atividades de mercado: Varejo, na distribuição seletiva através das empresas Conforama, Fnac, Printemps e Redcats, e Segmento de Luxo, através do Grupo Gucci - com as marcas Gucci, Yves Saint Laurent, Balenciaga, Stella McCartney, Alexander McQueen, Bottega Veneta, Sergio Rossi, Bédat & Co e Boucheron.

Segundo declaração de Serge Weinberg, presidente do PPR ao Fashion Wire Daily, "a venda da Rexel propiciará um movimento estratégico do Grupo PPR em concentrar todas as suas ações em uma fatia muito particular de consumidor".

O faturamento do Grupo PPR em 2003 foi de aproximadamente $ 24,4 bilhões de euros. O segmento de Luxo do Grupo respondeu por 10,5 % deste valor.

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Reprodução
Tommy Hilfiger e Karl Lagerfeld: novos parceiros

O estilista Karl Lagerfeld anunciou a venda de suas marcas próprias, entre elas, a Lagerfeld Gallery, ao grupo americano de moda Tommy Hilfiger. A linha prêt-à-porter feminina de Luxo e as lojas da grife em Paris e Mônaco foram compradas à vista. O valor da transação não foi divulgado. Mas é sabido que, há dois anos, Karl tentou negociar a venda de suas marcas ao Grupo LVMH por US$ 25 milhões´

O designer Tommy Hilfiger promete investir na expansão mundial da Lagerfeld Gallery e manter Karl na direção criativa do negócio. Além disso, o designer alemão continua à frente da Chanel e da Fendi. Tanto Hilfiger quanto Lagerfeld concordam que os estilistas foram beneficiados com esta transação: a marca Lagerfeld Gallery atingirá dimensão global e propiciará ao Grupo Tommy Hilfiger alcançar uma nova plataforma de crescimento visando o segmento de Luxo.

"Escolhi um parceiro que possibilite expandir meus negócios. Eu estava à procura de uma empresa globalizada, forte, que possuísse infra-estrutura e recursos financeiros para que se tornasse realidade o que eu sempre sonhei para a marca Lagerfeld", declarou Karl em entrevista para o Fashion Wire Daily.

Em 1992, o Grupo Richemont adquiriu por US$ 26 milhões a marca Lagerfeld. Cinco anos depois, o Grupo vendeu novamente a Karl todos os direitos da grife, pois a marca Lagerfeld apresentava um prejuízo de US$ 8 milhões.

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Robert Polet, CEO do
Grupo Gucci

O CEO do Grupo Gucci, Robert Polet, esteve reunido com investidores no British Museum de Londres, dia 14 de dezembro, para apresentar o plano estratégico do Grupo para os próximos anos.

Em sua apresentação, o executivo prevê um crescimento de vendas de "no mínimo" 10% ao ano para o Grupo Gucci e que a marca Gucci sozinha irá dobrar de tamanho nos próximos sete anos. Prometeu também que esta marca será responsável por 70% do turnover do Grupo.

"Nos próximos três anos, o Grupo Gucci continuará sua sólida sedimentação de mercado. Continuaremos como um Grupo composto por várias marcas, mas cada uma desempenhará um papel específico no mercado de Luxo", disse Polet, durante seu discurso. Ele também salientou a importância da China para a Gucci, com a abertura de oito lojas e previsão de inauguração, nos próximos três anos, de mais 22 boutiques pelo resto do mundo.

O plano apresentado também prevê o crescimento da marca Bottega Veneta, já beneficiada pelos investimentos do Grupo Gucci. Polet espera que a marca alcance maior lucratividade dentro de dois anos, apoiada à abertura de mais 20 novas lojas próprias.

"As marcas Sergio Rossi, Stella McCartney, Balenciaga e Alexander McQueen "devem acontecer" até 2007", declarou Polet. O executivo planeja focar as ações destas marcas nas vendas por atacado e nas licenças, além de continuar com a inauguração de novas lojas. Quanto à marca Yves Saint Laurent, o CEO foi reticente.

Polet afirmou ainda acreditar que cada marca deva ter seu próprio CEO, o que gera maior autonomia e controle nas principais decisões relacionadas a design, propaganda, merchandising e relações públicas.

O conglomerado sofreu algumas "baixas" de executivos do alto escalão neste último ano, mas, para desapontamento da imprensa presente, Polet não anunciou nenhuma nova contratação. O Grupo Gucci emprega hoje 11.254 pessoas, faturou em 2003 $ 2,54 bilhões de euros e é controlado pelo Grupo PPR. Serge Weinberg, Presidente do Grupo PPR, declarou acreditar que o segmento de Luxo irá continuar a movimentar a economia.

 

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