edição nº 68 -
 
 
 

Você quer saber as
últimas notícias do
mercado de Luxo?

Clique aqui
 


Por Silvana Munhoz Galbetti

<< MATÉRIAS ANTERIORES

A confiança dos norte-americanos em relação à economia de seu país não é mais a mesma. E este fato pode ter gerado uma queda no consumo de produtos de Luxo, segundo pesquisa realizada pela Unity Marketing, consultoria especializada neste setor.

O estudo, divulgado no início de novembro, informa que o consumidor de produtos de Luxo nos Estados Unidos não sente mais a mesma segurança em relação à economia norte-americana; e, com a segurança abalada, o cliente de Luxo consome menos. O país também viveu momentos de incertezas devido às eleições presidenciais.

"Há um mito em torno do mercado de Luxo de que os consumidores destes produtos estão imunes aos abalos da economia. Isto não existe mais. De fato, os clientes deste segmento podem não se sentir estimulados ou seduzidos para comprar quando há este clima de incerteza. Ele também não tem pressa de ir às compras ou sair para jantar. Ele pode esperar ou receber mais em casa", explica Pam Danziger, presidente da Unity Marketing.

A pesquisa, que analisou hábitos de consumo de 717 norte-americanos que previamente se encaixam no perfil de cliente de Luxo, mostra que, no terceiro trimestre de 2004, o ticket médio deste consumidor (US$ 2.779,00) foi 35% inferior do que nos três meses anteriores (US$ 4.275,00). Apenas 19% das pessoas entrevistadas afirmaram que consumiram mais neste terceiro trimestre do que no período anterior (Abril a Junho de 2004). Foi observado que, dentro das categorias de produtos, o consumo de objetos "para casa" durante este terceiro trimestre de 2004 - como por exemplo, peças de decoração, artes, antiguidades, produtos eletrônicos (Home teather), produtos para Jardim, utensílios de cozinha - apresentou maior crescimento se comparado ao consumo de roupas, acessórios, cosméticos e jóias. Estes gastos apresentaram queda- de consumo de 35% em relação ao período anterior.

"Vivemos um momento em que a atenção com a casa é maior. O cliente de produtos de Luxo investe no seu lar, adquire objetos sofisticados, aparelhos de TV e som de ultima geração. Nestes últimos três meses, o mercado refletiu mais este movimento de consumo. E para o quarto trimestre, esperamos um crescimento de vendas em todos os setores de Luxo, pois estamos próximos do Natal", completa Pam.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Reprodução
Robert Polet, CEO do
Grupo Gucci

Muitas dúvidas sobre o segmento de Luxo mundial poderão ser respondidas no dia 14 de dezembro. O British Museum de Londres foi o local escolhido por Robert Polet, um dos executivos mais visados deste setor e CEO do Grupo Gucci, para apresentar seu tão esperado plano estratégico de trabalho.

Enquanto analistas de mercado não esperam grandes mudanças ou dramáticos anúncios, há uma certa expectativa no ar quanto a este encontro, que poderá ficar marcado no calendário mundial do mercado de Luxo como o dia em que algumas questões - chaves foram respondidas. Esta apresentação é vital para que o mercado "ganhe" confiança e, quem sabe, sejam apresentados reflexos, como a possível valorização das ações de mercado do grupo PPR, do qual o Grupo Gucci faz parte.

Estes analistas também procuram garantias de que a escolha de Polet, ex-executivo da Unilever, foi a mais adequada e que ele se mostre pronto para determinar as direções deste que é o terceiro maior grupo de Luxo do mundo.

"Eu penso que o que o mercado financeiro quer ouvir é que haja o foco na lucratividade", declarou Antoine Belge, analista do setor de Luxo do HSBC, em Paris, ao jornal WWD. A Yves Saint Laurent, marca do Grupo, no ano passado, divulgou um prejuízo operacional de cerca de $ 76.4 milhões de euros.

"Minha maior expectativa é a de que Polet faça uma revisão completa por todo o portfolio do Grupo Gucci - composto por marcas como Yves Saint Laurent, Sergio Rossi, Bottega Veneta, Gucci, Boucheron, Stella McCartney, Balenciaga e Alexander McQueen - seguida de uma clara avaliação sobre os respectivos potenciais e distintos posicionamentos de cada uma das marcas que compõe o Grupo".

O faturamento do Grupo Gucci referente aos meses de maio, junho e julho de 2004 foi de $ 641 milhões de euros e apresentou queda de 9,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O faturamento anual de 2003 foi de aproximadamente $ 2.60 bilhões de euros.

Reprodução
 
 
Reprodução
 
Imagens do desfile da marca Gucci
 
Imagens da coleção feminina de
Yves Saint Laurent e da coleção de óculos YSL

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

O CEO da Jaguar, Joe Greenwell, afirmou que marca de automóveis pertencente a Ford Motor Co. não "quebrará" até 2007, apesar dos resultados negativos divulgados ultimamente. Houve cortes de funcionários - 1.150, na Inglaterra, em setembro - e "as perdas, este ano, serão de centenas de milhões de libras", declarou Greenwell. "Levaremos dois a três anos para nos recuperar", completou. "A empresa fabricará menos carros nos próximos anos e manterá o foco no crescimento da qualidade e, principalmente, objetivará a lucratividade".

A Ford comprou a Jaguar em 1989 por cerca de US$ 3 bilhões.

Divulgação
 
Modelo da Jaguar

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

As águas Evian prepararam uma surpresa para este final de ano de 2004. Uma edição limitada - apenas 100 garrafas - estará disponível no mercado para poucos e exclusivos consumidores. Trata-se de uma garrafa em forma de gota, ou, quem sabe, um iceberg ou até mesmo uma montanha com neve. Depende da interpretação do consumidor. A novidade, infelizmente, não chegará no Brasil.

Reprodução
 
Imagem da garrafa de água Evian -
edição limitada

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Os membros do conselho executivo da Versace decidiram que o novo plano industrial da empresa será desenvolvido levando-se em consideração um período de cinco anos - terminando, portanto, em 2010. Sob o comando de Giancarlo Di Risio, a Versace será dividida em duas empresas, uma controlará a divisão industrial - design, produção e distribuição - e a outra será responsável pela administração das lojas. As duas empresas farão parte da Gianni Versace SpA, nova holding.

Reprodução
Imagens de alguns anúncios publicitários da marca Versace

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Reprodução
Detalhe do interior da flagship da marca Stella McCartney,
em Londres

O italiano Marco Bizzarri, 42 anos, ex-executivo da empresa de moda francesa Marithé & François Girbaud, foi nomeado o novo CEO da marca Stella McCartney. Ele assume esta posição na metade do mês de janeiro de 2005, reportando-se diretamente a James McArthur, vice-presidente executivo do Grupo Gucci.

A marca estava sem CEO desde julho deste ano, quando James Seuss comunicou seu desligamento da empresa para então passar a integrar a equipe da famosa joalheria Harry Winston.

Robert Polet, CEO do Grupo Gucci, disse que Bizzarri traz um talento operacional e estratégico para a empresa. "Tenho um enorme prazer na união de Marco com o Grupo Gucci e com a marca Stella McCartney. Esta marca tem total credibilidade de modelo de negócio e promete um brilhante futuro", declarou Polet ao jornal WWD.

É possível encontrar os produtos Stella McCartney em 180 pontos de vendas espalhados pelo mundo ou em umas das três flagships da marca, em Londres, Nova York ou Los Angeles.


Reprodução
 
A estilista Stella McCartney

 

<< Voltar