edição nº 68 -
 
 
 

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Por Silvana Munhoz Galbetti

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O lucro do terceiro trimestre de 2004 da Tiffany & Co. - cerca de US$ 21 milhões -, divulgado na semana passada, foi 26% inferior ao do mesmo período de 2003. Esta informação surpreendeu analistas de mercado, que esperavam números mais expressivos.

Já o faturamento da empresa, considerando este mesmo período, cresceu 7%, indo de US$ 430 milhões para US$ 461 milhões.

As vendas gerais cresceram não só nos Estados Unidos - principal mercado - como também em vários outros países.

Se considerarmos o resultado da Tiffany & Co. nos últimos nove meses (até 31/10/2004), o faturamento da joalheria americana, de US$ 1,4 bilhão, cresceu 10%, comparados a valores do mesmo período do ano anterior..

A marca investiu fortemente na abertura de lojas nos Estados Unidos e no resto do mundo. Inaugurou mais quatro lojas em território americano e mais três no Japão, sendo uma em Shangai e uma em Taipei. Este fato justifica os valores apresentados e reafirma a estratégia da marca em ter seu foco em ações de mercado a longo prazo.

Atualmente são 55 lojas nos Estados Unidos e 96 espalhadas pelo mundo.

Reprodução
Fachada da joalheria
Tiffany em Nova York

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A Compagnie Financière Richemont SA vive um bom momento se considerarmos os números apresentados pela empresa recentemente.

O lucro operacional referente ao primeiro semestre de 2004 - finalizado em 30 de setembro - cresceu 158%, saltando de $ 81 milhões de euros para $ 208 milhões de euros.

"Estes valores foram reflexos principalmente do bom trabalho realizado com a Cartier" , declarou o diretor de Comunicações do Grupo, Alan Grieve. "A Cartier voltou - substancialmente voltou - com novos produtos, está renovada. E as empresas adquiridas em 2000, como IWC, Lange & Sohne e Jaeger-LeCoultre, conquistaram novos mercados e consumidores, principalmente nos Estados Unidos e Japão", completa.

O faturamento da Richemont - conglomerado que conta também com outras marcas de prestígio como Montblanc, Dunhill, Baume & Mercier e Chloé em seu portfolio - nestes primeiros seis meses de 2004 foi de $ 1,74 bilhão de euros, apresentando um crescimento de 14% em relação aos números deste mesmo período no ano anterior. Houve um crescimento em todas as categorias de produtos e regiões.

Se observarmos detalhadamente as vendas por região (a empresa analisa seus resultados em quatro regiões: Ásia/Pacífico, Japão, Américas e Europa), as da "Ásia-Pacífico" cresceram 30%, com valores indo de $ 276 milhões de euros para $ 360 milhões de euros. No Japão, os números divulgados - $ 300 milhões de euros - tiveram um acréscimo de 7% se comparados com os valores divulgados no ano de 2003. Nas Américas, as vendas cresceram 15% e os números foram de $ 344 milhões. A Richemont acredita que muito deste resultado é conseqüência do chamado "retorno da Cartier"; as vendas de relógios Cartier superaram muito as expectativas da empresa. Na Europa os números cresceram 10%, se comparados com o ano de 2003 - foram de $ 671 milhões de euros para $ 735 milhões de euros.

Por categoria de produto, a de relógios foi a categoria que apresentou maior crescimento. As vendas de relógio obtiveram um aumento de 18% em relação ao ano anterior e os números fechados para os seis primeiros meses de 2004 foram de $ 431 milhões de euros. O lucro operacional desta categoria apresentou um salto de 87%. Nos seis primeiros meses de 2003, o lucro foi de $ 39 milhões de euros. No primeiro semestre de 2004, foi de $ 73 milhões de euros.

Reprodução
 
Divulgação
Detalhe de um dos modelos
de relógios da marca Cartier
 
Frente da loja
Cartier em Tokyo


Reprodução
 
Divulgação
Interior da loja Cartier na Avenida Champs-Elysées,
em Paris
 
Detalhe da entrada da
loja Cartier em Moscou

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Reprodução
A empresa americana Hicks Muse Tate & Furst Inc. adquiriu da Equinox Luxury Holdings os 51% das ações referentes a marca de sapatos inglesa Jimmy Choo. O valor pago foi de US$ 187 milhões ($ 101 milhões de pounds).

A Equinox havia comprado estas ações do co-fundador da marca, o Sr. Jimmy Choo, em 2001, por $ 11 milhões de pounds.

Segundo declarações da própria Hicks Muse Tate & Furst Inc., o executivo Robert Bensoussan, o CEO da Jimmy Choo, irá permanecer nesta função.

Os outros 49% pertencem à Tamara Mellon, presidente e designer da marca, e sua família. Ela também continuará ocupando estes cargos.

"A marca Jimmy Choo é um grande ícone", disse Lyndon Lea, executivo da Hicks Muse. " Nós estamos ansiosos em iniciar o trabalho com Robert , Tamara e suas excepcionais equipes e iremos continuar a apoiar o crescimento da marca", completa Lyndon. Desde que abriu um escritório em Londres, em 1998, a Hicks Muse investiu $ 2 bilhões de euros em empresas espelhadas por toda Europa.

Atualmente são mais de 20 lojas Jimmy Choo espalhadas pelo mundo, incluindo New York, Los Angeles, Milão, Dubai e Tokyo.

A marca espera faturar cerca de $ 40 milhões de libras (US$ 73,2 milhões) em 2004
Tamara Mellon, presidente
e uma das donas da
marca Jimmy Choo
 

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No mês de outubro, segundo a Federação das Industrias de Relógios Suíços, o setor relojoeiro teve um crescimento nas exportações de relógios de 5,1%, maior valor mensal até hoje registrado. O total exportado em outubro foi de $ 1,199 bilhão de francos suíços (cerca de US$ 1,03 bilhão). O valor total acumulado do ano de 2004 é de $ 8,87 bilhões de francos suíços, 8,9% a mais do que o do mesmo período de 2003.

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Reprodução
A empresa Jones Apparel Group Inc. - que tem marcas de moda como Anne Klein e Nine West e faturou cerca de US$ 4.3 bilhões em 2003 - coloca os primeiros pés no mercado do Luxo, com a aquisição, por US$ 400 milhões, da Barneys New York Inc.

A atual equipe, que tem como CEO o executivo Howard Socol, deve permanecer intacta. Socol declarou a repórteres que está muito ansioso com a possibilidade da prestigiosa loja de departamentos fazer parte do Grupo Jones Apparel. Ele acrescentou que a empresa deve considerar para o ano de 2005 a expansão das Co-Operações da Barneys com a abertura de outras filiais em Chicago, Costa Mesa e Atlanta.

Atualmente, a Barneys emprega 1.400 pessoas e está presente em 21 cidades. Nos Estados Unidos, tem flagship stores em Nova York, Beverly Hills e Chicago, 11 outlets e quatro Co-Operações Barneys New York - três em NY e uma em Miami. No Japão, tem três lojas em parceria com a Barneys Japan Co. / Isetan Corp.
 
O CEO do Grupo Jones Apparel, Peter Boneparth com o CEO da Barneys, Howard Socol

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Reprodução
A primeira loja própria da Chloé na Rússia - precisamente na cidade de Moscou - foi inaugurada na semana passada. Segundo Ralph Toledano, CEO da marca, a política assumida pela empresa de Luxo será de evitar a "superdistribuição". Nesta loja será possível encontrar a coleção principal da marca além de sapatos e acessórios. "Seis anos atrás, o mercado de moda russo não era organizado", declarou Toledano ao jornal WWD. No ano de 1998, ocorreu a abertura do mercado para marcas de moda internacionais. "Hoje, aqui na Rússia, nós temos cinco sérios distribuidores para o segmento de moda - Crocus, Mercury, JamilCo, Bosco di Ciliegi e Podium".

Para o ano de 2005, um dos distribuidores da marca - o Crocus Group - espera valores relacionados às venda da marca Chloé no mercado russo em torno de US$ 2 milhões. Além disso, uma segunda loja própria será aberta em breve.

A Chloé faz parte do conglomerado Richemont.
Detalhe da primeira
loja Chloé em Moscou
 

 

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