Por Silvana Munhoz Galbetti

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A Polo Ralph Lauren Corp. divulgou, na semana passada, os resultados do segundo trimestre de 2004. No período, o lucro líquido da empresa saltou de US$ 54 milhões para US$ 80,4 milhões, um crescimento de 48,9% em comparação com o mesmo trimestre do ano passado. Excluindo despesas com reestruturação e variação cambial, o ganho da Polo Ralph Lauren foi de US$ 79 milhões. Em 2003, este valor foi de US$ 52.9 milhões. A receita total da empresa cresceu 24,9%, passando de US$ 707,8 milhões, em 2003, para US$ 883,7 milhões neste ano.

A linha feminina Lauren by Ralph Lauren, a inclusão da RL Childrenswear - voltada para o publico infantil - no mercado de vendas por atacado, além do aumento das vendas na Europa e do reposicionamento da marca Polo dentro de algumas lojas de departamentos e especializadas, foram os principais responsáveis pelo resultado positivo da empresa. O estilista Ralph Lauren, CEO da Polo Ralph Lauren Corp, em recente matéria ao jornal WWD, contou sobre a expansão da empresa. "Estou muito satisfeito com a expansão da Polo para o "posicionamento de Luxo", disse. São novos produtos, das linhas feminina e masculina, focados ao segmento premium. Na nova flagship de Milão, aberta em setembro deste ano, já é possível encontrar estes produtos, mais elaborados e sofisticados.

A empresa também lançou uma marca voltada a jovens consumidores, a Rugby. "Ela é uma marca mais cool, com atitude", disse Ralph. A estratégia, a princípio, é contida. Quatro ou cinco lojas serão abertas no próximo ano. Mas, pode haver um processo mais rápido de expansão, pois a resposta da loja de Boston, nos Estados Unidos, foi muito positiva e a empresa estuda um possível aceleramento na estratégia, expandindo esta própria loja.

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Imagens de anúncios publicitários da marca Ralph Lauren - 2004

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O jornal WWD divulgou a relação das dez ruas ou avenidas que têm os aluguéis para lojas de varejo mais caros do mundo. O interessante foi notar que a Grafton Street, em Dublin, Irlanda, saltou do décimo para o quinto lugar, fato que ilustra o potencial de mercado deste país. Já Ginza, no Japão, caiu do nono para o décimo quinto lugar.

A Fifth Avenue de Nova York continua imbatível no primeiro lugar e a Champs-Elysees, em Paris, também mantém o posto de m² mais caro da Europa e o segundo mais caro do mundo. Causeway Bay, em Hong Kong, é o primeiro na Ásia e o terceiro no ranking mundial. Já a Oxford Street, em Londres, ocupa o segundo lugar no mercado europeu e o quarto em endereço comercial mais caro do mundo.

A seguir, os "dez mais":

  1. FIFTH AVENUE, em Nova York, Estados Unidos.
    Cerca de US$ 950,00 por square foot*, por mês.

  2. AVENUE des CHAMPS-ELYSEES, em Paris, França.
    Cerca de US$ 711,00 por square foot*, por mês.

  3. CAUSEWAY BAY, Ilha de Hong Kong, província chinesa.
    Cerca de US$ 569,00 por square foot*, por mês.

  4. OXFORD STREET, em Londres, Inglaterra.
    Cerca de US$ 517,00 por square foot*, por mês.

  5. GRAFTON STREET, em Dublin, Irlanda.
    Cerca de US$ 381,00 por square foot*, por mês.

  6. KAUFINGERSTRASSE, em Munique, Alemanha.
    Cerca de US$ 332,00 por square foot*, por mês.

  7. TVERSKAYA, Moscow, Rússia.
    Cerca de US$ 325,00 por square foot*, por mês.

  8. PITT STREET MALL, Sydney, Austrália.
    Cerca de US$ 321,00 por square foot*, por mês.

  9. GINZA, Tokyo, Japão.
    Cerca de US$ 311,00 por square foot*, por mês.
  10. MYEONGDONG, Seoul, Coréia do Sul.
    Cerca de US$ 301,00 por square foot*, por mês.

SOURCE: CUSHMAN & WAKEFIELD - Jornal WWD
*Conversão: 1 square foot = 0,0929 m²


Cenas da Fifth Avenue em
Nova York
   

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A marca Jean Paul Gaultier começa a dar os primeiros sinais de reestruturação de suas operações, objetivando salvar seu negócio, que apresenta atualmente, dígitos "vermelhos".

A Gaultier, que tem hoje a Hermès, marca de Luxo francesa, como detentora de 35% do negócio, emprega diretamente 175 pessoas.

Donald Potard, presidente da Gaultier, declarou ao jornal WWD: "Nós subimos dois degraus de uma vez só ... agora precisamos recuperar o fôlego para continuar nossas atividades".

A marca divulgou em 2003, pela primeira vez desde 1991, um prejuízo nas vendas de varejo de $ 570 milhões de euros (US$ 724 milhões). Potard espera que a reestruturação da marca faça com que a empresa apresente novamente números positivos em 2005. "Nos últimos três anos muitos investimentos foram feitos", declarou Potard.

Em 1999, a Hermès adquiriu 35 % das ações da Gaultier.. Foram pagos US$ 23,4 milhões. Desde então, algumas lojas foram abertas, novos produtos foram criados e outros foram reformulados. A marca apresenta hoje as linhas haute couture e pret a porter além de acessórios e perfumes.

Na maison haute couture são empregadas 60 pessoas. Muitas maisons francesas fecharam as portas e há uma luta para que isto não ocorra com a marca. "Nós estamos tomando as atitudes e os cuidados necessários para que isto não ocorra com a Gaultier Haute Couture, e, assim, salvarmos nosso negócio", diz Potard.

Desde o ano de 2003, o estilista Jean Paul Gaultier assina também as criações da marca Hermès. As vendas consolidadas da Gaultier foram de $ 28 milhões de euros em 2003, uma queda de 8%, de acordo com a Hermès International.

A maioria das lojas da Gaultier são franquias, em cidades como Singapore, Taipei, Beijing, Hong Kong, Tokyo, Nova York, Paris e Londres.

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Imagens da Coleção Outono - Inverno 2004/2005 da marca
Jean Paul Gaultier Haute Couture

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A Constellation Brands, que tem em seu portfólio marcas de cervejas - Corona Extra ou Corona Light, por exemplo - vinhos - Simi, Ravenswood e Almaden - e destilados, adquiriu recentemente a pioneira produtora de vinhos californiana Robert Mondavi Corporation. O valor da negociação: US$ 1,36 bilhão. Foram algumas semanas de negociação para que a família Mondavi, proprietária de 85% da empresa, concordasse enfim com a proposta apresentada.

Conflitos internos fizeram com que, há cerca de um ano, a empresa começasse a dar sinais de que uma divisão pudesse acontecer. O plano inicial da Mondavi seria vender parte da empresa focada no segmento Luxo, ou seja, suas principais marcas premium, como Opus One e Robert Mondavi Winery Reserve, direcionando as futuras ações estratégicas em uma "nova" empresa, visando apenas o segmento de vinhos vendidos pelo preço inferior a US$ 15,00.

Os maiores acionistas, Michael e Timothy Mondavi e Marsha Mondavi Borger, filhos do fundador, Robert Mondavi, votaram contra a reorganização ou divisão da empresa. Michael Mondavi, chefe executivo da Robert Mondavi Corporation, criticou o plano de divisão e foi convidado a renunciar ao cargo.

A notícia desta crise interna fez com que a Constellation encontrasse uma possível oportunidade de mercado. Há um ano, Richard Sands, CEO da Constellation, contatou Michael Mondavi eofereceu US$ 970 milhões pela Mondavi. Mesmo com a negativa da proposta inicial, Sands continuou acompanhando os passos da Mondavi. Só agora, um ano depois, o negócio se concretizou.

Desde que Sands assumiu a Constellation, em 1993, a empresa tem tomado atitudes agressivas na constante aquisição de companhias. Foram 12, em 11 anos. As mais recentes aquisições, além da Mondavi, foram a Blackstone, por US$ 140 milhões, e a Ravenswood Winery, por US$ 149 milhões, ambas em 2001. Quando questionado se algum dos filhos do fundador da Mondavi continuaria nas operações, Sands respondeu que isso "é assunto para mais uma reunião".

Robert Mondavi, atualmente com 91 anos e considerado "o pai do vinho californiano", continuará como "Embaixador da Marca Mondavi". "Robert Mondavi foi o responsável por colocar a Califórnia no mapa, disse Sands, fazendo menção ao sucesso mundial do vinho californiano.

Em 2003, a Constellation teve um ganho de US$ 220 milhões em vendas, sobre um faturamento de US$ 3,5 bilhões.

Portfolio da Constellation Brands
   
Reprodução

Sr. Robert Mondavi criou a
Mondavi no ano de 1966
 

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A L'Occitane, marca francesa de produtos de beleza e perfumaria, fará sua primeira campanha de marketing mundial. O "Mercador de Fragrâncias", lenda originalmente iniciada na Provence, França - assim como a própria L'Occitane -, irá ilustrar outdoors, sacolas e embalagens dos produtos da empresa. Será um "Papai Noel" da L'Occitane. Vestidos à rigor, Os mercadores estarão nas lojas para contar histórias e alegrar as crianças durante o mês de dezembro. Olivier Baussan, criador da marca, conta que a história do "Mercador ... " refere-se aos primeiros destiladores de fragrâncias que colhiam flores, ervas e óleos essenciais e os vendiam pelos vilarejos.

Reprodução
Produtos da L'Occitane
 
Divulgação
 
Detalhe da embalagem especial de Natal

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Já é possível adquirir pela internet, nos Estados Unidos, os produtos da Burberry. Com o objetivo de ampliar suas vendas no país, a marca inglesa, fundada em 1856, iniciou suas vendas online no mês de setembro e, desde o início da operação, seus resultados vêm crescendo.

No próximo ano será a vez dos consumidores ingleses. "Ainda é cedo para afirmar, mas possivelmente a compra através da internet será uma excelente fonte de rendimento para a marca", disse Stacey Cartwright, diretora financeira da Burberry. Ela espera também que esta nova ferramenta ajude a empresa a aumentar o seu valor de marca, que hoje vale $ 1,9 bilhão de libras. No início da gestão de Rose Marie Bravo, em 1997, a marca valia $ 200 milhões de libras. As vendas da Burberry, considerando o final do ano fiscal em 31 de março de 2004, foi de $ 676 milhões de libras.

Imagem do site da Burberry

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A Glenmorangie, única empresa ainda familiar do setor de destilados na Inglaterra - mais especificamente de Scotch whisky -, pode ser "engolida" em breve, conforme termo usado pelo jornal The Guardian. O provével comprador é a Moet Hennessy Investissements - que tem o conhaque Hennessy em seu portfolio -, subsidiária do maior grupo do setor de Luxo mundial, o LVMH. O grupo ofereceu pela destilaria cerca de $ 300 milhões de libras.

Paul Neep, CEO da Glenmorangie, declarou ao The Guardian que tem recomendado aos acionistas que aceitem a oferta da LVMH, por ser a melhor proposta.

A Glenmorangie, que completou 111 anos de existência, foi colocada a venda em agosto pelos 15 membros controladores da família Macdonald. Esta decisão da família surpreendeu a todos do mercado, principalmente pelos crescentes e positivos resultados apresentados por Neep.

"Nós tivemos os três critérios de análise de uma potencial oferta atingidos: ofereceram o melhor preço, com a melhor chance de manutenção dos empregos e com a melhor sintonia cultural entre as empresas participantes da negociação. O grupo LVMH se encaixa perfeitamente neste critérios", declarou Neep.

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