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Sócios de Bacco

Por Ana Juliana Prieto

Baseados no sucesso dos clubes de charuto da Inglaterra e, porque não dizer, nos já multipulverizados clubes de uísque dos bares brasileiros, os amantes do vinho decidiram inovar mais uma vez. No eixo Rio-São Paulo começa a surgir espaços com o conceito do wine club, isto é, casas onde, mediante um pagamento mensal é possível armazenar seus vinhos em adegas climatizadas e cuidadas por um sommelier, assim como reunir suas confrarias, fazer degustações, ampliar sua base de contatos e conhecimentos no mundo do vinho e realizar pequenos eventos.

No Rio de Janeiro o serviço já existe desde 2005, quando uma filial da importadora Expand no Centro identificou essa oportunidade de serviço e negócio junto aos clientes. "Nossos clientes são apreciadores e conhecedores de vinhos, mas por diversos motivos não possuem uma adega em casa ou possuem uma adega móvel com capacidade para poucas garrafas", explica Michel Couto, sommelier da Expand Castelo. "Então começaram a nos procurar pedindo para que armazenássemos os vinhos comprados. Assim teriam a garantia de sempre ter o vinho à temperatura e umidade adequadas para que a bebida não estragasse com o calor da cidade", completa.

Aberto a qualquer cliente que realize compras a partir de R$ 300, o wine club da Expand carioca tem atraído grande parte dos altos executivos que trabalham na região, e que podem se valer da proximidade do estoque particular nos almoços mais importantes e reuniões de negócio. "Os clientes se sentem seguros e ainda estreitam cada vez mais o relacionamento com a casa, fazendo daqui uma extensão da sua adega ou a própria", diz Couto, que desde a implantação do serviço tem visto o movimento da loja aumentar em torno de 10% a 20%. O sucesso é tanto que já há planos de expansão. "A medida que ampliarmos a rede vamos disponibilizar esse serviço na novas lojas", garante.

reprodução
Expand

Em São Paulo, o serviço ainda está no plano das idéias. Com espaço disponível em sua bem construída adega, o restaurante Supra já anuncia seu interesse pelo negócio. O que, conseqüentemente, deverá aumentar ainda mais o movimento do restaurante. "Mas só pretendo armazenar vinhos de clientes da casa, que os vão consumir aqui dentro mesmo", afirma Mauro Maia, chef e dono do restaurante, que não cobrará nada pelo uso do espaço climatizado, a não ser que a garrafa seja retirada da casa. Neste caso será cobrado R$ 50 pela rolha.

No primeiro trimestre de 2007 será a vez do Wine Stock abrir suas portas. Este será o primeiro wine club do Brasil que já nasce com esse conceito. Ali, sob o comando do empresário Douglas Anderghetti será possível armazenar mais de 150 mil garrafas em box personalizados e reunir amigos em torno do vinho, ao custo anual de US$ 1 mil. "Acredito que nosso público não fará daqui sua única adega, mas terá aqui um porto seguro para armazenar seus bons vinhos com qualidade. Pode até ser um executivo de fora da cidade, que prefere ter seus vinhos sempre à mão quando estiver por aqui", diz Andreghetti.

O projeto de decoração criado por João Armentano prevê, além da área de estocagem climatizada, pequenas salas de estar, uma cozinha gourmet e salas de reunião, que poderão ser utilizadas pelos sócios ou empresas interessadas em alugar o espaço.

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