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Escada cresce, fideliza seu público inicial e conquista o mundo

Por Priscilla Portugal

Em tempos de incerteza com relação ao futuro do mercado de luxo, Wolfgang Ley - presidente e fundador da marca americana Escada - afirma no site oficial: "Temos enfrentado as tempestades de um difícil mercado da moda de luxo. Nós atingimos as metas de venda a que nos propusemos e superamos nossas próprias expectativas".

No mínimo curioso, não? Fomos atrás para saber os segredos desse sucesso. A primeira coleção da Escada foi lançada - por Wolfgang e Margaretha Ley - nos Estados Unidos em 1976 e ganhou o mundo em 2001. Hoje a marca conta com 201 lojas próprias e 303 pontos de venda em mais de 60 países e tem as linhas Sport, Collection e Couture, além de estar começando com uma linha infantil e produzir bolsas, sapatos, perfumes, óculos de sol e jóias.

reprodução

Constantes atualizações
O presidente tem motivos para tanto otimismo. Entre 2004 e 2005, a marca - controlada desde 2003 pelo grupo HMD - gerou uma renda de 649 milhões de euros e cresceu 4% em relação a 2003.

Porém, essas boas notícias não chegam sem razão. "Na verdade, o trajeto seguido pela marca desde sua fundação foi o de rejuvenescer e seguir tendências, mas ao mesmo tempo de preservar a linha Couture. Afinal nossa clientela quer, sim, estar bem vestida, mas de preferência seguindo a última moda", conta Marta Ramunag, gerente da butique de Nice (França).

Marta diz ainda que de uma gama restrita de produtos e de um público limitado, a marca resolveu se expandir e foi aí que entraram os acessórios e perfumes, por exemplo. Os jeans também conquistaram espaço e peças infantis ganharam uma coleção própria ainda mais recentemente.

Público definido
A linha Couture - responsável pela aura luxuosa que a marca conserva - foi apresentada em um desfile no 3º Cannes Shopping Festival (evento que valoriza o luxo e une apresentação de novos produtos, degustação de champagnes e desfiles de marcas como Christian Lacroix e Escada). A grife trouxe vestidos ricamente bordados, com aplicações de plumas e cristais e tudo cercado de muita feminilidade, com caudas e fendas. As bolsas, acessórios fundamentais, mais pareciam jóias.

De qualquer forma, o grande mérito da Escada foi conseguir conciliar o rejuvenescimento proposto nos últimos anos e a fidelidade de seu público inicial. "Nossa cliente típica ainda é uma mulher ativa, ocupada com o trabalho, na faixa dos 50 anos e que tem uma boa situação financeira para poder dedicar parte de seu orçamento a roupas", conclui Marta Ramunag.

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