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A BELEZA GANHA ESPAÇO. E NOVOS SERVIÇOS
Por Juliana Bianchi

Divulgação
Fachada do MG Hair, de
Marco Antonio de Biaggi

Uma lufada de mega empreendimentos passou por São Paulo nesse primeiro semestre. Primeiro veio o espaço de Tânia Bulhões, inteiramente dedicado à decoração. Depois foi a vez da Daslu, que reabriu suas portas num imóvel de 17 mil m².

Até mesmo no setor de beleza, mas especificamente, entre os cabeleireiros, essa onda bateu. Prova disso foi a inauguração em maio do novo salão de Marco Antônio de Biaggi, que de 560 m² passou seu MGHair para um espaço de 2 mil m². Ali, o queridinho de Adriane Galisteu, Luana Piovani e Juliana Paes agregou duas joalherias, uma clínica de estética assinada pela dermatologista Jozian Quental, massagens by Luiza Sato e até uma pequena cozinha com pratos de baixa caloria sob orientação da Keep Light.

Em julho, um novo espaço de alto luxo agitou as tesouras na capital. O novo Studio W, de Wanderley Nunes, no shopping Iguatemi, foi inaugurado e passou de 450 m² no primeiro piso para 1.650 m² na cobertura do mesmo prédio comercial.

Seguindo a sofisticação da casa, as cadeiras têm design italiano, a altura e inclinação dos lavatórios podem ser ajustadas por controle remoto, televisões de plasma estão instaladas no teto para entreter as clientes enquanto tingem o cabelo e a representação exclusiva de uma marca americana de produtos de beleza está em negociação. Duas salas exclusivas com direito à internet sem fio estão disponíveis para homens e mulheres que quiserem privacidade, além de uma equipe de 58 profissionais que cuidam das madeixas, unhas e pêlos indesejáveis. "Mas ninguém vai sair de lá sem passar pelo meu crivo. Se não estiver bom, eu mesmo vou colocar a mão no cabelo da cliente."

Divulgação
Detalhe do interior do salão MG Hair

Na nova casa de Wanderley Nunes, o projeto é assinado por Arthur de Mattos Casas e leva madeira de demolição em todo o piso e tem diversos lounges com confortável ar residencial, oferecendo muito mais do que serviços de beleza para as clientes.

"A idéia é que elas possam usar o salão para encontrar com as amigas depois de terem feito a unha e o cabelo e passar momentos agradáveis ali", diz Mariana Capatto, assessora de imprensa da rede W. Um cardápio exclusivo da pâtisserie Payard dá o toque de sofisticação, bem como o sistema de água desmineralizada que será utilizado na lavagem dos cabelos, as imensas janelas com vista para a Faria Lima e o teto de vidro para aumentar ainda mais a luz natural do salão, e a trilha sonora produzida pelo DJ Felipe Venâncio.

Mais um luxuoso salão será aberto em São Paulo. O UP Hair Design, de Nilton Tamba, na Daslu, deverá ser inaugurado em breve. No empreendimento de Tamba, o espaço de 350 m² terá decoração assinada pela dupla Ricardo de Marco e Chinho de Luca, que também cuidaram de todo o projeto da loja de Eliana Tranchesi.

Para Tamba, esta onda de cabeleireiros sofisticados é apenas um reflexo do mercado. "As clientes estão mais exigentes e informadas. Elas não querem mais só cortar o cabelo, elas querem ter o corte do momento, o tom exato da cor, um atendimento altamente profissional e personalizado."

Mas Marco Antônio de Biaggi lembra que as dimensões dos salões existentes no Brasil dificilmente serão encontradas fora do país. "Em Nova Iorque e Paris não tem espaço pra isso. Ficaria difícil até mesmo para as maiores estrelas desses mercados bancar um empreendimento do porte que vemos agora por aqui."

No caso de Biaggi, o retorno do investimento parece que veio mais rápido que o esperado. Pouco mais de dez dias depois da inauguração, o salão já apresentava movimento duas vezes maior que o normal, num giro de 900 clientes num único fim de semana. Um corte sem hora marcada sai por R$ 300 e a mão R$ 25.

Mas não é só o movimento das tesouras que já mostrou resultados inflados. O joalheiro Pedro Brando, que instalou uma loja sua na entrada do MGHair, vendeu, numa só tacada, um brinco de ouro branco, brilhantes e água marinha avaliado em R$ 42 mil para uma cliente que acabara de se arrumar para uma festa. "Essa é a idéia do novo salão. Ser um lugar completo para que a mulher saia daqui pronta para brilhar", diz o Marco Antônio, que acredita na morte dos salões de médio porte. "As mulheres vão continuar quebrando o ganho nos salões de bairro e ao mesmo tempo guardando um pouco mais de dinheiro para investir num belo corte assinado de tempos em tempos."

Tamba, que cobrará de R$ 200 a R$ 280, também acredita nessa mudança, ainda que gradualmente. "A mulher é muito curiosa. Quando ela não está no habitat do seu cabeleireiro ela se sente muito tentada a experimentar o trabalho de outro profissional. Começa com uma unha, uma escova, depois vai vendo que o custo benefício do investimento é válido", afirma ele, que com o tempo espera ter em sua agenda 70% das clientes da Daslu.

Reprodução
Imagens do novo salão de Wanderley Nunes - Studio W - com projeto de Arthur de Mattos Casas

 

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