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H.Stern cria lapidação inédita e intensifica a atuação no mundo

A carreira internacional da H.Stern é única. E, agora, com a lapidação Stern Star, dá mais um grande passo para intensificar o reconhecimento de seu trabalho no mundo.

Por Mônica Nunes

Divulgação
 
A atriz Angelina Jolie usou o colar da marca HStern - Athena - na entrega do Oscar 2004

Ela é a única empresa brasileira a "brilhar" no Guia Oficial do Luxo, editado na França, afinal, está entre os cinco joalheiros de maior prestígio do mundo e tem uma das trajetórias mais interessantes desse mercado. E mais: é a 15ª. no ranking das empresas de luxo com maior número de filiais no mundo.

Desde que foi fundada pelo alemão Hans Stern, em 1945, seu trabalho foi pautado pela inovação. Na época, ele vislumbrou um novo negócio com as gemas de cor e tornou-se o primeiro a fazer o marketing dessas pedras, divulgando-as internacionalmente. Nos anos 90, sob a liderança de Roberto Stern, seu filho mais velho - que comanda a equipe de criação e é conhecido por buscar inspiração nas artes, arquitetura, moda e no comportamento de rua -, a H.Stern agitou o mercado mais uma vez, calcada em nova estrutura empresarial e mudanças de impacto em seus produtos. Assim, transformou-se numa das marcas de jóias mais criativas do mundo, produzindo peças com design de vanguarda e sempre lançando novas técnicas de ourivesaria e lapidação. Por tudo isso, hoje ela é uma empresa que dita tendências e é copiada por concorrentes em todo o mundo.

E, agora, surpreende, mais uma vez, com a apresentação de uma lapidação inédita à qual deu o nome de Stern Star e que veio revolucionar a história do diamante. "Há três anos a H.Stern buscava um novo design com base em lapidações exóticas", explica Christian Hallot, embaixador da marca. "Então, se permitiu usar turmalinas, quartzos, citrinos e, assim, brincou com a lapidação de pedras brasileiras, sem grande valor". Mas a idéia era realmente surpreender.

Caleidoscópico e hipnótico

"Queríamos vencer um desafio", salienta Hallot. "Primeiro, queríamos obter uma lapidação que nos remetesse aos diamantes do final do século XIX, apreciados por seu design rústico, mais orgânico". Mas, naquela época, os diamantes não brilhavam porque suas lapidações eram rudimentares. "Então, estudamos as características óticas do diamante a fundo para que pudéssemos chegar a uma lapidação que brilhasse, refletisse e refratasse a luz o máximo possível". E assim surgiu a Stern Star, uma lapidação de forma orgânica, de corte assimétrico, que não obedece a geometria comum dos diamantes (redondo, oval,...) e, realmente, brilha como nenhuma outra no mundo. Com mais um detalhe especial: traz a assinatura visual da H.Stern revelado por todas as facetas. No alto e na base da pedra surge o desenho de uma estrela de cinco pontas - símbolo da marca.

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Bracelete em ouro e diamantes coleção Stars

Mas o desafio não estava completo. Agora, era necessário criar jóias com design apropriado a essa lapidação orgânica. Até então, o design das jóias é que era orgânico, então, nada mais interessante do que optar por um design limpo e puro, simétrico, para contrapor a forma do novo diamante e valorizar sua beleza. Costanza Pascolato, que assina a concepção dessa coleção, explica no belo catálogo: "Assim, nada melhor do que o estilo Déco, combinação exuberante e eclética que incorpora a abstração e a fragmentação do Art Nouveau e do Cubismo, com sua ornamentação angular, de geometria essencial e minimalista, para o desenho das jóias que acolhem as gemas Stern Star. Contradições harmoniosas. O brilhante ímpar do século XXI casado ao estilo vitorioso de versatilidade comprovada, que revolucionou o século XX". E acrescenta: "Déco é também luz e sombra, branco e preto. Por isso, pedras negras contrastam com brancas para um efeito dramático das jóias, materialização dos desenhos da equipe Stern".

As 21 jóias dessa coleção exibem pavês irregulares, com diamantes de altura e tamanho diferenciados, reproduzindo a textura do galuchat (couro de arraia). São feitas com ouro nobre, de 18 quilates, que resulta de uma liga especial de componentes e tem aspecto camaleônico, revelando-se ora amarelo (com pedras brancas), ora branco (com baguetes negros). "A tonalidade da pedra dá o tom do metal", acrescenta Hallot.

Sem dúvida, seu efeito é hipnótico, como queria a H.Stern e confessa Costanza na última frase do catálogo: "O novo diamante e seu brilho excepcional e caleidoscópico tem declarada intenção de hipnotizar. Foi o que fez comigo".

Reprodução
 
Anel da nova coleção assinada por Costanza Pascolato para a H.Stern, com diamantes Stern Star, diamantes de lapidação inédita

Imagem internacional Tornou-se rotina ver famosas atrizes americanas exibindo criações da H.Stern. Angelina Jolie, no Oscar deste ano, disse em alto e bom som para os repórteres que o colar que estava usando - "Athena" que tem três diamantes e custa 10 milhões de dólares - era assinado pela marca. Catherine Zeta-Jones escolheu suas jóias para valorizar o figurino de sua personagem no filme "O amor custa caro", com George Clooney e também desfilou H.Stern na última cerimônia do Oscar, assim como suas colegas Liv Tyler e Marcia Gay Harden. Mas isso não infla o ego da marca. "É apenas fruto de um trabalho intenso junto à imprensa e aos produtores de moda que reconhecem o valor do trabalho e do design da H.Stern", explica Hallot, responsável pela divulgação da empresa junto à imprensa internacional. Recentemente esteve em Paris e em Veneza e já tem mais dois destinos pela frente antes de o ano terminar.

Hoje, com 3 mil funcionários (2.300 no Brasil e 600 artesãos), a H.Stern atua em 12 países com 160 lojas (60 fora do Brasil), algumas próprias, mas a maioria fruto da estratégia de parcerias que implantou em 2003. São multimarcas de jóias com conceito diferenciado instaladas nos Estados Unidos, Portugal, Bahrain, Cazaquistão, França, Inglaterra e Ilhas Cayman, entre outros. Ainda este ano, ampliará seus negócios em Dubai (dia 24 de novembro) nos Emirados Árabes, na Grécia e na Espanha. No ano que vem, terá mais três lojas nos Estados Unidos.

E o mais interessante é que a H.Stern é reconhecida por seu design contemporâneo e internacional. A brasilidade está no DNA da marca, mas isso não se revela necessariamente no produto. "Não existe identificação de jóia brasileira", salienta Hallot. "Já nos inspiramos na arte indígena, mas podemos nos inspirar em outras culturas de qualquer parte do mundo". Assim, tudo o que a H.Stern produz faz sucesso.

Franceline Prat, editora da Vogue francesa, em conversa com Christian Halllot recentemente, resumiu bem o poder que tem essa marca: "vocês criam a jóia que a mulher tem o prazer de comprar". Precisa mais?

Novembro 2004

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