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Mais Bvlgari para os brasileiros
Por Luciana Stein

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Anel Bvlgari em ouro
amarelo - coleção Astrale.

A segunda loja da grife italiana Bvlgari na América Latina será inaugurada em dezembro - e, sim, ela se localiza em São Paulo. Depois de abrir uma loja em dezembro passado nos Jardins, a Bvlgari está na nova ala do shopping Iguatemi. "Nossa segunda loja estava no cronograma. Sempre apostamos no alto grau de desejo pelos produtos da marca", diz Gilberto Pepe, empresário que trouxe a Bvlgari ao País.

A loja do Iguatemi é uma das poucas da marca dentro de um shopping center - as outras duas estão nos arredores de Miami. Tradicional, a Bvlgari sempre se alimentou da energia das sofisticadas ruas da Europa para crescer e a inauguração no Iguatemi faz parte de um plano de expansão que começou em 2002. Até a década de 80, a Bvlgari era uma marca de prestígio conhecida exclusivamente dentro da Itália. Eram cinco lojas localizadas em pontos-chaves, o que fazia de sua joalheria um produto de prestígio, mas demasiadamente inacessível para quem tinha desejo pela marca. Há dois anos que o projeto de conquista de outras capitais do mundo iniciou e hoje são cerca de 200 lojas.

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Par de brincos Bvlgari em ouro amarelo e cerâmica - Coleção Astrale

A notícia da abertura da loja no Iguatemi foi segurada até a última hora para a imprensa. Segundo a assessoria da marca, esperava-se pela aprovação final de Roma, sede da marca e de onde saem todas as decisões. O look da nova loja deve obedecer ao padrão global: mármore cor de rosa importado da Itália, o "Rosa Asiago", além do exclusivo "Botticino", de tom bege no piso. Os móveis são na cor pêra e a iluminação em nichos, características da joalheria. Nas vitrines, devem estar o lançamento mundial: os relógios Ergon e a coleção de jóias Astrale, em ouro e diamantes raros.

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Relógio Ergon,
edição limitada.
Apenas 50 peças foram produzidas.

A Bvlgari se tornou uma marca italiana que soube aliar bem tradição centenária com a contemporaneidade. Freqüentemente seus braceletes e colares ornam o pulso e o colo de celebridades, renovando a marca que faz esforços de design para surpreender sempre os consumidores. A única questão que se poderia levantar é: até que ponto os clientes do Luxo desejam ter os mesmos produtos envolvidos na mesma ornamentação onde quer que estejam? Será que não é hora das marcas de Luxo primarem pela excelência e também pela criatividade de falar um pouquinho diferente a cada público? Certas marcas globais têm feito estudos em cada mercado para melhor servi-los com algo que dialogue mais com sua cultura. Algo como uma decoração de vitrine nas cores do país e que vá além do folclórico. É uma dúvida e uma sugestão.

 

 

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