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Cresce o consumo de cafés especiais no Brasil

Por Patrícia Gaspar

Segundo matéria publicada no jornal Valor Econômico, a BSCA, Associação Brasileira de Cafés Especiais, estima que o faturamento de seus 52 associados deverá quadruplicar em 2006 em relação ao ano passado e alcançar US$ 80 milhões. Segundo a associação, o crescimento virá do aumento da safra e dos preços do produto. Estima-se que a produção nacional de cafés especiais alcançará 1 milhão de sacas nesta safra e os associados da BSCA respondem por 60% do total.

De acordo com a pesquisa divulgada no site da Abic, Associação Brasileira da Indústria de Café, o consumo do café especial no Brasil ainda é pequeno em comparação ao café coado e instantâneo. No entanto, percebe-se que cresce cada vez mais o hábito de tomar café fora de casa, ocasião que coloca capuccinos, expressos e cafés especiais como preferidos pelo consumidor. A mudança de hábito reflete na verdade um aumento significativo da informação do consumidor em relação ao produto, que é o grande propulsor do aumento da demanda dos cafés especiais.

"O consumo de café especial entre os brasileiros é recente, mas vem crescendo rapidamente", diz Marco Suplicy. Há dois anos, ele, que produz em torno de 1,3 mil sacas de café especial por ano, investiu na abertura das cafeterias Suplicy, em São Paulo. A rede, que tem duas lojas e está prestes a ganhar a terceira, comercializa quatro tipos de cafés especiais produzidos por associados da BSCA.

Segundo o presidente da BSCA, Alexandre Frossard Nogueira, o Brasil deverá se consolidar no fornecimento de alta qualidade para sustentar este crescimento. De acordo com os dados publicados no Valor Econômico, enquanto o consumo de cafés tradicionais vem crescendo 1,5% ao ano no mundo, o segmento de cafés especiais vem avançando mais de 10% ao ano. A estimativa dos produtores é que o consumo global de especiais esteja em torno de 8 milhões de sacas por ano.

Os cafés certificados pela BSCA são vendidos no mercado interno e externo em embalagens que trazem um selo da entidade que, além do número de série, informa o número da certificação. No site da associação o consumidor pode obter todo tipo de informação sobre aquele café, como foi produzido, em que fazenda e região, inserindo apenas o número de série que vem na embalagem.

Reprodução

 

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