edição nº 68 -
 
 
 

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Por Silvana Munhoz Galbetti

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Segundo notinha da Coluna de Mônica Bergamo, do Jornal Folha de S. Paulo, "A D&G, inaugurada há um mês no shopping Iguatemi, já está lançando no Brasil a coleção Primavera/Verão 2005. As peças só chegariam ao país em fevereiro, mas vieram antes porque os estoques da coleção 2004 esgotaram. E olha que um vestidinho lá sai, em média, por R$ 3,4 mil."

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A La Façon, marca de cosméticos naturais, abriu sua primeira loja nos Jardins, em São Paulo. Em um ambiente sofisticado e sedutor, é possível encontrar deliciosos sachês, velas perfumadas, óleos e sais de banho. "A La Façon nasceu a partir da forte tendência de se buscar conforto e bem estar em meio à agitação do dia-a-dia, através do reencontro com os pequenos momentos de prazer: uma boa sessão de banho com óleos e sais, o uso de cremes e fragrâncias que tragam beleza e relaxamento", disse a fundadora da marca, Miriam Penteado Kulhmann. Vale conferir!

Divulgação
Loja La Façon, nos Jardins:
vale a pena conferir!

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O hábito do brasileiro em parcelar suas contas levou as principais marcas de Luxo estabelecidas no Brasil a incorporarem esta medida como uma das estratégias de mercado adotadas no país. Segundo matéria do jornal Valor Econômico, até os mais endinheirados não hesitam em sacar o talão de cheques ou o cartão de crédito e parcelar uma compra. "As marcas de Luxo vendem sonhos a prazo", completa a matéria. Tanto que a venda parcelada foi incorporada por importantes marcas do segmento de Luxo, como a Tiffany, Burberry, Louis Vuitton e Harley-Davidson. O Brasil é o único país em que se pode adquirir um produto da Tiffany em prestações. "Foi uma das adaptações que tivemos de fazer para entrar no mercado brasileiro, já que aqui o parcelamento é moeda corrente", afirma Laura Pedroso, gerente-geral da Tiffany no Brasil, na matéria do Valor. "A Tiffany tem uma visão muito democrática do Luxo". Segundo a mesma matéria, 70% das vendas da Cartier no Brasil são parceladas.

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EXCLUSIVO: Resumo do Seminário "O Negócio do Luxo no Rio de Janeiro"

Iniciativa inédita reúne empresários do Luxo nacional para discutir e analisar o mercado na cidade do Rio de Janeiro.

Por Silvana Galbetti, do Rio de Janeiro

O luxuoso Caesar Park, em Ipanema, foi palco de uma iniciativa inédita na cidade do Rio de Janeiro: o seminário "O Negócio do Luxo no Rio". Durante todo o dia 23 de novembro, mais de 250 pessoas participaram de uma série de palestras com os principais executivos de algumas das marcas mais significativas do mercado de Luxo brasileiro.

Arquivo Gestão do Luxo
Rosângela Lyra, da Dior,
durante sua palestra

Márcia Fonseca, diretora comercial da Diesel no Brasil, falou sobre os investimentos que a marca já fez no Rio e em São Paulo e os futuros projetos para 2005/2006. A grife está no País há dois anos e a primeira loja carioca foi inaugurada, no shopping Fashion Mall, no segundo semestre de 2004. Tem 180 m² e recebeu um investimento total de aproximadamente R$ 1,5 milhão. Márcia afirmou durante sua palestra que os representantes da Diesel pretendem abrir uma segunda loja carioca, possivelmente em Ipanema, no máximo em um ano e meio. Outro dado interessante divulgado por ela foi que atualmente a Diesel do Shopping Iguatemi, em São Paulo, vende quatro vezes mais do que a loja de Nova York. Quase 100% dos clientes são locais e o ticket médio gasto é de cerca de R$ 1,3 mil. É possível encontrar as roupas da grife em 30 multimarcas espalhadas pelo Brasil, além das lojas de São Paulo e Rio de Janeiro. Márcia anunciou também a construção do segundo hotel da Diesel no mundo, o Pelican, localizado no bairro dos Jardins, em São Paulo. Ele seguirá os moldes do hotel já existente, em Miami. A Diesel está em mais de 98 países, através de 6 mil pontos de vendas e 220 lojas. Dos seus 3 mil funcionários, 450 ocupam os cargos de estilistas da marca. O faturamento mundial da Diesel em 2003 foi de aproximadamente $ 730 milhões de euros.

Na segunda palestra do dia, Carlos Ferreirinha divulgou alguns dados: o mercado de consumo de Luxo movimenta, no Brasil, cerca de R$ 2 bilhões, com média de crescimento de 35% ao ano. A lucratividade das principais marcas de Luxo do mundo cresceu 45% em 2004, num mercado global estimado em R$ 200 bilhões. Atualmente há de 300 mil a 500 mil consumidores regulares de produtos do segmento Luxo no País. São Paulo é a cidade líder, que sozinha movimenta quase R$ 1,5 bilhão (75% do total) e tem crescimento anual que varia de 33% a 35%. O mercado carioca segue com crescimento de 28% ao ano e movimenta R$ 350 milhões. O restante da movimentação se dissipa por outras capitais.

O encontro seguiu com mais quatro apresentações no período da manhã: Isabel Branco, Diretora Superintendente da L'Oréal Divisão de Produtos de Luxo; Freddy Rabbat, Diretor Executivo da Montblanc; Daniel Brett, Diretor Comercial da italiana Ermenegildo Zegna; Patrícia Gaia, diretora de Marketing do grupo Armani e Elizabeth dos Reis, Gerente da joalheria Cartier do Rio de Janeiro.

A Cartier, localizada na Rua Garcia d'Ávila, Ipanema, foi inaugurada em 1999. Elizabeth contou que o relógio mais vendido da loja carioca é o modelo Roadster e a jóia mais vendida é o famoso anel Trinity, com três tonalidades de ouro.

Daniel Brett, da marca Zegna, divulgou que, a partir de 2005, o Grupo, que também é responsável pela Giorgio Armani, Empório Armani e D&G no Brasil, passará a administrar a marca Zegna dentro da nova Vila Daslu, em São Paulo. Hoje, as gestões são separadas: a da atual Daslu e as lojas Zegna, do Iguatemi, em São Paulo e do Fashion Mall, no Rio. A gestão brasileira teve de adaptar a moda clássica Zegna ao estilo informal do carioca. Trinta por cento dos clientes da marca são moradores da Barra da Tijuca e de São Conrado. A marca italiana foi fundada em 1910, mas abriu sua primeira loja só na década de 70, em Milão. O faturamento mundial, em 2003, foi cerca de $ 640 milhões de euros.

A diretora de marketing do grupo Armani, Patrícia Gaia, contou que a primeira loja Armani no Brasil foi aberta em São Paulo, em 1997. Em 1998, a loja Empório Armani do Shopping Iguatemi fez história, pois foi a primeira loja Armani no mundo a ser inaugurada dentro de um shopping center. A primeira boutique Giorgio Armani da América Latina foi aberta em 2001, na Rua Bela Cintra, em São Paulo. E a loja Empório Armani do Fashion Mall tinha como meta em 2003 atingir 70% do faturamento da loja paulista, localizada na Rua Haddock Lobo. Obteve 77%. Até outubro de 2004, o faturamento da loja carioca era em torno de 63% do faturamento da loja dos Jardins.

O Rio de Janeiro é responsável por 16% das vendas da Montblanc no Brasil, declarou Freddy Rabbat, diretor executivo da marca, durante sua palestra. A marca está no País desde 1991, abriu sua primeira boutique nas Américas em junho de 1995, em São Paulo, e a primeira loja no Rio em 2001. Hoje são 250 lojas Montblanc no mundo, 7 delas no Brasil, além de milhares de pontos de vendas.

Já a L'Oréal, líder mundial do setor de cosméticos, tem em seu portfólio, marcas como Vicky, Maybelline, Kiehl's, Lancôme Paris, Cacharel, Helena Rubinstein, Biotherm, Kérastase, Giorgio Armani Parfums, Ralph Lauren Parfums entre muitas outras. Hoje, há um forte trabalho de reposicionamento mundial da marca Helena Rubinstein e a crescente inauguração de "catedrais" regionais das marcas da L'Oréal, que funcionam como stands glamourosos, com uma arquitetura única e sofisticada, em que a cliente pode adquirir qualquer produto. É um novo conceito de boutique de beleza.

Rosângela Lyra presenteou os ouvintes com a história da marca Christian Dior e ilustrou sua apresentação com belíssimas imagens de algumas das mais famosas campanhas publicitárias mundiais da grife Dior. A primeira loja no Brasil foi aberta em 1999, em São Paulo. Rosângela informou sobre dois novos passos da marca para o País: a abertura em 2005 de uma loja Dior no Rio de Janeiro e mais uma, em São Paulo.

Após o almoço, servido à francesa nos salões do próprio Caesar Park, aconteceu a palestra de Roberto Stern, a qual contou com um espectador ilustre, o Sr. Hans Stern, fundador da famosa joalheria. Roberto, atual Diretor de Criação da HStern, falou sobre a história da marca, a assinatura de cada peça, a evolução do logo e a nova lapidação exclusiva desenvolvida pela joalheria brasileira. São fatores importantes que contribuem para que a HStern seja a única empresa brasileira a ser citada no Guia Oficial do Luxo, editado na França. A marca está entre as cinco joalherias de maior prestígio do mundo. Roberto aproveitou a oportunidade para aguçar um pouco algum curioso de plantão. Avisou que a HStern está preparando uma grande surpresa na cidade do Rio, no início de 2005.

Romeu Trussardi, da Trousseau, Marcelo Nogueira, da Paul Nathan, Regina Lundgren, do Espaço Lundgren e Laurent Boidevezi, da Mo?t Hennessy/LVMH foram os demais palestrantes da tarde.

Romeu, Diretor Geral da Trousseau, contou que a marca vivenciou o aumento de 100% nas suas vendas com a abertura da loja da Rua Garcia d'Ávila, em outubro de 2002. A grife já estava no Rio há oito anos, mas, com a loja de Ipanema, "foi como se o carioca descobrisse a Trousseau", disse o executivo. Em 2003 foi inaugurada a loja do shopping Fashion Mall. "E esta loja não roubou as vendas de Ipanema, não", disse Romeu. Hoje, são oito lojas em São Paulo, três no Rio, três em BH e um corner na Daslu. No verão de 2005 será inaugurado em Trancoso, Bahia, um outro corner.

Marcelo Nogueira, Diretor Comercial da Paul Nathan, contou a história da tradicional gráfica Paul Nathan, presente há 70 anos no Brasil. Um misto de tradição, beleza, sofisticação e perfeito atendimento ao cliente.

O Espaço Lundgren, templo carioca de produtos de Luxo, foi representado por sua fundadora, Regina Lundgren. A empresária descreveu como foi o processo de mudança da loja, do Fashion Mall para a Avenida Vieira Souto e lembrou o fato de que o Espaço Lundgren é a primeira operação de Luxo no mundo localizada em frente à praia.

Regina também encontrou uma forma "mais carioca" e charmosa de oferecer produtos e marcas de Luxo, sem perder a "brasilidade" e informalidade. Pediu para que fosse instalada uma espécie de "lava pés", na frente da loja, para que os clientes e turistas que viessem direto da praia, de chinelos, pudessem entrar em sua loja, caminhar à vontade, adquirir um vestido Galliano ou uma bolsa Fendi, sem areia nos pés.

O Diretor Geral da Mo?t Hennessy/LVMH no Brasil, Laurent Boidevezi, finalizou o encontro. Contou a história do Grupo LVMH, principal conglomerado de Luxo do mundo, que fatura cerca de US$ 15 bilhões por ano, além de falar especificamente da divisão de vinhos e destilados do Grupo e da trajetória de sucesso que a marca Chandon Brasil apresenta atualmente.

O encerramento, para alguns convidados, foi às 19 horas, no Espaço Lundgren. Champagne, som ambiente misturado com o barulhinho das ondas do mar de Ipanema e as estrelas no céu da cidade maravilhosa eram a moldura perfeita para finalizar este dia de muito Luxo e informação.

Arquivo Gestão do Luxo
Detalhe de alguns dos palestrantes

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