edição nº 68 -
 
 
 

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Por Silvana Munhoz Galbetti

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Reprodução
Capa da Revista Veja Rio - Novembro de 2004

Na semana passada, a Revista Veja divulgou, através da Veja Rio, alguns perfis de vendedores que trabalham nas mais luxuosas lojas da cidade do Rio de Janeiro.

Com o título "Quem são os vendedores das lojas luxuosas da cidade", a matéria traz um pouco do dia-a-dia destas pessoas. Como a própria matéria diz, eles fazem parte de uma elite: a dos vendedores de Luxo cariocas.

Com salários entre R$ 3 mil a R$ 5 mil - podendo aumentar com premiações ou dobrar no período do Natal -, estes vendedores trabalham em ambientes imponentes, convivem com pessoas da alta sociedade e circulam por lugares requintados.

Mas se este universo é sedutor, também é muito exigente. Há uma rotina exaustiva de treinamentos e uma cobrança diária de metas de vendas. É essencial ter nível universitário e falar mais de um idioma. Segunda a revista, os vendedores de algumas marcas, como Ermenegildo Zegna, Louis Vuitton, Empório Armani, ou têm salários fixos ou recebem um percentual sobre o faturamento da loja, e não sobre o que vendem.

Patrícia Gaia, diretora comercial e de marketing da Armani no Brasil, disse a Veja Rio que não adianta ter um ótimo vendedor se ele não souber trabalhar em equipe. "O estrelismo desune".

Um fato um tanto curioso, mas que retrata também um pouco deste universo, foi contado, na matéria, por Darley Bittencourt, vendedor da loja Louis Vuitton carioca. "Certa vez atendi um cliente que comprou uma bolsa e uma carteira. Na hora de embrulhar, pediu para colocar US$ 10.mil na carteira e um anel de brilhantes e a chave de um Mercedes, dentro da bolsa. No dia seguinte, um novíssimo Mercedes parou na porta da loja. A proprietária do carro entrou, me procurou e fez um pedido: queria trocar a bolsa por outro modelo".

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Reprodução
Loja Clube Chocolate,
em São Paulo

A Clube Chocolate deve ganhar sua primeira filial estrangeira em Lisboa. A abertura, prevista para o ano de 2005, marcará a Clube Chocolate como a primeira multinacional de alta moda do Brasil. O grupo português Riopele, dono da marca Chocolate, estuda a localização da futura loja na capital portuguesa.

A nova filial seguirá o modelo das lojas de São Paulo e do Rio, e terá roupas da grife Estúdio Chocolate, além das estrangeiras Prada, Helmut Lang e Dolce&Gabanna. A loja também aposta em novos estilistas brasileiros, como Isabela Capeto e Raia de Goeye. A estrutura conta também com restaurante, lojas de CD's, jóias, objetos de decoração e pet shop.

O conceito é um ambiente em que se pode circular, "ver e ser visto", degustar uma boa comida, tomar um drink, comprar roupas de estilos diferentes ou simplesmente comprar umas flores. As roupas da marca Estúdio Chocolate já são comercializadas na loja de departamentos americana Saks Fifth Avenue. Há contratos também com a Printemps e Galeries Lafayette, lojas de departamento francesas.

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