Porcelanas Meissen: cultivando o luxo ao longo de 300 anos

GESTÃO DE NEGÓCIOS | Objetos e Arte Decorativa
Por Roberta Vargas Pfiffer - 17/03/2009

A primeira e mais antiga porcelana européia, situada em Meissen, no leste alemão, cultiva há 300 anos a arte da porcelana artesanal e de luxo sem concessões. A fama da porcelana de Meissen é legendária. Em l710, a partir de um decreto feito pelo Príncipe Eleitoral da Saxônia e pelo Rei da Polônia, a Porcelana Meissen Manufactory inicia as suas atividades no Castelo de Albrechtsburg. O luxo das porcelanas produzidas em Meissen está caracterizado na matéria prima utilizada, no artesanato tradicional e, em uma estética especial de individualidade, sensualidade e de alta qualidade.

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O mais importante para a Meissen foi manter em segredo durante séculos a sua fórmula e a tecnologia de fabricação artesanal. Apenas alguns colaboradores conhecem parte do segredo de fabrico. Segredo este que leva o nome de Arcanum. Quando em 1718, o perito de Meissen, Samuel Stötzel tentou usar seu conhecimento para criar concorrência, Meissen viu a necessidade de criar uma "marca registrada". Somente desta forma, seria possível provar que a peça era original da Meissen ® porcelanas.

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As Swords Crossed - Espadas Cruzadas, que são gravadas nas peças, trouxeram uma marca cuja história e notoriedade a nível global é, ainda hoje, única. Meissen manteve a liderança na produção de porcelana artesanal mesmo depois da criação de marcas como KPM, Royal Copenhagen e Hering Berlin. Atualmente, a situação das fábricas de porcelanas da Alemanha é um tanto delicada. A porcelana de Meissen é um artigo de luxo. A atual crise financeira mundial tem feito cair a demanda por este tipo de produto nos países de primeiro mundo.

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Devido à queda das últimas barreiras no comércio da porcelana, boas opções e de preços mais acessíveis estão vindo da China. Por isso, as fábricas acreditam que manter-se no mercado de luxo ainda é a melhor opção. Para as marcas, o segmento de porcelanas de preço médio irá desaparecer, mais cedo ou mais tarde. Desta forma, só haverá espaço para as marcas que produzem produtos baratos ou então, para aquelas que produzem produtos diferenciados e caros. Portanto, manter os preços altos pode ser o melhor caminho para assegurar o futuro dessas empresas. Ou ainda, centrar esforços nos países emergentes, para com isso reduzir os efeitos da crise nos países de primeiro mundo. Não seria esta uma boa oportunidade para trazer a marca para o Brasil?

 
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