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Uma empresa de família

Como grande parte das grifes de moda italianas, a Missoni nasceu assim. Hoje está presente no mundo todo e acaba de abrir uma boutique no Brasil.

MERCADO | Moda e acessórios
Estela Marchesini - 06/07/2010

Uma pequena malharia fundada em 1953 em Varese, na Itália, pelo casal Ottavio e Rosita – ela formada em Letras, ele esportista, recém-formado em Administração de Empresas -, nos fundos de casa com o intuito de criar roupas confortáveis para momentos de relax. Assim nasceu a Missoni, a grife que virou sinônimo de tricô. Suas peças ganharam o mundo e a marca abriu sua primeira boutique própria no Brasil em dezembro, no shopping Iguatemi, em São Paulo.

As coleções que estão sendo vendidas, por enquanto, são a feminina (com peças que vão de bandanas a vestidos de noite bordados e preços que variam entre R$ 500 e R$ 13 mil) e a masculina, mas a expectativa é trazer também a Mare, de beachwear, e a M Missoni, linha jovem da grife.

Poucos meses depois, a grife já apostou em uma boutique no recém-inaugurado shopping Iguatemi de Brasília, onde também realizou seu primeiro desfile em território brasileiro. Isso sem contar que a família já anunciou um hotel na Ilha de Cajaíba, na Bahia, que deve ser inaugurado em 2012. Dá para perceber que o país está fazendo os olhos dos Missoni brilharem. “Temos um lifestyle semelhante e, assim como os brasileiros, adoramos cores”, costuma explicar Vittorio Missoni, diretor de marketing da grife.


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E a mistura de tons realmente é uma forte característica da Missoni. “Temos mesmo uma variada cartela de cores”, disse ao blog “LP” Margherita Missoni, herdeira e embaixadora da marca e fã confessa dos biquínis – e das pedras – brasileiros. Ela é filha de Angela Missoni, diretora criativa da marca desde 1997, que se inspira freqüentemente no estilo cool da filha. Margherita representa com tanta propriedade a grife por ser neta de Ottavio e Rosita Missoni. Quando fundaram a marca, eles nem imaginavam que ela deixaria de ser uma simples malharia que inovou na estamparia com padronagens nada convencionais, como as listras coloridas ou em zigue-zague formando uma espécie de mosaico. Já na década de 60, tecidos leves como viscose se tornam a base para a criação de vestidos muito coloridos.

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Em 1966, pela primeira vez, apresentam à imprensa, no Teatro Gerolamo, em Milão, seu primeiro desfile, que romperia com todos os padrões no uso da malha. Sete anos depois, nasce um de seus grandes sucessos, a linha de tecidos para decoração de casas. Com o passar do tempo, as linhas masculina, jovem e de perfumes foram surgindo e a marca se consolidou como detentora de um espírito jovem, descolado e confortável. “Temos uma imagem dinâmica, que fascina um consumidor sofisticado e atento às tendências”, resume Patrick Bousquet-Chavanne, presidente do grupo. E esse consumidor, sobretudo o brasileiro, tende a se encantar com a nova coleção da marca, que acaba de chegar às boutiques nacionais, a da temporada Resort 2010: influências militares, com direito a saias cargo e um casaco cáqui com detalhes no pulso e nas mangas.

 
edição nº 132 -