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Sofisticação masculina

A grife italiana Cesare Attolini nasceu nos anos 1930 e continua sua produção artesanal passada de pai para filho

MERCADO | Moda e Acessórios
Por Estela Marchesini

Uma empresa de família. Assim poderia ser definida a marca de moda masculina Cesare Attolini, que como as poucas sobreviventes italianas da tradição artesanal passada de pai para filho, prefere ser chamada de alfaiataria. O napolitano Vicenzo Attolini começou fazendo ternos modernos para sua época, em meados dos anos 1930, contrariando o estilo estruturado da consagrada moda masculina inglesa. Ele foi um dos pioneiros a desenvolver o paletó desestruturado (ou seja, sem forro e com formas menos rígidas), mais tarde popularizado por Giorgio Armani, sobretudo na pele de Richard Gere no filme Gigolô Americano, de 1980.

reprodução

Em seu pequeno ateliê no sul da Itália, Vicenzo começou a preparar seu filho, que dá nome a marca, Cesare. Homem de visão, Cesare transformou a pequena alfaiataria do pai em um negócio lucrativo e em uma marca de luxo cobiçada por homens como os atores Sean Connery e Harrison Ford, e o ex-presidente russo Vladimir Putin. Mas ele não desligou a marca de sua história: as peças ainda são inteiramente feitas à mão, do esboço ao acabamento, passando pelo corte e pela escolha dos tecidos, feita pessoalmente pelos diretores, que decidem entre a gama produzida na Itália e na Escócia.

É claro que os números não são os mesmos. Se no início dos anos 1930 havia seis alfaiates que criavam apenas duas peças por semana, hoje, a equipe chegou a 80 pessoas, que criam 35 peças por dia. Além disso, a grife exporta para 15 países. “Temos orgulho de estar presentes nas melhores butiques do mundo, de New York e Los Angeles aos Emirados Árabes Unidos, passando por Rússia, Japão e Alemanha”, diz Massimiliano, diretor criativo do ateliê. Massimiliano é filho de Cesare e, junto com seu irmão Giuseppe, já assumiu o comando dessa empresa familiar, que pretende sobreviver aos tempos dos conglomerados de luxo. “A paixão por criar à mão, com atenção a todos os detalhes, é a mesma que 70 anos atrás”, conclui Giuseppe.

 
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edição nº 132 -