A tradição dos ternos italianos

Conheça a Stefano Ricci, marca desconhecida no Brasil, mas adorada lá fora, que vende trajes por cerca de U$ 30 mil.

MERCADO | Moda e Acessórios
Por Estela Marchesini

A marca italiana Stefano Ricci, pode não ser muito conhecida no Brasil, mas certamente representa bem o país que é sinônimo de elegância masculina e berço de grifes como Armani, Canali e Ermenegildo Zegna. Suas lojas na China, na Rússia, nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, como França e Ucrânia, são decoradas sobriamente, com móveis de madeira escura e couro marrom.

Nesse universo, percebe-se que Stefano Ricci produz suas peças de caimento perfeito para homens de um estilo tradicional. “Crio para homens que podem comprar algo de que gostam, desde que esse algo tenha qualidade. É por isso que a produção em larga escala não é meu compromisso”, afirma o próprio Stefano, que ainda desenha as peças que saem de sua fábrica, em Florença (na Itália, é claro). Substituída nos anos 80 por Milão como referência na moda, Florença sempre foi a cidade mais elegante do país da bota. E foi nesse ambiente que cresceu Ricci, cercado por museus, igrejas renascentistas e vitrines finamente decoradas.

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A tradição italiana do feito à mão aparece claramente em suas coleções, compostas de ternos, camisas e gravatas de seda – pintadas à mão, como manda o artesanato típico de Florença – para executivo nenhum botar defeito. Aliás, seda, lã, algodão egípcio e couro são os tecidos preferidos de Ricci.  Mas é preciso desembolsar cerca de US$ 30 mil dólares para adquirir essas obras de arte da moda masculina. Uma camisa, na loja Harrod’s, por exemplo, custa 400 libras, algo em torno de US$ 800! Os acessórios completam o visual: abotoaduras com diamantes (cerca de US$ 2 mil) e sapatos de couro de crocodilo (preço sob consulta), por exemplo. Seus clientes, como as estrelas hollywoodianas Robert de Niro e Tom Cruise, aprovam.

 
 
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edição nº 132 -