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Pesquisa revela que os consumidores de luxo também gostam de preços baixos

COMPORTAMENTO | Moda e Acessórios
Por Patricia Gaspar

Todo mundo sabe que consumidores endinheirados adoram fazer compras em lojas de luxo, certo? No entanto, parece que a moda à la Sex and the City, de misturar roupas caras e baratas para criar um estilo próprio, se propagou para além das fãs da personagem da atriz Sarah Jessica Parker.

De acordo com uma pesquisa conduzida pela WWD e o Global Strategy Group, muitas mulheres do segmento do luxo se identificam com o termo “caçadoras de pechinchas”. Mais de 50% dessas consumidoras admite comprar roupas com desconto.

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“Os consumidores de luxo estão se tornando mais seletivos. Mesmo assim eles estão dispostos a encontrar produtos de alta qualidade a preços acessíveis. Estes consumidores não freqüentam somente a Neiman´s e a Barneys, eles estão indo para Tj Maxx e Target, também”, disse Jef Pollock, presidente da Global Strategy Group.

“Preço é importante para todo mundo. Mesmo que tenham mais liberdade para comprar o que querem, os consumidores de luxo também gostam de fazer um bom negócio”, acrescenta Pollock.

A pesquisa abordou 2.494 mulheres adultas com interesse em moda. Essas mulheres foram divididas em dois grupos de acordo com a renda: 494 das mulheres possuíam rendimentos familiares de mais de US$ 250 mil e foram consideradas compradoras de luxo; as duas mil mulheres restantes possuíam uma renda mensal entre US$ 30 mil e US$ 250mil e foram classificadas como consumidoras de renda média.

As compradoras de luxo disseram que estão conscientes do seu poder de compra e não têm medo de exercê-lo. Destas consumidoras, apenas 19% define um orçamento antes de ir às compras. No grupo das consumidoras de renda média esse percentual sobe para 51%.

Os objetos de desejo serão adquiridos a qualquer preço por 93% das consumidoras de luxo.
“É tudo uma questão de estilo”, diz Pollock. “Eles pagam um preço alto pela exclusividade e preferem ficar em listas de espera de edições limitadas de produtos como forma de se distinguir da maioria.”

As mulheres não apenas querem, mas esperam o lançamento constante de novos produtos. Entre o grupo das consumidoras de luxo, 80% esperam encontrar produtos novos a cada visita à loja, contra  66% das consumidoras de renda média.

Quando o critério avaliado é a qualidade, 75% entre as consumidoras de média renda estão dispostas a pagar mais caro, contra 95% das consumidoras de luxo.

Lojas de departamento são as preferidas para fazer compras para 81% das consumidoras de renda média e 57% das consumidoras de luxo. A Nordstrom lidera a lista de preferências para 59% das consumidoras de luxo. Em segundo lugar está a Macy´s, com 58%, seguida de Bloomingdale's e Neiman's, com 27% cada, e Saks com 25%.

Consumidores de luxo também gostam de comprar em lojas pequenas e via internet, nas versões online das lojas Nordstrom, Macy´s e Neiman Marcus. A Neiman Marcus divulgou recentemente um crescimento de 23% nas suas vendas online.

Já as consumidoras de renda média, preferem a versão online da J.C Penney e Target, além da eBay e da Amazon. Apenas 28% dos consumidores de renda média compram online, contra 51% de consumidores de luxo.

Entre as consumidoras de renda média, 86% consideram o preço mais importante que a marca. Entre as consumidoras de luxo, a marca é mais importante para 44% das entrevistadas. Isso quer dizer que para 56% das consumidoras de luxo, o preço ainda é mais importante que a marca.

O que está dentro do armário – e quanto custa?
 No Armário  
Compradores de Classe Média
 
Compradores de Luxo
 20 pares de sapatos ou mais  
61%
 

93%

 Mais de 10 calças jeans  
19%
 

32%

 Cinco ou mais relógios  
24%
 

37%

 Cinco ou mais pares de óculos escuros  
12%
 

29%

 Gastos Habituais  
 
 Mais de $500 em bolsas  
7%
 

49%

 Mais de $150 em pares de sapatos  
21%
 

80%

 Mais de $250 em vestido  
16%
 

77%

 Mais de $500 em casaco  
10%
 

63%

 
 

Com alfaiataria de luxo, a grife italiana Canali conquista os homens mais elegantes do mundo

MERCADO | Moda e Acessórios
Por Claudia Martins

Pense em um homem elegante. Ele se assemelha a George Clooney no filme “Conduta de Risco”, ou a Nicolas Cage em “O Homem do Tempo”, ou a Antonio Banderas em “Vem Dançar” ou ainda a Gene Hackman no filme “O Júri”? Então certamente ele veste a grife italiana Canali.

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Especializada em alfaiataria, com detalhes elaborados a mão, a marca tem também uma linha Sportswear e outra de acessórios e virou a “queridinha” dos homens mais elegantes do mundo. Entenda: “Assim que vi o personagem de Clooney, desejei um terno muito rigoroso e tradicional, mas que fosse ao mesmo tempo elegante e moderno. Canali me pareceu uma escolha natural, por ser clássica, sofisticada, bem feita e com um caimento perfeito para George”, comenta Sarah Edwards, figurinista do filme “Conduta de Risco”, em depoimento ao site da Canali.

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Numa pesquisa realizada pelo Instituto de Luxo de Nova Iorque, a marca bateu concorrentes de peso como Ermenegildo Zegna, Brioni e Armani. Quando questionados  sobre qual marca italiana recomendariam, 75% dos executivos de alto escalão entrevistados responderam Canali. O peso dessa resposta é  intensificada se pensarmos que a publicidade desta última não tem a mesma propagação das três anteriores.

Tradição à moda italiana

Realmente não é para qualquer marca. E a Canali sabe bem o que representa: a alfaiataria, o bom gosto e a tradição italiana de fazer roupas. Cada peça é desenhada e produzida exclusivamente na Itália, com critérios rigorosos de alfaiataria: o interior dos ternos, paletós e casacos não são colados, mas costurados, como faziam os alfaiates de antigamente. A matéria-prima (sempre à base de fibras naturais) é submetida a um rigoroso controle de qualidade; as modelagens são feitas de forma artesanal e a equipe responsável por esse trabalho é treinada por um longo período antes de colocar as mãos “na massa”. O processo produtivo envolve tecnologias de última geração e o design procura ser moderno sem destoar dessa clássica arte de fazer ternos. Tudo é destacado no slogan do site: “Matérias-primas selecionadas, criatividade moderna, know-how global, controles rigorosos e contínuos: esta é a qualidade Canali”.

O feitio do terno é entretelado, o que confere elasticidade, volume e forma à peça.  “O trabalho de alfaiataria é reconhecido nos detalhes: o preparo do punho, a cintura das calças feita com tela de algodão, o forro feito à mão e a ombreira embutida, elaborada em puro algodão e crina de cavalo, que é inserida antes de anexar a manga para permitir eventuais ajustes posteriores”, explica a assessoria de imprensa da grife.

Passado, presente e futuro da marca

A grife nasceu em 1934 de um laboratório artesanal de alfaiataria dos irmãos Giovanni e Giacomo Canali, este último até hoje presidente da empresa. Mais tarde, a Canali se especializou na confecção de blazeres, paletós e jaquetas masculinos de alta qualidade. Na metade da década de 70, voltou-se para a exportação, chegando a um volume de 50% de sua produção em 1980. A gama de produtos foi ampliada logo em seguida, com a introdução das linhas Canali Proposta e Canali Exclusive, além das já citadas linhas esportiva e de acessórios.

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Atualmente, a empresa familiar chegou a sua terceira geração e compreende sete centros produtivos, todos próximos a Milão para garantir peças 100% made in Italy. Hoje em dia, são mais de 80 os países que podem comprar a marca Canali seja através de seus 50 corners e outras tantas butiques monomarcas. São mais de mil clientes no mundo.
Os próximos passos? De acordo com a revista de moda masculina DNR, de janeiro de 2008, “depois de estender sua gama de produtos, a Canali vem operando uma transformação em sua identidade e está prestes a deixar de ser uma grife de manufatura estrelada para se tornar uma marca de estilo de vida”.

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Segundo especulações desta mesma revista, as vendas da marca italiana teriam aumentado em cerca de 13% entre 2006 e 2007, sendo que 10% deste valor foi resultado do sucesso da linha “Exclusive”, a mais luxuosa. Em entrevista coletiva, o presidente da grife, Giorgio Canali, disse que nesse ano pretende inaugurar mais algumas lojas próprias no mundo, pois estas são as melhores vitrines da imagem da marca e representam a única possibilidade de mostrar as coleções de forma completa. No Brasil, por enquanto, nem sinal, mas quem quiser conhecer melhor os produtos Canali, pode visitar o site www.canali.com.

Alguns números...

- Por dia, a Canali produz 1400 ternos e 1600 calças, todas rigorosamente de alfaiataria.
- Os países servidos são mais de 80.
- A exportação representa mais de 75% do faturamento.
- São mais de mil clientes no mundo todo e mais de 50 corners.
- Já os show-rooms se espalham também por Canadá, Grã-Bretanha, Espanha, Suíça, EUA, Rússia, Austrália e Nova Zelândia. Pode-se encontrar produtos Canali também na Suécia, nos Emirados Árabes Unidos, no México, na Índia, na Coréia, no Egito, no Marrocos, na Arábia Saudita, na Tailândia, na Turquia, no Azerbaijão, na Indonésia, na Jordânia, em Bahrein, na Romênia e na Ucrânia. Ufa!

 

 
 
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edição nº 132 -