Über-cara? Ultra-luxuosa? Super-exclusiva? A resposta é a marca inglesa Graff


por Priscilla Portugal

“Milionários que queiram comprar jóias Graff”. Foi essa a resposta de Fiona Spence, Relações Públicas e gerente de marketing da ultra-luxuosa grife londrina, à minha pergunta: “O que um país deve ter para sediar uma loja Graff?”

A marca chamou minha atenção quando li em um artigo a seu respeito a seguinte frase: “o luxo ultra-exclusivo está atingindo patamares de uma riqueza sem igual e isso pode transformar a über-cara (em referência ao termo alemão über, que significa algo como ‘super’, mas acaba sendo usado como se fosse ainda mais que isso) marca de jóias Graff em uma marca de um bilhão de dólares”.

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O Rei dos diamantes
Ao entrar no site oficial da marca (www.graffdiamonds.com), me deparei com jóias de tirar o fôlego, um estilo contemporâneo e uma história única. O inglês Laurence Graff abriu sua primeira loja em Londres em 1962 e, em 1973, a companhia Graff Diamantes Ltda. foi formada. “Sempre lidamos com pedras raras e preciosas. A Graff se especializou em diamantes e é uma das líderes mundiais nesse segmento. Laurence Graff é conhecido como ‘o rei dos diamantes’”, conta Fiona. Não à toa uma de suas frases mais conhecidas é: “Diamantes me excitam, diamantes são minha vida e eu nasci para viver entre eles”.


Pedras raras e de preciosidade indiscutível, os diamantes sempre atraíram reis, marajás e estrelas do cinema, mas hoje o que conta não é somente sua beleza: novos investidores milionários têm percebido que esse pode ser também um bom negócio diante da instabilidade do mercado. “O nome Graff é sinônimo das jóias mais fabulosas do mundo e por isso atrai clientes milionários. Clientes que procuram raridade e beleza sabem que encontrarão isso na Graff. Eles também sabem que devem estar preparados para pagar”, conclui a gerente de marketing da grife Fiona Spence.
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Passos valiosos
Como resposta a esse movimento, a Graff tem agido em duas frentes: abertura de novas lojas e lançamento de coleções valiosíssimas e exclusivas. Já são 20 lojas espalhadas pelo mundo (a mais nova fica em Tóquio) e mais algumas prestes a inaugurar, como a de Genebra e a de Hong Kong, isso sem contar os planos de abrir lojas em Pequim e Xangai num futuro próximo. E no Brasil? “Por enquanto não”, responde Fiona.

As mais novas coleções têm o diamante como carro-chefe. Dispostos em fileiras ou cascatas, eles são o centro das atenções nas linhas Waterfall e Gypsy e, sobretudo, na recém-lançada Diamonds on diamonds, composta de colares, anéis e brincos de diamante desenhados segundo um alto padrão de sofisticação e com detalhes em safiras azuis, esmeraldas e rubis.

Para produzir tanta “raridade, beleza e excelência” (como prega a marca) encontra-se uma equipe de mais de 100 experts, mestres-artesãos e joalheiros, distribuídos em três ateliês e responsáveis pela elaboração manual das peças, todas exclusivas e únicas. Ao que tudo indica, o caminho da Graff é pavimentado de brilhantes, pois as vendas da marca saltaram de U$90 milhões em 2000 para U$400 milhões em 2006; e os lucros, de U$11 milhões para
U$48 milhões nesse mesmo período.


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Pequeno dicionário Graff para não iniciados

DIAMANTES
Diamantes são as criações mais perfeitas da natureza. Nada se iguala à sua estrutura, dureza, brilho e beleza. Antes de um diamante se tornar jóia, provavelmente tocará pelo menos quatro continentes e as vidas de centenas de pessoas.

O CORTE
Encontrar uma pedra bruta e então lapidá-la é vital para o valor de um diamante. É a habilidade do mestre lapidador que faz desabrochar a beleza que mora na pedra. A beleza de um diamante está na forma como ele reflete e refrata a luz diretamente ao olho.

A CLARIDADE
É raro encontrar uma pedra sem “impressões da natureza”. Freqüentemente elas são invisíveis a olho nu, mas sob a lupa de um joalheiro, podem ser identificadas. Essas marcas dão ao diamante suas características e não diminuem sua beleza. Entretanto, quanto menos marcas o diamante tiver, mais raro e valioso é. A claridade mede a quantidade e o tamanho de marcas no interior de cada pedra.
 
O QUILATE
O quilate se refere ao peso de um diamante. Quanto maior é a pedra, mais rara e valiosa ela é. Mas é necessário que a lapidação e a claridade também sejam perfeitas. Cada pedra é única e é preciso considerar a combinação desses fatores ao se escolher um diamante.

A COR

Diamantes sem cor entram em uma escala de D a Z, em que D é a total ausência de cor e Z é um amarelo brilhante. A cor e as sombras de cor reduzem o valor do diamante. A vasta maioria dos diamantes vendidos pela Graff fica entre D e G na escala, que são as cores ditas “fancy” (algo como “refinadas”, em inglês). Como são poucos os diamantes que têm esses tons e, ao mesmo tempo, uma qualidade superior, eles são considerados extremamente valiosos.
 
 
Copyright 2007 FAAP - Todos os direitos reservados - Créditos - Última atualização 19/12/2007
 
 
edição nº 69 -