Que tal comprar uma ilha privada nas Bahamas ou uma mansão à beira mar na Grécia sem sair de casa? Trata-se do serviço de corretagem on line oferecido pelo braço imobiliário das respeitadas casas leiloeiras Christie’s e Sotheby’s. E assim como acontece nos pregões de artes plásticas, antiguidades e vinhos promovidos periodicamente por ambas as empresas, somente propriedades de alto padrão ou com grande diferencial e valor agregado estão disponíveis para negócio.
Criado em 1976, o Sotheby's International Realty possuiu em seu catálogo de vendas desde uma mansão em Bervely Hills, avaliada em US$ 16.5 milhões, a uma fazenda em New Jersey, com preço estimado em US$ 58 milhões. Mas a oferta de imóveis não se restringe aos Estados Unidos e pode ir dos Alpes Suíços, à Indonésia ou Caribe, passando por vilas na Itália e até mesmo ilhas no Brasil.
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O mesmo acontece no portfólio da Christie's Great Estate – fundada em 1995 -, que hoje possui cerca de 35 mil imóveis de alto luxo à disposição em 45 países. Potencial de negócios que gerou US$ 125 bilhões em vendas no último ano.
Para garantir que as melhores oportunidades no setor estarão sob seus cuidados, tanto a Sotheby’s quanto a Christie’s vêm formando uma rede de contatos com corretoras e imobiliárias acostumadas a trabalhar com esse segmento em todo o mundo. No Brasil, a carioca Júdice Araújo e a paulista Coelho da Fonseca firmaram acordo entre o fim de 2006 e o início de 2007 com a Christie’s Great Estates. “É uma ótima oportunidade de ofertar imóveis no Brasil para investidores estrangeiros e também aumentar o leque de opções para nossos clientes, no exterior”, afirma Frederico Júdice. Já a Sotheby’s Realty preferiu formar uma equipe própria, com sede em São Paulo, há um ano. “Criar o braço imobiliário foi uma forma de atingir o público dos leilões como um todo. Afinal, quem compra uma obra de arte tem que colocá-la em uma casa a altura”, afirma Marcelo Veletri, diretor de marketing da empresa, no País.
Atualmente, no site da Christie’s é possível encontrar 28 imóveis brasileiros a venda. Entre eles, uma ilha em Angra dos Reis, de US$ 5.8 milhões, e uma Casa em Campos do Jordão, de US$ 3.25 milhões. Valores modestos, se comparados aos da penthouse nova-iorquina (US$ 70 milhões), da propriedade suíça (25 milhões de francos suíços), da mansão em São Francisco (US$ 19.5 milhões) ou da fazenda em Aspen (US$ 135 milhões), que podem ser encontrados em uma rápida pesquisa pelo catálogo eletrônico.
Na concorrência, a oferta é menor – são cerca de 10 imóveis, apenas -, mas a qualidade das propriedades listadas não deixa a desejar. Entre as estrelas da temporada estão uma reserva ecológica à beira mar em Pernambuco, avaliada em US$ 18 milhões, e uma mansão de quase 600 m2 com direito a deck, cinco quartos, sala de ginástica e heliponto, em Angra, no valor de US$ 8.5 milhões. |