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Os charutos mais especiais do mundo

MERCADO | Estilo de vida
Por Anna Julia Prieto - 19/08/2009

Pense em um produto da mais alta qualidade, que foi feito em edição limitada e cujos elementos foram preparados –em  - seis anos para só então serem trabalhados pelas mãos de um único mestre artesão. Agora, imagine-se tendo de queimar essa raridade para conhecer, de fato, todo seu valor. Assim é o Cohiba Behike, apontado, hoje, como o charuto mais desejado e caro do mundo.

Lançado em 2006 para comemorar os 40 anos da Habanos S.A, ele é apontado como o produto mais exclusivo na história da empresa cubana. Elaborado por Norma Fernández, uma das especialistas mais respeitadas da fábrica de El Laguito, em Havana, com 39 anos de experiência junto à marca Cohiba, o Behike levou quase sete anos para ser desenvolvido. Período em que Norma selecionou o tipo de tabaco e terrois que seriam utilizados – estes mantidos em segredo -, criou uma bitola especial e acompanhou a produção e conservação final do produto.

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Enrolados manualmente um a um, num trabalho que durou sete meses, os quatro mil charutos Cohiba Bihike levam folhas de tabaco envelhecidas por até seis anos. Matéria-prima de primeira qualidade, produzida por Pancho Cuba, Alejandro Robaina e Antonio Maria Paz, três dos mais respeitados produtores da ilha de Fidel. 

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Mas a raridade, que leva o nome dado ao principal xamã de uma tribo de indígenas taínos – povo originário de Cuba -, que utilizava o tabaco durante as oferendas, não está disponível para qualquer um. Vendidos em apenas cem lotes de 40 charutos, o Behike está avaliado em 15 mil euros (o lote). Custo que ainda engloba um “humidor” especial, projetado pela empresa francesa Elie Bleu, com couro de arraia, cedro, osso de boi, ébano negro, madrepérola e sicômoro. Artefato que ajuda a manter a umidade dos charutos entre 65% e 75%, e a temperatura entre 16ºC e 18ºC, conforme recomendado para manter a forma e o aroma inigualáveis desse produto único. 

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Outra raridade que vem disputando as atenções com o Cohiba Behike é o Gurkha Black Dragon. Fabricado em Honduras, com as melhores folhas de tabaco vindas de Camarões, República Dominicana e Connecticut (nos Estados Unidos), envelhecidas de 12 a 15 anos, ele pode ser classificado como um charuto encorpado, levemente picante e com notas de couro. No total foram produzidos apenas 500 unidades, comercializadas em cinco caixas de osso de camelo entalhado com bronze, avaliadas em US$ 115 mil.

 
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