A estrela da Provença. É assim que é conhecida a cidade de Les Baux de Provence. Isso porque ela une uma paisagem rica em rochedos, uma natureza abundante em ervas e flores – como em toda região da Provença, aliás -, uma história medieval que pode ser percebida em sua arquitetura, majoritariamente de casas de pedras em estreitas vielas equilibradas sobre um penhasco. Características essas que fizeram da Provença espécie de musa inspiradora de pintores como Cézanne e Van Gogh. Se não bastasse isso, há ainda o ar perfumado e o céu constantemente límpido da região. Esse cenário já é suficiente para que o lugar se torne um verdadeiro refúgio para quem procura a paz azul e lilás provençal, mas não quer o agito de Aix-en-Provence ou das cidades ao redor de Nice. Les Baux de Provence se torna, então, oásis para um público refinado. São apenas oito hotéis no vilarejo, mas o mais luxuoso se chama Oustau de Baumanière, membro do Relais et Châteaux.
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Ele conta com apenas 30 quartos, divididos em três residências históricas. Os quartos são decorados com móveis clean, linhas modernas e lareiras. A primeira residência se chama Oustau, tem sete quartos e quatro suítes e data do século 15. Uma das suítes tem uma árvore – preservada do terreno original – no meio do quarto. A segunda, com o nome de Guigou, tem três suítes e dois quartos e fica em meio a um jardim florido. Sua decoração lembra uma casa de família. Por fim, a Manoir, conta com sete suítes e sete quartos e se situa a 900 metros da primeira residência, mas perto do spa e da piscina.
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O spa, a piscina, o campo de tênis, as aulas de gastronomia (que é feita sob encomenda por 170 euros por pessoa), a degustação de vinhos (também com reserva antecipada, acrescentando 200 euros ao preço final) e o campo de golfe completam o clima intimista. Mas o que realmente chama a atenção é o restaurante. Não somente por sua decoração, com o teto que lembra o de uma catedral e os candelabros austeros de ferro. Também não é porque possui duas estrelas Michelin ou pelos pratos, como o famoso foie gras confit com laranjas maltesas ou o vitelo caramelizado no espeto, acompanhado de aspargos verdes, obras do chef Sylvestre Wahid, que trabalhou com Alain Ducasse. Mas porque o próprio Oustau nasceu como um restaurante.
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O proprietário do lugar, Jean-André Charial, herdou de seu avô – Raymond Thuillier, que o fundou em 1945 – o hotel e o amor pela cozinha, tendo sido responsável pela contratação de Sylvestre. Com o tempo, Jean-André saiu da cozinha, assumiu a administração do hotel e provou que a expansão – de empreendimento gastronômico para gastronômico e hoteleiro – deu mais do que certo.
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Sua presença constante na recepção do hotel favorecem o clima familiar e demonstram sua preocupação em fazer com que seus hóspedes vivam experiências inesquecíveis, segundo explica o próprio Charial: “Várias vezes recebi as confidências de clientes que voltavam aqui anos mais tarde para reencontrar a emoção de um momento. Eles nunca tinham esquecido daqui”. O preço para ter essas memórias? De 200 a 430 euros nos quartos e de 320 a 595 euros nas suítes.
Mais informações:
L’Oustau de Baumanière
contact@oustaudebaumaniere.com
www.oustaudebaumaniere.com |