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Fumaça hondurenha

MERCADO | Estilo de vida
Por Anna Julia Prieto - 14/07/2009

Pouco conhecidos no Brasil devido a dificuldades na importação, os charutos hondurenhos estão entre os mais vendidos e apreciados nos Estados Unidos. A conquista do grande mercado certamente se deve à restrição imposta pelo país aos puros cubanos, mas quem os degusta sabe que sua qualidade não deixa nada a desejar aos “hermanos” mais famosos.

Utilizado pelos maias apenas para finalidades religiosas, o tabaco existente em Honduras só foi ganhar força na década de 1960, com a chegada de imigrantes cubanos que traziam na bagagem algumas sementes de qualidade e a arte de fazer charuto. Referência na produção das melhores folhas do festejado tabaco Corojo, a região de Jamastran Valley também agrega os principais fabricantes. Sendo que muitos deles também utilizam tabaco importado de Camarões, Equador, República Dominicana, México e Brasil, para reforçar a produção.

Mais saborosos e encorpados que os dominicanos, os charutos feitos em Honduras costumam apresentar notas de café e chocolate tostados levemente picantes e fumaças densas, que agradam os conhecedores do assunto. Segundo o especialista César Adames, as marcas Camacho, Rocky Patel, Puros Indios e Flor de Copan estão entre as melhores do país localizado entre a Guatemala, El Salvador e Nicarágua, na América Central.

Adquirida pela gigante Davidoff em outubro de 2008, a Camacho foi fundada por Simon Camacho, em 1961, e tornou-se parte da Caribe Imported Cigars Inc. e da família Eiroa, em 1994. Comandada pelo cubano Julio Eiroa, a marca conta hoje com uma produção anual de cerca de 20 milhões de charutos capazes de rivalizar em termos de potência, sabor, aroma e aparência com boas marcas cubanas. Sendo superior a estes em relação a aparência, queima uniforme e boa construção. Sob sua tutela estão as marcas Camacho, Baccarat “The Game”, La Fontana, Legend-Ario Nacional e Brand.

Outra marca respeitada no país é a Rocky Patel, apontada pela revista Robb Report como “a melhor das melhores” com sua série de charutos vintage, que incluem o Vintage 1990 e o Vintage 1992. Em 2008, conquistou 95 pontos sobre 100 das revistas Cigar Insider e Cigar Aficionado com seu Rocky Patel Decade Torpedo, charuto que marca os dez anos da empresa fundada por Rakesh “Rocky” Patel em meados dos anos 90. Para tentar superar tamanho sucesso, a empresa lançou recentemente o Rocky Patel Renaissance, aclamado como um “verdadeiro filé mignon”. Com produção limitada em 6 mil caixas por ano, utiliza diferentes tipos de tabaco, alguns vindos inclusive da Nicarágua, para criar um charuto ideal para ser degustado com um bourbon superpremium.

reprodução


Produzidos pela família Roland Reyes, os charutos Puros Indios são fabricados à mão na cidade de Danli há mais de 50 anos. Produzidos com folhas hondurenhas envelhecidas por ao menos quatro anos e outras vindas de diferentes localidades – como Nicarágua, República Dominicana e Brasil -, os charutos desta marca costumam se destacar por sua excelente construção, queima e aroma particular.

Não menos respeitada, a empresa tabaqueira Flor de Copan – hoje parte da multinacional britânica de cigarros Imperial Tobacco – ganhou no fim do ano passado o título de “melhor charuto de Honduras” do European Cigar Cult Journal. Localizada na cidade de Santa Rosa de Copan, Honduras, sua fábrica produz também as marcas
St. Luis Rey
, Quintero e Gispert.

 
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