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Luxo, o sonho eterno

Conheça os desejos de consumo dos brasilienses, população que tem umas das maiores rendas per captas do País e possui um dos maiores pólos consumidores de moda e luxo nacionais

COMPORTAMENTO | Estilo de Vida
Por Marina Junqueira

Cada um sempre tem sua listinha pessoal de desejos. Se não é o celular da moda ou a engenhoca eletrônica mais moderna, são carros, jóias e roupas grifadíssimas que fazem a cabeça dos consumidores.

Os moradores de Brasília, cidade com o PIB per capita de R$ 34 mil, tem consumidores ávidos que conhecem as novidades do mercado e não se importam de correr o mundo em busca dos desejos. “Com certeza uma caneta esmaltada  Caran  d´Ache está na minha lista”, afirma o empresário Fabiano Cunha Campos, que também gostaria de comprar uma lancha Ventura 36c, jóias de ouro rosa Jack Vartanian e um iPhone. “Também acho fantástico o Porshe Cayenne.” Fabiano divide a lista de desejos com a mulher, também empresária, Luciana Cunha Campos. “Amo as peças da Neon e Patrícia Vieira”, conta Luciana. Entre os pedidos de Fabiano estão também um Segway, relógio de ouro rosa Franck Muller e camisas pólo Sérgio K. “Vários itens fazem parte do meu acervo, mas tem alguns cobiçadíssimos que ainda não pude adquirir”, comenta brincando.

Já o styling Marcus Barozzi é apaixonado pelo Mini Cooper. “Esse carro tem tudo a ver com minha personalidade”. Trabalhando com luxo diariamente fica difícil resistir aos desejos. “Claro que minha listinha muda a cada estação, mas algumas escolhas são definitivas”, ele diz. Uma dessas escolhas que não mudam é um apartamento duplex no Sudoeste, bairro da capital. “Algumas peças também marcam época pra mim, como óculos Marc Jacobs do verão 2008 e o casaco azul da Burberry”, ele comenta.  E não pára por aí. Uma das bolsas Gucci do Inverno 2008, muitos e muitos sapatos da Ferragamo, ternos da Dior, um Rolex de ouro fundo verde e o perfume Antidote da Victor & Rolf. Os eletrônicos também aparecem e Marcus deseja um notebook da Mac para realizar suas comprinhas via internet.

reprodução

Já a colunista social e editora Paula Santana é ligada em celulares. “Já tive um Dolce e Gabbana, tenho um Prada e estou de olho do lançamento da Dior”. Locais paradisíacos também estão em sua lista. “No Brasil, o Txai, na Bahia, a Vila Wakaya, nas Ilhas Fiji,
e o Plaza Athénée, em Paris”, ela diz, pensando em milhares de outros locais. A linha completa de produtos da La Prairie e bolsas Louis Vuitton também estão sempre nas listas e depois no armário. “Algumas marcas são clássicas. Todo mundo precisa ter um vestido preto da Chanel ou uma peça Hermès no closet”, ela conclui.

 
 

Pesquisa revela forte crescimento do mercado do luxo no Brasil

MCF Consultoria & Conhecimento e GfK Indicator realizam pelo segundo ano consecutivo estudo sobre o perfil do segmento no País.

MERCADO | Estilo de Vida
Por Patricia Gaspar

Um faturamento de US$ 5 bilhões e um crescimento de 17%, três vezes superior que o registrado pelo PIB brasileiro em 2007. Os números acima fazem parte da pesquisa O Mercado de Luxo no Brasil – ANO II, apresentada pela MCF Consultoria &Conhecimento e pela GfK Indicator. Em sua segunda edição, o estudo contou com a participação de 100 empresas nacionais e internacionais que operam no País. Uma das novidades deste ano é que 342 consumidores também foram consultados, o que possibilitou traçar pela primeira vez o perfil do cliente desse seleto universo.

Aplicada entre novembro de 2007 e abril de 2008, a pesquisa teve por objetivo mensurar o tamanho do mercado de luxo brasileiro, conhecer os investimentos realizados e quais são as perspectivas para este ano, além de desenvolver uma cultura de coleta de dados e informações, facilitando assim o gerenciamento profissional do segmento. “A pesquisa já é um referencial para o setor. Nessa edição trouxemos novos dados que possibilitam gerar mais ferramentas para esse mercado e que vão ajudar na assertividade e gestão”, diz Carlos Ferreirinha, consultor de luxo e diretor-presidente da MCF Consultoria & Conhecimento.
 
A pesquisa teve o cuidado de contemplar empresas dos mais diversos ramos de atividades, como moda, bebida, alimentação, cosmético, automobilístico, produtos financeiros e bem-estar, entre outros. Outro ponto importante é a participação de consumidores no estudo. “O olhar do negócio é importante, mas não é completo. Saber o que o consumidor pensa e quer possibilita conhecer melhor o segmento”, comenta Ricardo Moura, gerente de projeto da GfK Indicator e responsável pela pesquisa.

A MCF Consultoria & Conhecimento, coordenou os contatos com as empresas selecionadas e ajudou na elaboração dos questionários utilizados para a pesquisa. Já a GfK Indicator ficou responsável pela metodologia aplicada e análises dos resultados obtidos.

O mercado

O Brasil é um mercado emergente para o negócio de luxo, com grandes possibilidades de expansão. “Em 2007, o segmento de luxo brasileiro faturou US$ 5 bilhões e cresceu 17%, enquanto o avanço do PIB nacional foi de 5,4%. Isso representa 1% do faturamento do setor no mundo. Acredito que temos fôlego para dobrar 2% do consumo mundial do luxo em dez anos”, afirma Carlos Ferreirinha. “Para 2008, a expectativa é manter a média histórica de crescimento, em torno de 20%. É um resultado significativo, porém há muito espaço a ser explorado. Outros países emergentes têm apresentado aumento bem superior ao brasileiro”, completa.

Essa percepção fica ainda mais clara quando se leva em conta algumas características desse mercado, como a presença pequena de marcas internacionais no País e a concentração de empresas em São Paulo.

Das companhias participantes da pesquisa, 59% são de origem nacional e 71% estão localizadas na cidade de São Paulo. “Nas projeções para 2008, Rio de Janeiro e Distrito Federal devem ter uma expansão significativa dentro do mercado de luxo, concentrando, respectivamente, 44% e 28% das empresas”, diz Ricardo Moura.

Apesar do cenário favorável, os executivos entrevistados apontam a tributação e a dificuldade de importação como principais obstáculos para expansão e implantação do negócio de luxo no Brasil. “A tributação foi citada por 66% das empresas como o principal entrave, enquanto a dificuldade de importação apareceu com 33%”, explica.  

Perfil do executivo e do cliente de luxo

Entre as empresas participantes da pesquisa, 48% estão sob o comando do próprio dono ou sócio do negócio de luxo. O perfil desse executivo é predominantemente masculino (60%), na faixa etária de 31 a 40 anos (37%). “A pesquisa têm sido respondida diretamente pelo gestor principal, o que tem demonstrado a legitimidade dessa iniciativa e sua importância para o segmento”, afirma Carlos Ferreirinha.

Em relação ao cliente de luxo, novamente São Paulo aparece como o principal mercado: 62% dos entrevistados moram na cidade. As mulheres são as principais consumidoras. Entre as principais características desse público está o alto grau de instrução: 91% têm nível superior completo. A maioria está na faixa etária de 26 a 35 anos (40%), é casada (48%) e não tem filho (66%).

“O cliente de luxo compra para si mesmo (61%) e gasta em média por compra até R$ 1.000,00 (42%). A moda é o principal foco de consumo, sendo apontada por 70% dos entrevistados. E a qualidade do produto é o motivo da compra para 41% dos clientes”, complementa Ricardo Moura.

Entre as marcas internacionais mais lembradas por estes consumidores está a Louis Vuitton, com 27%. Entre as nacionais, a top of mind ficou com a H. Stern, com 31%.

Sobre MCF Consultoria & Conhecimento

Fundada há sete anos por Carlos Ferreirinha e Daniele Costa, a MCF Consultoria & Conhecimento presta consultoria e assessoria no desenvolvimento de negócios que seguem as premissas da excelência, do luxo e do premium. Entre seus clientes estão empresas como: MasterCardBlack, Telefônica, Whirpool, Souza Cruz e Stella McCartney, GM,  Mercedes Benz,  Avec Nuance,  Grupo ATW,  Puma.

Sobre GfK Indicator

Criado há mais de 70 anos na Alemanha, o Grupo GfK é a 4ª maior empresa de pesquisa de mercado do mundo. Com 120 subsidiárias, está presente em mais de 90 países nos cinco continentes, gerando mais de 9 mil empregos diretos.

Com 20 anos de atuação no mercado brasileiro, a Indicator integra o Grupo GfK desde 2002. No Brasil, é também a 4ª maior empresa de pesquisa, com um faturamento de cerca de R$ 40 milhões e 100 funcionários diretos.

Entre seus clientes estão, Unilever, L`Oreal, Schincariol, Coca-Cola, Pernod Ricard, Nestlé, Johnson&Johnson, Avon, Nívea, Colgate, Vivo, Motorola, Banco Santander, Banco Real, Bradesco, Unibanco, Credicard-Citi, Roche, Glaxo, Fleury, Boheringer, Whirlpool (Brastemp), GM, Ford, Leroy Merlin, Editora Abril.

 
 
 
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edição nº 132 -