Lucros da Prada disparam em 2007

NOTÍCIAS | Moda e Acessórios
Por Patricia Gaspar e Bruno Pereira
 

Desaquecimento econômico? Não para a Prada. O grupo italiano, dono das marcas Prada, Miu Miu, Car Shoe e Church´s, divulgou que seus ganhos subiram mais de 65% em 2007, em função das vendas de produtos em couro, acessórios e um crescimento significativo das vendas na região Ásia-Pacífico.

Para os 12 meses encerrados em 31 de janeiro, o lucro líquido da empresa cresceu 65,8% para 126,8 milhões de euros, ou US$ 173,8 milhões. As vendas nesse mesmo período aumentaram 14,1% para 1,66 bilhão de euros, ou US$ 2,27 bilhões.

O chefe-executivo da Prada, Patrizio Bertelli, disse em uma recente entrevista que os resultados permitirão à empresa continuar seu plano de desenvolvimento. Ele acrescentou que uma oferta pública inicial (IPO, em inglês) representaria “uma oportunidade para dar crescimento e impulso aos nossos projetos”. Mas Bertelli não quis antecipar a data do possível IPO. Especialistas esperam que a Prada lance de 30 a 40% de suas ações no mercado.

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Atualmente o Grupo Prada é avaliado entre 4 e 5 bilhões de euros.

A marca Prada é responsável pela maior fatia de ganhos, com receitas de 1,34 bilhão de euros, ou US$1,84 bilhão, 10,8% acima da marca alcançada no ano passado. As marcas Miu Miu e Car Shoe registram aumentos de vendas de mais de 40%, totalizando 223 milhões de euros e 25,8 milhões de euros, respectivamente. Churchs contribui para vendas de 44,2 milhões de euros.

Globalmente, as vendas de produtos em couro e acessórios, que representam cerca de dois quintos das vendas da empresa, cresceram 25%, enquanto receitas na região Ásia-Pacífico aumentaram 41,9%. A Prada também destacou um aumento de 10,8% nas vendas na América do Norte – que é o segundo maior mercado depois da Europa – apesar dos sinais de desaceleração econômica.

 
 

Os italianos estão otimistas em relação a 2008

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Por Patricia Gaspar e Bruno Pereira
 

O crescimento da economia americana pode estar passando por um mal momento, mas as grifes italianas ainda estão entusiasmadas em relação a 2008.

Executivos que encabeçam as principais marcas de moda dizem que há poucos sinais de desaceleração e que os resultados foram positivos já no início do ano.“Estamos muito otimistas”, disse o diretor de marketing da Giorgio Armani, John Hooks, acrescentando que no início de 2008 as vendas foram “um pouco melhores” do que no ano passado. Ele não divulgou números.

Os executivos acreditam que os verdadeiros consumidores de luxo são mais resistentes à volatilidade econômica e que o verdadeiro desafio das marcas de luxo é equilibrar a ampliação ao acesso e a exclusividade em um mercado cada vez mais democratizado.

“O consumidor é muito exigente e ao mesmo tempo muito receptivo a novos produtos,” disse Christina Ruella, diretora da Dolce & Gabbana, acrescentando que as vendas para o outono foram “muito positivas.” O chefe-executivo da Prada, Patrizio Bertelli, concordou. Todos os modelos de bolsas já se esgotaram em Milão.

De acordo com o HSBC, o setor do luxo deve crescer apenas 7% nos Estados Unidos. Em 2007 a expansão foi de 15%. Os executivos das marcas italianas não divulgaram a previsão para o ano, mas disseram esperar um aumento de vendas nos Estados Unidos, apesar da alta do euro frente ao dólar. “O mercado norte-americano é importante e ainda tem um grande potencial,” disse o chefe-executivo da Ferragamo, Michele Norsa. “É claro que cada mercado depende do nível de penetração que a marca tem.”

Os mercados emergentes serão bons termômetros do sucesso das marcas em 2008. Os executivos afirmam que mercados como China, Europa Oriental, Oriente Médio e América do Sul estão crescendo bastante este ano e contrabalanceando eventuais resultados negativos em outros lugares.

“Na China há uma explosão de infra-estrutura que facilita diretamente o crescimento do luxo”, disse Norsa, da Ferragamo. Ruella declara que a Ásia é o mercado mais dinâmico da Dolce & Gabanna, com crescimento de 30% nas vendas, seguido por Rússia e Europa Oriental, com 20%. Ela acrescentou que as vendas do grupo devem crescer pelo menos 20% durante o ano fiscal de 2008. Mark Lee, da Gucci, comenta que a região Ásia-Pacifico, exceto o Japão, responde por ¼ das receitas da empresa em 2007.

Rússia e Oriente Médio também continuam a crescer e estamos inaugurando lojas em Macau, Praga e Budapeste como parte de uma estratégia de expansão”, disse Lee.
 
 

Versace foca no segmento masculino

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Patricia Gaspar e Bruno Pereira.
 

A Versace planeja voltar sua atenção para o segmento masculino e expandir sua linha de jóias e relógios.

O chefe-executivo da Gianni Versace, Giancarlo Di Risio, disse que o objetivo da empresa é fazer da Ásia o segundo maior mercado da Versace depois da Europa, em substituição ao mercado norte-americano.

“Para uma marca internacional, a América é um mercado importante”, disse Di Risio. “Mas o nosso crescimento é global. A América tem representado nosso segundo maior mercado depois da Europa. Nosso objetivo em 2008 é colocar a Ásia no segundo lugar.”

Di Risio disse que o projeto de desenvolver uma linha de jóias é uma estratégia para atingir um crescimento maior. A primeira loja de jóias e relógios foi inaugurada recentemente em Roma.

Di Risio negou que a Versace tenha intenção de fazer uma oferta pública de ações a exemplo do Grupo Prada.

Ele não deu estimativas de lucro para este ano, mas disse que a perspectiva é otimista.
Ano passado a Versace registrou um lucro líquido de 19,1 milhões de euros, ou US$ 24,1 milhões. “Hoje, a companhia está em um perfeito equilíbrio financeiro”,acrescenta Di Risio.

Desde 2004, a Versace tem investido em um grande plano de reconstrução. Inicialmente a empresa focou o segmento feminino. Depois o foco se voltou para os acessórios e hoje a prioridade é o segmento masculino.

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Atualmente, o segmento de roupas masculinas é responsável por 35% das receitas. Di Risio disse que o objetivo com o passar do tempo é aumentar a fatia para 45% das vendas totais.

A Versace ainda não divulgou os números para 2007. No entanto, Di Risio disse que a empresa deverá ultrapassar a marca de 300 milhões de euros. “Começamos bem este ano”, comenta, acrescentando que as vendas para a coleção masculina de outono cresceram 20%.

 
 
McCartney lança site de e-commerce
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Por Patricia Gaspar e Bruno Pereira
 

Stella McCartney acaba de lançar seu site comercial, exclusivo para o mercado norte-americano. O site faz parte de uma estratégia de crescimento global da marca, que já tem lojas conceito em Nova Iorque e Los Angeles. A distribuição via internet será estendida para o Reino Unido em breve.

O site oferece uma ampla variedade de produtos da coleção de primavera da designer, incluindo a linha esportiva, os sapatos feitos em materiais alternativos ao couro, bolsas e acessórios, fragrâncias e cosméticos.

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De Beers desliza em 2007
NOTÍCIAS | Jóias
Por Patricia Gaspar e Bruno Pereira
 

A De Beers não está muito otimista em relação a 2008. A empresa declarou que ainda há uma grande incerteza sobre as condições da economia mundial, e que o mercado norte-americano poderia continuar causando um impacto negativo nas vendas de jóias com diamantes.
 
Contudo, a companhia diz que espera uma boa resposta de mercados emergentes como China, Índia e Oriente Médio, para sustentar o preço premium de suas jóias. A De Beers acrescentou ainda que planejou produzir a mesma quantidade de jóias com diamantes que foi fabricada em 2006 e 2007, mas problemas energéticos na África do Sul poderiam trazer dificuldades operacionais.

As vendas do ano fiscal de 2007 caíram 2,8% para $6,84 bilhões. Os lucros caíram 7,1% para US$ 486 milhões. Mas, apesar da desaceleração, a De Beers classificou 2007 como um ano satisfatório. A empresa estimou que as vendas de jóias com diamantes aumentaram 3% durante 2007, graças à forte demanda na China, Índia e no Oriente Médio.

A De Beers Diamond, formada da joint venture com a LVMH, registrou um crescimento de 44% nas vendas em 2007, graças à abertura de novas lojas. No ano passado, oito lojas foram abertas, totalizando 23 unidades no mundo todo.
 
 
Gucci inaugura “flagship” na Trump Tower
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Por Patricia Gaspar e Bruno Pereira
 

A Gucci sempre teve um caso de amor com a cidade de Nova Iorque. Mais uma prova disso foi a inauguração da loja conceito da marca italiana na esquina da Quinta Avenida com a Rua 56. A loja de três andares na Trump Tower é 30% maior do que sua antiga loja, e é também a maior loja da Gucci no mundo.

O segundo piso é inteiramente ocupado por roupas masculinas. A decoração da sessão masculina utilizou cores mais escuras e quentes que a sessão feminina. Gianini disse que veio a Nova Iorque três vezes durante a fase de projeto da loja e passou bastante tempo com seu time de designers em Florença. Ela disse que sua “segunda paixão” é a arquitetura, e a concepção da loja foi uma “grande oportunidade de explorar uma outra área do design”.

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Fontes estimam que a loja possa render US$ 100 milhões em vendas no primeiro ano. Só o aluguel do espaço custará US$ 16 milhões por ano. Ao longo de três anos, as vendas têm crescido dois dígitos e agora a Gucci se aproxima da marca de US$ 3,2 bilhões. A América atualmente responde por 21,5% das vendas totais.

 
 

Coach inaugura “flagship” em Hong Kong

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Por Patricia Gaspar e Bruno Pereira
 

A Coach está trabalhando nos preparativos finais da inauguração de uma enorme loja conceito em Hong Kong. A loja de dois andares está localizada na esquina da Queen's Road Central e a rua D'Aguilar, tendo como vizinhos as lojas H&M, Nike e Esprit. A loja está próxima do The Landmark, o shopping de luxo mais conhecido da cidade. A inauguração está programada para antes do início dos Jogos Olímpicos.

A nova loja conceito será a oitava loja da Coach em Hong Kong. O Grupo Imaginex também opera 14 lojas da Coach na China Ocidental. A Coach não é única marca que a empresa está levando para a China. O grupo representa 23 marcas internacionais, incluindo Salvatore Ferragamo, DKNY, Marc by Marc Jacobs, Boss Hugo Boss, BCBG Max Azria, Diesel e Versace Jeans Couture.

Até 2009, a Imaginex espera ter 500 pontos de venda na região, que incluem Hong Kong, Taiwan, Macau e China Ocidental. Marcas americanas como DKNY, Marc byMarc Jacobs e BCBG Max Azria fazem sucesso na região.

A Imaginex, propriedade de Peter Woo, presidente da Wharf Holdings, está projetando um volume de negócios de US$ 500 milhões em 2008.
 
 
P&G compra Frédéric Fekkai
NOTÍCIAS | Serviços
Por Patricia Gaspar e Bruno Pereira
 

A Procter & Gamble anunciou que assinou um acordo de compra para a Frédéric Fekkai & Co. A P&G adquiriu a marca do Catterton Partners. A marca Frédéric Fekkai tem sido gerenciada pela Chrysallis, uma das companhias de gerenciamento da Catterton Partners.

A Fekkai anunciou que a marca estava a caminho de atingir de uma receita de US$ 100 milhões em 2007, incluindo salões e vendas de produtos.

“Nós somos sortudos de estar no segmento do luxo; estamos nos beneficiando de um crescimento considerável que tivemos nos últimos dois anos”, disse Fekkai no final de 2007. “Temos um crescimento de dois dígitos a cada ano.”

Os produtos da Fekkai são vendidos na Neiman Marcus, na Nordstrom e na Sephora, além de outras lojas de prestígio, nos Estados Unidos.
 
 
Jumeirah lança spa na Europa
NOTÍCIAS | Serviços
Por Patricia Gaspar e Bruno Pereira
 

O grupo Jumeirah, de Dubai, está prestes a lançar o primeiro resort e spa Europeu em Port Soller, Mallorca. O empreendimento está sendo construído pela Deka Immobilien e WestInvest InterSelect.

O resort deverá ser inaugurado em 2010 com 120 quartos, cada um com um terraço particular, duas piscinas, um spa e um salão de banquetes. O Grupo Jumeirah também está trabalhando em outros projetos, com o objetivo de construir 57 hotéis até 2011. As prováveis localizações incluem Dubai, Abu Dhabi, Aqaba, Doha, Phuket, Shanghai, Bermuda e Londres.

 
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edição nº 85 -