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Vivel, o sabor de Dubai
MERCADO | Alimentos e Bebidas
Por Mailza Marinho - 22/11/2011

A pâtisserie dos gourmets, da realeza e dos hotéis estrelados dos Emirados é a referência para quem quer apreciar os sabores da região.

O amor e a paixão pelos doces começaram nas visitas da fundadora Shahnaz Bagherzadeh à fazenda de sua avó no norte do Irã. Lá, costumava passar os verões aprendendo com ela todos os tipos de receitas tradicionais.

Foram essas vivências que despertaram em Shahnaz a vontade de seguir sua paixão e trabalhar com os mais renomados chefs especializados em doces caseiros do Irã. A cada aprendizado um toque pessoal era adicionado e a capacidade de criar algo único ganhava força.

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Após mudar para Dubai com a família, Shahnaz passou a ensinar sua arte para amigos entusiastas quando, em 1992, abriu a primeira loja na cidade. Filas se formavam desde a abertura e o sucesso contínuo transformou o que começou como uma empreitada familiar em uma marca com mais de 80 habilidosos funcionários pronta para satisfazer o mundo.

A Vivel Pâtisserie & Café é um negócio de controle familiar. Com base em Dubai, tem sete lojas nos Emirados (quatro em Dubai, uma em Abu Dhabi e duas em Al Ain), uma na América do Norte (em Montreal) e, por meio de franchising, a marca está no Kwait, no Bahrein e na Arábia Saudita. Também exporta para empórios do mundo todo.

A coleção de doces e demais opções – canapés, minissanduíches, frutas e nozes cristalizadas e secas – são um reflexo da cidade interpretado em sabores. Como Dubai, os 200 itens do menu também refletem a mistura de influências pelas quais Shahnaz passeia e imprime sua marca.

 

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Cada delicadeza é refinada à mão com ingredientes de primeira linha. Nozes iranianas, por exemplo, são naturalmente frescas, enquanto os nougats de amêndoas ou pistache não têm açúcar e são orgânicos.

As peculiaridades gastronômicas regionais aparecem em sorvetes que ganham toques de Akbar Mashti (uma mistura de creme fresco e pedaços de pistache), açafrão e rosas. Damascos, figos e tâmaras são recheados com frutas e nozes, servidos em fartas bandejas, exalando os perfumes da região.

A presença europeia também é genuína. Calissons são feitos seguindo a tradição da Provence, enquanto amêndoas e avelãs também são trazidas do sul da França para a confecção de pérolas de chocolate. Com elas, as pérolas de Dubai ganham uma interpretação doce e tão sofisticada quanto as joias do mar.

A arte dos sentidos pode ser saboreada nas lojas e cafés da marca, nos suntuosos casamentos regionais e nas festividades culturais. A pâtisserie é também a preferida dos hotéis. De Burj Al Arab a The Address, ao todo são mais de 20 estabelecimentos confiando no amor, paixão e trabalho intenso de Shahnaz e sua equipe.

http://www.vivel.com/
 
 
Atrás de um grande chefe...
O projeto Lundis de Fulgurances apresenta ao mundo o talento escondido de subchefs das principais cozinhas do mundo em um jantar excêntrico para a nata parisiense.

MERCADO | Estilo de Vida
Por Roberta Namour, especial da França - 22/11/2011

"Com Lundis de Fulgurances, os segundos são os primeiros, porque são eles que irão marcar a cozinha de amanhã." Foi com essa perspectiva que a jornalista Sophie Cornibert, ex-repórter da publicação Omnivore, e o jovem estudante apaixonado pela gastronomia Hugo Hivernat tiveram a ideia de convidar uma vez por mês um subchef de um restaurante renomado a realizar por uma noite suas próprias criações. O resultado é compartilhado com uma privilegiada clientela de 70 pessoas em um lugar excêntrico de Paris.

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O interesse pelo trabalho do número dois das grandes cozinhas mundiais surgiu de uma constatação de Sophie durante suas reportagens. Muitas vezes a cozinha é regida por um outro chef, o segundo, um excelente técnico que por trás do oficial comanda o show de todos os dias. O sub é a materialização fiel da voz do chef. É ele que trabalha ao seu lado na elaboração do menu, que define o passo da brigada e controla o acabamento dos pratos. Seu principal papel é o de se tornar invisível e se fazer presente apenas como as mãos do chefe na cozinha. "São por essas razões que me parece essencial oferecer ao subchefe um trampolim de notoriedade para que continue a avançar e nos faça testemunhas de seu talento”, afirma Sophie. Os criadores de Lundis de Fulgurances quiseram se posicionar como mediadores e pioneiros na revelação de jovens cozinheiros que um dia criarão seus próprios restaurantes, com suas marcas, experiências e dinamismo.

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O primeiro a desfrutar dessa notoriedade foi Sam Miller, subchef de René Redzepi no restaurante Noma, em Copenhague. O jovem cozinheiro de 28 anos começou seu percurso na gastronomia no Champignon Sauvage, na Inglaterra, junto a Everitt-Matthias. Dois anos e meio depois, passou pela cozinha do Mugaritz e do El Bulli, antes de aterrissar no Noma. No dia 12 de abril de 2010, ele preparou para os convidados do Lundis de Fulgurances um perfumado menu a base de ervas frescas, alho-poró e pepino. Depois veio a vez de  Nicolas Guiet, número dois de Eric Guérin. Ao lado do pâtissier Rodolphe, do restaurante Mare aux Oiseaux, e do enólogo Jean-Pierre Robinot, ele comandou uma noite regada de sabores e texturas diferentes. Nomes como o de Toshiro Fujii, do Air du Temps, Laurent Cabut, do Chateaubriand à Paris, e de Andrea Petrini também passaram por ali.

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E, no mês de outubro, o segundo que se tornou o primeiro foi Yoji Tokuyoshi, subchef de Massimo Bottura, no italiano Osteria Francescana. Assim como os outros talentos de Lundis de Fulgurances, ele foi descoberto por Sophie e Hugo em viagens desbravadoras pelos restaurantes do mundo todo. “É muito importante para nós estar em dia com as tendências e manter a mente sempre aberta”, disse Sophia.

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Yoji Tokuyoshi

O resultado dessas peregrinações pode ser acompanhado pelo blog http://fulgurances.com. E, para saborear as criações das pérolas que os grandes restaurantes escondem em suas cozinhas, é preciso desembolsar 75 euros pelo menu e, principalmente, conseguir entrar na disputada lista de espera. Bonne chance!

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