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Vinho verde e amarelo

Produtores de vinho brasileiro de luxo quebram a barreira do preconceito.

MERCADO | Alimentos e bebidas
Por Martha Toledo -10/02/2010

Até pouco tempo atrás, quando falávamos de um bom vinho, não havia dúvida de que mencionávamos um vinho importado. Hoje, o cenário está em franca transformação. Algumas vinícolas brasileiras investiram alto para produzir vinhos “super premium” em território nacional, principalmente na região sul, onde o clima é propício para o cultivo de videiras. E não é que o consumidor tem aprovado?

Os vinhos importados ainda são as vedetes dos consumidores, mas com a notável melhora da qualidade dos vinhos brasileiros de luxo (conhecidos também como “Super Premium”), nota-se um consumo crescente deste produto nas prateleiras das adegas e mercados.

A Casa Valduga, vinícola gaúcha, localizada no vale dos Vinhedos, na cidade de Bento Gonçalves, é um bom exemplo de produtor de vinho brasileiro de sucesso. Vindos da cidade de Rovereto, na Itália, os fundadores da Casa Valduga logo começaram a plantar os primeiros parreirais. Assim começava a saga da família em terras brasileiras, continuada pelas gerações que se seguiram. Todo o trabalho desenvolvido ao longo do tempo em busca da qualidade vem sendo reconhecido através das mais de 100 premiações nacionais e internacionais.

Storia é um ícone da vinícola, elaborado apenas em safras excepcionais e possui tiragem limitada. Sua venda é realizada apenas através de reserva e o cliente recebe o certificado oficial com o número da garrafa e do lote, garantindo a exclusividade do produto.

reprodução  

Outra vinícola brasileira que tem produzido vinhos da linha “super premium” é a Miolo. A empresa inspirou-se no modelo francês “Vente de Vins en Primeur” para a comercialização do Sesmarias, vinho apresentado oficialmente em um  evento,  no início de julho, com a presença do winemaker francês Michel Rolland, um dos mais renomados no mundo do vinho e consultor da Miolo desde 2003. O modelo determina a venda prévia dos produtos, através do site da empresa, antes mesmo de serem lançados. O preço da caixa com seis garrafas é de R$ 1.080,00. Serão comercializadas apenas 500 caixas e a entrega será realizada a partir de março de 2010 . A expectativa é esgotar a venda em um mês. “A Miolo se propôs a investir na qualidade e o trabalho desenvolvido em parceria com Rolland consolidou a vocação da empresa de elaborar vinhos finos de categoria superior, com a expressão do terroir de cada região”, afirma o diretor técnico da Vinícola Miolo, Adriano Miolo.

Empresa familiar, com produção anual de 150 mil garrafas por ano, a Lídio Carraro já recebeu diversas recomendações de publicações especializadas de diversos países. “Investimos todos os nossos recursos para elaborar os melhores vinhos”, afirma a diretora de marketing da empresa, Patrícia Carraro. E o resultado não poderia ser melhor. Entre as principais menções, destacam-se a recente inclusão da Lidio Carraro na lista dos 50 melhores vinhos do mundo pelo jornal francês Le Figaro.

reprodução

A vinícola, com sede em Bento Gonçalves, no Vale dos Vinhedos, no sudeste do Rio Grande do Sul, também teve o primeiro vinho brasileiro destacado na prestigiada publicação Decanter Magazine.

 
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