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Luxo sobre duas rodas

Bicicletas refinadas e modernas são estratégia das marcas para embarcar na onda eco-friendly

MERCADO | Mobilidade
Por Estela Marchesini - 23/11/2009

Desde julho de 2007, a prefeitura de Paris colocou à disposição da população bicicletas a serem alugadas nas margens do Sena, que hoje – dois anos depois, somente – já se espalham pela cidade toda. O serviço, chamado de Vélib, ganhou a simpatia de franceses e, de quebra, do mundo todo, que sonha em não precisar perder horas no trânsito, contribuir com a diminuição do aquecimento global – afinal, uma magrela não polui nada – e ajuda a manter um estilo de vida mais saudável. A atitude do prefeito da cidade, Bertrand Delanoë, foi elogiada nos cinco continentes, e várias cidades do mundo afora pensam em copiar o feito. Mas muita gente não quer esperar e já tem ido ao trabalho sobre duas rodas. E esse tem se apresentado um mercado em potencial também para os consumidores de luxo, como não poderia deixar de ser. As marcas não perderam tempo e nos últimos meses têm lançado diferentes modelos com apelos nas mais diversas esferas: ecologia, design, tecnologia e adereços. Marcas de luxo – como Chanel e Hublot - que até pouco tempo não faziam bicicletas também têm se arriscado e trazido um elemento a mais para que seus clientes se identifiquem com o estilo de vida pregado por essas grifes.
Confira alguns dos modelos mais descolados lançados no mercado recentemente:

Estilo
Com a bicicleta de corrida “The Killer”, do designer Rasmus Gjesing você pode reduzir emissão de carbono e mostrar estilo ao mesmo tempo. Originalmente desenhada em 2008, essa bike exibe uma estrutura em aço polido, guidão de alumínio e um assento de couro Brooks. Ela foi desenhada para ser uma alternativa de alta qualidade e estilo para quem deseja magrelas diferentes das produzidas em larga escala. Para fazer dessa bike algo realmente especial, Rasmus a cobriu com uma pintura de ouro em pó, deixando-a assim mais brilhante. À venda nas lojas Moss de Los Angeles e New York por US$ 4,3 mil.

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Segurança
Apenas 20 unidades do modelo Boston da marca dinamarquesa Biomega estão à venda pelo site www.20ltd.com. E eles são disputados, pois segurança é a característica principal dessa bicicleta, perfeita para se usar na cidade. A engrenagem exige uma manutenção mínima e o sistema de trava usa uma corrente chamada Down Tupe, que fica integrada como parte da estrutura da bicicleta. Se a trava for quebrada, a bike quebra junto. A função é inibir tentativas de roubo. Os pedais flexíveis e o fato de ser semi-dobrável faz com que caiba no metrô e no ônibus – ou no seu carro, é claro – facilmente. Ele é perfeito para a cidade, mas não só por isso. Também porque os dois discos de freio respondem perfeitamente às paradas constantes que o trânsito de um centro urbano exige. O selim e o guidão em couro costurado manualmente completam o charme dessa bicicleta.

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Design
Na elaboração da Alta One, a norueguesa Alta Bikes contou com uma colaboração dos designers de produto Frost Produkt, de móveis Norway Says e dos designers gráficos Bleed. Para dar um aspecto mais clean, as linhas modernas e todo equipamento considerado desnecessário pelos designers foi descartado, mantendo essa bike leve e de fácil manutenção. O discreto tom chumbo vem em edição limitada de 10 peças, também à venda pelo site 20 ltd.

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Praticidade
Com sua estrutura completamente dobrável, a Brompton já vem em uma caixa. Dobrada, ela mede 56,5 cm de altura x 54,5 cm de comprimento e x 27 cm de largura e cabe em qualquer canto. A caixa de couro pode vir em várias cores e foi feita especialmente por Fred Pinel, dono da marca francesa Pinel et Pinel, especializada em caixas e baús especiais, o que permite que se guarde a bike – e sua caixa – até mesmo na sala, para assumir uma função decorativa. À venda por US$ 12 mil na boutique online Vivre.
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Única
Personalização – ou customização, como se prefere dizer hoje em dia – é o ponto forte das bicicletas da marca KGS. O cliente pode escolher tudo e levar da loja um modelo que corresponda exatamente às suas necessidades. Os preços variam de US$ 8 mil a US$ 32 mil, de acordo com suas preferências.

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Bike da moda
Como a estilista francesa Coco Chanel era apaixonada por esportes e sempre esteve à frente do seu tempo, a grife que leva seu nome não poderia ficar de fora. O assento e uma bolsa funcional ao lado do guidão são em couro emborrachado, e o logo com os dois C complementa a eficiência das engrenagens, movidas por oito marchas. O preço é um pouco salgado (US$ 12,4 mil), mas a experiência de rodar por aí com um pretinho básico de duas rodas parece valer.

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Precisão e força
Hublot é reconhecida por criar alguns dos mais belos e caros relógios, mas, ultimamente, quer se mostrar uma companhia de luxo múltipla. No ano passado, Hublot desenvolveu – junto com a manufatura suíça Zai – um esqui exclusivo e, agora, eles fizeram uma parceria com a BMC para criar uma bike de corrida. Cada criação da Hublot é um trabalho de arte, e aqui não poderia ser diferente. A bela bicicleta – em série limitada a 30 exemplares – oferece uma combinação perfeita de forma e função, e é feita de materiais leves e de alta performance. A atenção da empresa se voltou a cada detalhe desta magrela. Os pedais, por exemplo, contêm em sua composição cerâmica, para reduzir a fricção e a estrutura é feita de fibra de carbono para ter força e firmeza.

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