Nesta sessão são publicadas matérias sobre os segmentos do Luxo com enfoque no Mercado, tanto no Brasil quanto no exterior. Informações recentes sobre demanda, segmentação, desenvolvimento de marcas, produtos e serviços de luxo, podem ser encontradas aqui.
 
 

Jóias Art Déco

MERCADO |Jóias e Relógios
Por Martha Toledo -23/09/2009

Grandes inovações no design de jóias surgiram na época da Art Déco, tendência que surgiu na década de 1920, trazendo novas formas e materiais. Desenhos simples com linhas precisas, formas geométricas e utilização de materiais criados pelo homem, como a resina, deram às jóias um ar mais contemporâneo. É durante este movimento que o design das jóias tem influência direta do ritmo de vida moderno.

Expressão francesa referente à arte decorativa, Art Déco foi um estilo que teve origem em Paris, com a grande mostra Exposition Internationale des Arts Décoratifs et Industriels Modernes, em 1925. Sucessor ou, como muitos consideram, modernizador do estilo Art Nouveau, associava sua imagem a tudo o que se definia como industrial, moderno, exótico e cosmopolita.

“O período Art Déco teve gênios como Boivin e Belperron que criaram novos conceitos através da utilização de pedra de cristal, pedras semi-preciosas e formas geométricas”, diz Russell Zelnet, que é sócio da Stephen Russell , uma loja na Madison Avenue, em Nova York, especializada em jóias de diversos períodos. Zelnet e Stephen Feuerman são experts no mundo das jóias colecionáveis, sendo que cada um tem mais de 25 anos de experiência no meio.

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A paixão por belas-artes e um gosto extremamente refinado, guiam os sócios da Stephen Russell na concepção das coleções, seja na hora de viajar pelo mundo e adquirir jóias dos períodos Vitoriano, Edwardiano, Retro e Art Déco, seja na hora de criar uma coleção própria, com design contemporâneo, mas com o mesmo glamour, sofisticação e beleza das jóias de época, como o par de brincos de citrino e diamantes.

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Seis peças do período Art Déco adquiridas por Russel e Zelnet podem ser apreciadas na exposição Bijoux Art Déco et Avant-Garde, no Museu de Artes Decorativas de Paris. Entre elas, um bracelete em platina e diamantes, criado pelos famosos joalheiros espanhóis Lacloche, em 1930.

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Outra peça emprestada por Stephen Russel à exposição que tem chamado atenção é um broche em platina, pedra de cristal e diamantes de René Boivin, de 1933.

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A exposição apresenta 300 peças de joalheria e prataria, celebrando o design de jóias do período Art Déco e com foco no trabalho do talentoso e pouco conhecido designer de jóia Jean Després (18889-1980).  Peças de grandes nomes da joalheria francesa dos anos trinta como Jean Fouquet, Suzanne Belperron e Raymond Templier também estão nesta exposição.
É a primeira vez que uma exposição é totalmente voltada para as jóias Art Déco e para a geração dos grandes designers desta época. Nada mais merecido para um estilo que, com a ajuda do Art Nouveau, assegurou às jóias o status de obra de arte.

 
 
Hotel à venda?

Hôtel de Crillon completa 100 anos em meio a boatos de que será vendido, mas não se pode deixar de comemorar sua trajetória histórica

MERCADO | Serviços
Por Estela Marchesini - 23/09/2009

Um palácio reformado em 1909 acaba de completar 100 anos. Com uma história digna de contos de fadas, e repleta de hóspedes ilustres – como o imperador Hiro Hito, o Rei George V da Inglaterra, o Rei Juan Carlos da Espanha, os presidentes americanos Herbert Hoover, Théodore Roosevelt e Richard Nixon, além de Madonna, Zinedine Zidane e tantas outras estrelas – o luxuoso Hôtel de Crillon, em Paris, faz aniversário esse ano. Mas as comemorações estão suspensas. Isso porque desde o dia 17 de junho o boato de que a Starwood Capital (a firma de investimentos americana fundada em 1991 e detentora do hotel desde 2005) estaria colocando à venda o hotel-palácio. Quem realizaria a venda seria a companhia especialista em grandes negócios imobiliários americana Eastdil Secured – que teve faturamento de US$ 194,5 bilhões entre vendas de imóveis, Joint Ventures, e Private Equity durante 2008. “Não estamos comentando o assunto”, disse ao Gestão do Luxo Tuikura Roche, do departamento de comunicação do Hôtel de Crillon.

Embora o hotel desconverse, sites especializados garantem que o boato ganha forças e que a Eastdil Secured espera uma transação no valor de US$ 420 milhões. Há quem diga ainda que um grupo de investimento saudita teria a prioridade nas negociações, mas aí seria só especulação. Como também não passa de uma suposição o fato de o Starwood Capital não estar de fato querendo vender o hotel, mas sim especulando quanto ele valeria no mercado de imóveis hoje em dia – em uma época, não custa lembrar, longe de ser a melhor para quem atua na área, visto que os imóveis estão relativamente desvalorizados. Resta esperar os próximos capítulos desta novela.

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De certeza, resta o fato de o Crillon ser um dos hotéis mais finos do mundo, enquadrado numa categoria que fica acima dos 5 estrelas, a dos hotéis-palácio. Para compreender isto a fundo, basta saber que suas visitas ilustres fizeram dele cenário para momentos históricos, que sua localização – diante da Praça da Concórdia e ao lado da elegante rua Faubourg St Honoré – faz dele ainda mais charmoso e que suas instalações – bar e cave freqüentados pela nata parisiense e o prestigioso restaurante Les Ambassadeurs, premiado com duas estrelas do guia Michelin – são um convite ao deleite. Seus 103 quartos – cujas diárias começam em 770 euros – e suas 39 suítes, além das 5 suítes prestígio, são carregados de história. Isso porque, embora o Crillon tenha se transformado em hotel 1909, sua percurso começou a ser traçado muito antes.

Em 1758, mais precisamente. Foi neste ano que, o Rei Luis XV teria encomendado ao maior arquiteto de sua época, Jacques-Ange Gabriel, a edificação de duas fachadas na praça da Concórdia. Por trás delas, uma suntuosa residência particular nasceria e seria decorada pelos melhores artistas e artesãos da época. Anos mais tarde, em 1788, ela se torna moradia do Conde de Crillon e de sua esposa, que mantêm a residência na família até 1907, quando a Sociedade das Grandes Lojas e dos Hotéis do Louvre cria ali o primeiro grand palace de luxo de Paris. O arquiteto Destailleur recebe a missão de reformar o local, conservando a riqueza histórica da decoração e em 12 de março de 1909, com a reforma concluída, o Hôtel de Crillon abre suas portas aos primeiros hóspedes.

 
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