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Nesta sessão são publicadas matérias sobre os segmentos do Luxo com enfoque no Mercado, tanto no Brasil quanto no exterior. Informações recentes sobre demanda, segmentação, desenvolvimento de marcas, produtos e serviços de luxo, podem ser encontradas aqui. |
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Convite ao relax em praia deserta |
MERCADO | Estilo de Vida
Por Estela Craveiro - 05/05/2009 |
Silêncio só quebrado pelo barulho do mar e do vento no coqueiral, clima sempre ameno, e nada para fazer. Ou muita coisa. Depende da vontade de quem tem a primazia de se hospedar na Fazenda São Francisco do Corumbau, um paraíso de luxo no sul da Bahia, 40 quilômetros abaixo de Porto Seguro, um dos poucos estabelecimentos hoteleiros do Brasil recomendados pela revista Luxury Culture.
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Os adeptos do movimento podem pedalar pelos 15 quilômetros da deserta Praia do Corumbau, dois em frente à fazenda, subir o Rio Corumbau de escuna ou de canoa, ir de escuna à Praia do Espelho ou à cidadezinha de Caraíva, ou conhecer a cultura dos índios Pataxós, no vizinho Parque Nacional do Monte Pascoal. Dá para mergulhar de snorkel no recife Itacolomi, a 30 minutos da costa, caminhar na passarela sobre o rico manguezal do fundo da fazenda, e ir à Ponta do Corumbau, quando ela aparece, na maré baixa das luas cheia e nova. Onde mais se pode andar por quase dois quilômetros com mar dos dois lados? Para quem volta das atividades, ou nem foi, tendas montadas na areia e solícitos garçons, sempre oferecendo água de côco, dão mais conforto ao privilégio de se estar só na praia de águas calmas. Há a tenda à beira da magnífica piscina. E também a tenda da massagem, um sucesso! Não tem como escapar. Na Fazenda São Francisco do Corumbau, de qualquer maneira, o hóspede relaxa. Não só a natureza e o isolamento, mas tudo leva a isso.
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As áreas sociais do hotel ficam na antiga sede da fazenda de côco. Os hóspedes - vinte, no máximo - se distribuem entre quatro bangalôs superluxo, com 150 m2 cada um, quatro suítes em bangalôs e duas sobre a sede. Todas climatizadas e guarnecidas de enxovais Trousseau e amenities da linka Ekos da Natura.
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A decoração, leve e despojada, com toques modernos entre mobiliário típico de fazenda, cria o cenário perfeito para o serviço delicado, atencioso, eficiente e personalizado - os funcionários tratam cada hóspede pelo nome. Os bangalôs e as suítes não têm televisão, apenas CD player e CDs com finas seleções musicais. Tevê e DVD só no salão, onde há sinal wireless, extensivo à piscina, e um computador conectado à internet. E só. "Senão você não consegue se desligar", explica Silvia Barbará, proprietária da Fazenda São Francisco do Corumbau. Ela acredita que luxo é ser bem atendido, comer bem, dormir em um quarto excelente e ter sossego. "É estar cercado de privacidade e exclusividade, e com tempo para aproveitar isso", define a empresária.
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Assim, a Fazenda São Francisco do Corumbau se tornou um destino cobiçado, frequentado basicamente pela classe AAA paulista e européia - especialmente ingleses, franceses e holandeses. A última celebridade que esteve lá, em dezembro passado, foi Adam Clayton, baixista da banda irlandesa U2. Sozinho e incógnito.
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O maior luxo dessa fazenda em Corumbau - lugar distante, na língua dos Pataxós - é oferecer tanta privacidade com requintes de conforto em uma pousada que fica longe de tudo. O supermercado mais próximo, para se ter idéia, está a 70 quilômetros.
Por isso, se tem uma horta orgânica, e o que há para colher determina a renovação diária do menu do restaurante de cozinha regional com toques contemporâneos comandado pelo chef Teco com a colaboração de Marina Campiglia, a gerente que estudou na Le Cordon Bleu. Há sempre duas entradas, dois pratos principais, um de peixes e frutos do mar e outro com carne, ave ou massa, mais duas sobremesas. E o jantar é à luz de velas.
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"Nossa preocupação é deixar os hóspedes tranquilos. Nem check-in temos. Queremos que todos se sintam em casa", explica Silvia. Funciona. Eles chegam em maioria através do marketing boca-a-boca, muitos voltam, e alguns preferem fechar a pousada para uso exclusivo por dias ou semanas.
Ninguém vai à Fazenda São Francisco do Corumbau por acaso. Mesmo porque chegar lá não é fácil, eis o preço do paraíso. É preciso voar até Porto Seguro e pegar um táxi aéreo, monomotor ou helicóptero, ou enfrentar 240 quilômetros de estradas de terra, contornando o Monte Pascoal, em veículo 4x4.
As diárias, em regime de pensão completa, vão de R$ 950,00 (single) nas suítes a R$ 1.350,00 (single) no bangalô superluxo, exceto no carnaval, no Natal e no réveillon. Água de côco e bicicletas estão inclusos. Traslados e passeios têm preços à parte. O único inconveniente de tudo é ter que ir embora. Mas cada centavo e cada minuto investidos terão valido a pena, acredite.
Serviço
Fazenda São Francisco do Corumbau
Prado, BA
Reservas: 11.3048-7311 ou 73.3294-2250
reservas@corumbau.com.br
www.corumbau.com.br |
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Feira de arte desafia a recessão |
| Mesmo com perspectivas sombrias para a economia, colecionadores e apaixonados por arte movimentam a American International Fine Art Fair. |
MERCADO | Objetos e arte decorativa
Por Martha Toledo - 05/05/2009 |
David e Ann Lee Lester colocaram, definitivamente, Palm Beach (Florida) na rota dos grandes destinos dos apreciadores de arte quando, em 1997, realizaram a primeira feira de arte na região. Desde então, muitas outras surgiram pelas redondezas, mas nenhuma com o brilho que a American International Fine Art Fair possui.
Este ano, o evento que aconteceu de 4 a 8 de fevereiro no West Palm Beach Convention Center, apresentou mais de 90 expositores de prestígio, vindos de 13 países e chamou atenção de colecionadores de pinturas, jóias, esculturas, móveis, tapeçaria, antiguidades, entre outros. Durante a feira, que atraiu, aproximadamente, 24 mil pessoas, foram relatadas vendas que partiam de US$ 5 mil até US$5 milhões.
"Ann Lee e eu, os participantes, o Norton Museum of Art e toda a comunidade local ficamos muito satisfeitos com a incrível melhora de qualidade da feira e o público inesperado presente este ano", comemora o organizador. " No ano que vem, esperamos adicionar mais elementos excitantes ao evento", antecipa.
Em 2001, o casal Lester havia vendido o evento para o Daily Mail Group, por US$ 18 milhões. Desde então foram mais de seis administradores e catálogos que nem sempre agradavam. Recentemente, a feira foi readquirida por seus fundadores, voltando a ter o toque de elegância e sedução das primeiras edições. David e Ann Lee foram proprietários de galeria por 15 anos e são organizadores de eventos há 10, o que permite ao casal ter credibilidade suficiente para atrair expositores e patrocinadores de peso.
A vernissage, patrocinada pelas lendárias jóias Van Cleef & Arples, reuniu mais de 3.400 pessoas (seis vezes o número do ano anterior) entre socialites , filantropos e empresários e teve sua renda revertida para o Norton Museum of Art. Estrategicamente marcados durante a semana em que a feira aconteceu, uma série de novos eventos, permitiu que colecionadores, expositores e organizadores se reunissem em agradáveis situações sociais. O conceito de adicionar o componente social, aliado a programas VIP's, recepções e jantares privados, foi um incentivo para que os expositores convidassem seus clientes e um número maior de negócios pudesse ser efetuado. Em uma das noites, um jantar de gala foi oferecido para poucos, no exuberante clube de Donald Trump, Mar-a-Lago.
Nos corredores da feira era possível encontrar uma extensa coleção de objetos cuidadosamente expostos. Um par de escrivaninhas laqueadas chinesas do século XVIII feita para o príncipe de Ligne de Bruxelas estava à venda por US$ 1.750,00, na Carlton Hobbs; objetos de castidade feitos em prata, do século XIX podiam ser adquiridos por US$ 22.800,00, na M.S. Rau Antiques. A Galerie Thomas apresentou uma pequena escultura de bronze de Max Ernst, por US$ 40 mil.
Logo na noite de abertura, um colecionador local foi ao estande de Holden Luntz, o único representante de trabalhos fotográficos e pagou cerca de US$ 40 mil em uma foto em preto e branco de uma mulher com um chapéu Givenchy, tirada em 1958 por Frank Horvat, conhecido por suas fotos fora de estúdio.
O quadro "Winfield's Porch" que retrata a varanda cheia de neve de uma casa, feita por Andrew Wyeth, foi vendida pela nova iorquina Adelson Galleries, por nada menos do que US$ 5 milhões.
Parece que mesmo a Flórida tendo passado por um dos invernos mais rigorosos dos últimos tempos e a crise ter criado nuvens em toda a economia, o sol não deixou de brilhar pelos corredores da American International Art Fair. |
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Pérolas Mikimoto: a arte de imitar a natureza |
MERCADO | Jóias e relógios
Por Martha Toledo - 05/05/2009 |
Com uma pureza misteriosa, as pérolas ganharam o coração de incontáveis pessoas ao redor do mundo. Na metade do século XIX, logo após o período Meiji, o Japão envolveu-se intensamente com o comércio de pérolas para o exterior. Neste mesmo período, as ostras de pérolas do Pacífico estavam sendo colhidas de forma desenfreada levando a uma crise. As pérolas, já consideradas preciosas, tornaram-se ainda mais valiosas. Foi a partir deste cenário que o determinado Kokichi Mikimoto, nascido na cidade Toba, no Japão, passou a dedicar cada minuto de sua vida à pesquisa e experimentos para o cultivo de ostras de pérolas, que até então eram produzidas apenas pela natureza.
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A formação natural de uma pérola acontece através de um fragmento qualquer que desliza para dentro da ostra, entre o manto e a concha, o que irrita o manto. A reação natural da ostra é cobrir esta irritação para se proteger. O manto cobre a irritação com camadas da mesma substância da madrepérola, que é usada para criar a concha. Isto, eventualmente, forma uma pérola.
Em julho de 1893, após inúmeras tentativas e com o refinamento de técnicas, Mikimoto finalmente achou uma pérola brilhante dentro de uma das ostras cultivadas. Foi a primeira vez na história que um ser humano havia criado uma pérola.
A partir desta conquista, ele desenvolveu outras fazendas de cultura de pérolas pelas ilhas do Pacífico. As pérolas produzidas, semelhantes às produzidas pela natureza, estabeleceram um padrão para a indústria joalheira. Mas os sonhos de Mikimoto não pararam por aí. O encanto e mistério das legendárias pérolas negras e prateadas foram os novos desafios, que em pouco tempo também foram superados.
No início do século XX, lojas com o marca Mikimoto, abertas no Japão, facilitaram o comércio das tão cobiçadas pérolas e mulheres de diversas partes do mundo passaram a ter um novo objeto de desejo. Atualmente, existem lojas em cidades como Los Angeles, Paris, Londres, Nova Iorque, Tóquio, entre outras.
Kokichi Mikimoto morreu em 1954, aos 96 anos, mas a marca Mikimoto ainda carrega o orgulho pelo pioneirismo no cultivo de pérolas e um refinado senso de beleza e extravagância do mundo das jóias, fazendo com que suas coleções sejam disputadíssimas. Para os amantes do estilo Art Deco, que vigorou entre os anos de 1920 e 1930, a coleção Vintage é a mais sedutora, mas não é para muitos. Um elegante pingente custa cerca de US$ 7 mil. Elements of Life é a coleção que tem inspiração na terra, no fogo e no ar. Pérolas extravagantes como Akoya, Tahitian and South Sea formam uma combinação perfeita com pedras preciosas e ouro.
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Coleção Milano |
A combinação das belíssimas pérolas Mikimoto com o design moderno proposto por Giovanna Broggian, deu origem a Coleção Milano. Os traços fortes da modernidade criados pela renomada designer de jóias e a sutileza das pérolas fizeram desta coleção uma das mais extravagantes. O preço só é obtido através de consulta.
As pérolas Mikimoto são resultado da determinação de um homem para imitar o que antes só a natureza poderia fazer. As pérolas ainda são extremamente preciosas e caras, mas se não fosse o trabalho obstinado de Mikimoto, seriam raras e talvez até extintas. |
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