Nesta sessão são publicadas matérias sobre os segmentos do Luxo com enfoque no Mercado, tanto no Brasil quanto no exterior. Informações recentes sobre demanda, segmentação, desenvolvimento de marcas, produtos e serviços de luxo, podem ser encontradas aqui.
 
 

Com alfaiataria de luxo, a grife italiana Canali conquista os homens mais elegantes do mundo

MERCADO | Moda e Acessórios
Por Claudia Martins

Pense em um homem elegante. Ele se assemelha a George Clooney no filme “Conduta de Risco”, ou a Nicolas Cage em “O Homem do Tempo”, ou a Antonio Banderas em “Vem Dançar” ou ainda a Gene Hackman no filme “O Júri”? Então certamente ele veste a grife italiana Canali.

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Especializada em alfaiataria, com detalhes elaborados a mão, a marca tem também uma linha Sportswear e outra de acessórios e virou a “queridinha” dos homens mais elegantes do mundo. Entenda: “Assim que vi o personagem de Clooney, desejei um terno muito rigoroso e tradicional, mas que fosse ao mesmo tempo elegante e moderno. Canali me pareceu uma escolha natural, por ser clássica, sofisticada, bem feita e com um caimento perfeito para George”, comenta Sarah Edwards, figurinista do filme “Conduta de Risco”, em depoimento ao site da Canali.

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Numa pesquisa realizada pelo Instituto de Luxo de Nova Iorque, a marca bateu concorrentes de peso como Ermenegildo Zegna, Brioni e Armani. Quando questionados  sobre qual marca italiana recomendariam, 75% dos executivos de alto escalão entrevistados responderam Canali. O peso dessa resposta é  intensificada se pensarmos que a publicidade desta última não tem a mesma propagação das três anteriores.

Tradição à moda italiana

Realmente não é para qualquer marca. E a Canali sabe bem o que representa: a alfaiataria, o bom gosto e a tradição italiana de fazer roupas. Cada peça é desenhada e produzida exclusivamente na Itália, com critérios rigorosos de alfaiataria: o interior dos ternos, paletós e casacos não são colados, mas costurados, como faziam os alfaiates de antigamente. A matéria-prima (sempre à base de fibras naturais) é submetida a um rigoroso controle de qualidade; as modelagens são feitas de forma artesanal e a equipe responsável por esse trabalho é treinada por um longo período antes de colocar as mãos “na massa”. O processo produtivo envolve tecnologias de última geração e o design procura ser moderno sem destoar dessa clássica arte de fazer ternos. Tudo é destacado no slogan do site: “Matérias-primas selecionadas, criatividade moderna, know-how global, controles rigorosos e contínuos: esta é a qualidade Canali”.

O feitio do terno é entretelado, o que confere elasticidade, volume e forma à peça.  “O trabalho de alfaiataria é reconhecido nos detalhes: o preparo do punho, a cintura das calças feita com tela de algodão, o forro feito à mão e a ombreira embutida, elaborada em puro algodão e crina de cavalo, que é inserida antes de anexar a manga para permitir eventuais ajustes posteriores”, explica a assessoria de imprensa da grife.

Passado, presente e futuro da marca

A grife nasceu em 1934 de um laboratório artesanal de alfaiataria dos irmãos Giovanni e Giacomo Canali, este último até hoje presidente da empresa. Mais tarde, a Canali se especializou na confecção de blazeres, paletós e jaquetas masculinos de alta qualidade. Na metade da década de 70, voltou-se para a exportação, chegando a um volume de 50% de sua produção em 1980. A gama de produtos foi ampliada logo em seguida, com a introdução das linhas Canali Proposta e Canali Exclusive, além das já citadas linhas esportiva e de acessórios.

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Atualmente, a empresa familiar chegou a sua terceira geração e compreende sete centros produtivos, todos próximos a Milão para garantir peças 100% made in Italy. Hoje em dia, são mais de 80 os países que podem comprar a marca Canali seja através de seus 50 corners e outras tantas butiques monomarcas. São mais de mil clientes no mundo.
Os próximos passos? De acordo com a revista de moda masculina DNR, de janeiro de 2008, “depois de estender sua gama de produtos, a Canali vem operando uma transformação em sua identidade e está prestes a deixar de ser uma grife de manufatura estrelada para se tornar uma marca de estilo de vida”.

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Segundo especulações desta mesma revista, as vendas da marca italiana teriam aumentado em cerca de 13% entre 2006 e 2007, sendo que 10% deste valor foi resultado do sucesso da linha “Exclusive”, a mais luxuosa. Em entrevista coletiva, o presidente da grife, Giorgio Canali, disse que nesse ano pretende inaugurar mais algumas lojas próprias no mundo, pois estas são as melhores vitrines da imagem da marca e representam a única possibilidade de mostrar as coleções de forma completa. No Brasil, por enquanto, nem sinal, mas quem quiser conhecer melhor os produtos Canali, pode visitar o site www.canali.com.

Alguns números...

- Por dia, a Canali produz 1400 ternos e 1600 calças, todas rigorosamente de alfaiataria.
- Os países servidos são mais de 80.
- A exportação representa mais de 75% do faturamento.
- São mais de mil clientes no mundo todo e mais de 50 corners.
- Já os show-rooms se espalham também por Canadá, Grã-Bretanha, Espanha, Suíça, EUA, Rússia, Austrália e Nova Zelândia. Pode-se encontrar produtos Canali também na Suécia, nos Emirados Árabes Unidos, no México, na Índia, na Coréia, no Egito, no Marrocos, na Arábia Saudita, na Tailândia, na Turquia, no Azerbaijão, na Indonésia, na Jordânia, em Bahrein, na Romênia e na Ucrânia. Ufa!

 

 
 

Cosméticos de luxo não se restringem ao rosto

MERCADO | Cosméticos
Por Patricia Gaspar

Segundo um estudo publicado pelo Grupo NPD, cosméticos para o corpo que custam mais de US$ 150 ainda são a minoria, mas constituem um segmento que cresce sem parar.

Especialistas atribuem a explosão do segmento à evolução dos cosméticos faciais. Nos últimos tempos, as mulheres passaram a procurar nos cremes corporais a mesma tecnologia disponível nos cremes para o rosto. Outra explicação para o aquecimento desse mercado é o fato de existem muitas mulheres que não abrem mão de tratamentos de beleza, apesar da desaceleração da economia norte-americana. Segundo Karen Grant, analista da NPD, atualmente as mulheres querem levar para casa o tratamento de um day spa. “Neste segmento, se o creme entrega os benefícios que promete, a consumidora nem olha para o preço.”

La Prairie, Elemis, RéVive, Natura Bissé, Kanebo, Givenchy e La Mer são algumas das marcas que estão levando seus consumidores pelo caminho dourado dos tratamento corporais de luxo. Até pouco tempo, os cremes corporais prometiam somente hidratar, atenuar marcas e celulite. Os novos produtos já trabalham no enrijecimento e na pigmentação.

Patrícia Fisas, chefe-executiva da Natura Bissé, disse que as mulheres desejam um visual saudável e isso significa mostrar boa aparência da cabeça aos pés. “As mulheres estão começando a perceber que os mesmos resultados que elas obtêm com os cremes faciais também estão disponíveis em produtos corporais de alto nível.” E como os cremes corporais estão oferecendo os mesmos benefícios dos cremes faciais, é natural que as consumidoras também estejam dispostas a pagar mais.

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Lynne Florio, presidente da La Prairie, recorda-se que quando a La Prairie lançou o “Skin Caviar”, há oito anos custando US$ 300, houve quem engasgasse com o preço. Mas a preocupação com o preço diminuiu graças ao desempenho do creme que, segundo ela, deu uma nova direção para a indústria de cosméticos.

Segundo Karen Grant, o segmento premium e de luxo cresce mais rápido que o de produtos que custam entre US$ 70 e US$ 150. “Essa tendência é observada em todas as categorias do setor de beleza, incluindo maquiagem, tratamento facial e fragrâncias”, completa Grant.

 

 
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