Nesta seção são publicadas matérias sobre os segmentos do Luxo com enfoque no Mercado, tanto no Brasil quanto no exterior. Informações recentes sobre demanda, segmentação, desenvolvimento de marcas, produtos e serviços de luxo, podem ser encontradas aqui.

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Joias para o cabelo
A grife francesa Alexandre de Paris desembarca no Brasil e traz sua bem trabalhada marca, que é sucesso no nicho de acessórios para a cabeça.
MERCADO | Moda e Acessórios
Por Estela Marchesini - 14/09/2011

Se a profissão de hairstylist (ou a de visagista) existisse nos anos 1940, certamente esse seria o ofício de monsieur Louis Alexandre Raimon. Como não existia, ele era conhecido com um dos cabeleireiros mais badalados daquela Paris esfuziante de alegria devido ao pós-Guerra, o queridinho das madames que vestiam New Look. Seus chignons se tornaram uma marca registrada. Mas, como criador habilidoso e ousado que era, Alexandre quis ir além e criou sua própria marca, com arranjos para a cabeça de suas clientes estreladas, como as divas Grace Kelly e Audrey Hepburn, e as nobres duquesa de Windsor e Farah Diba. Tiaras, faixas, presilhas, grampos... hoje sua marca reúne tudo de bonito que há para se usar nos cabelos. E recentemente as brasileiras passaram a ter acesso às criações de sua marca – infelizmente, Alexandre faleceu em 2008 –, pois uma butique foi inaugurada no shopping Cidade Jardim, em São Paulo. O espaço reúne 350 modelos dessas preciosidades, capazes de transformar qualquer calça-jeans-e-camiseta em um traje descolado e passíveis de trazer ainda mais brilho a vestidos de gala.

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Como atua em um nicho muito restrito, o de acessórios para a cabeça, a marca aposta em um feitio artesanal, elaborado cuidadosamente no interior da França. Cada peça demora cerca de 10 dias para ficar pronta e usa as melhores matérias-primas disponíveis: de ouro a cristais Swarovski. O preço médio das peças no Brasil é de 200 reais. A pesquisa também sempre fez parte do desenvolvimento das peças. Pequenos dentes de borracha no interior das tiaras foram desenvolvidos por Alexandre para que elas não machucassem a cabeça de suas clientes. O resultado de tanto esforço, é claro, é primoroso. A comunicação é igualmente sofisticada. No site oficial da marca, por exemplo, aparecem frases como “É a história da beleza e do luxo francês que aparece no cabelo de uma mulher. É o tipo de objeto que guardamos pela vida toda, como uma testemunha de momentos preciosos”. Eterno, é claro, mas ao mesmo tempo efêmero, afinal, é assim que se sustenta o mercado da moda. Nessa engrenagem, Alexandre de Paris acompanha as tendências das passarelas e lança novas coleções duas vezes por ano. O único elemento comum a todas elas – além do já mencionado bom gosto – é a presença de pelo menos uma camélia, flor preferida de Alexandre. Ela é revisitada em diferentes materiais e cores, mas está sempre ali, como que para lembrar a história dessa marca e sua ligação com seu criador.

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Com sua grife, Alexandre só fez aumentar a admiração em torno de seu nome e, de cabeleireiro adorado pela alta sociedade parisiense, ele se tornou criador admirado por seus pares. Um dos cabeleireiros mais conhecidos do Brasil, Marcos Proença, afirmou em seu blog que, ao conhecer uma loja da Alexandre de Paris, descobriu um mundo de possibilidades. “Aí descobri que, além de os acessórios serem lindos, eles têm um preço justo. São verdadeiras joias que vão acompanhar a mulher por toda a vida”, derrete-se. E olha que antes mesmo de ter sua grife, Alexandre já apostava nessa imagem de penteados inesquecíveis. Foi um marco na história da beleza quando, em 1961, ele colocou diamantes em um chignon que elaborou para Jackie Kennedy usar em um jantar no Castelo de Versalhes.

 
 
Vôos customizados
Cresce cada vez mais a busca por serviços de fretamento de aeronaves

MERCADO | Serviços
Por Ricardo Ojeda Marins - 14/09/2011

Customização, privacidade e exclusividade. Talvez estes sejam alguns dos principais fatores que impulsionam o mercado de aviação executiva no Brasil. A economia de tempo e o tratamento personalizado proporcionados a passageiros de aviões privativos levam consumidores de alto poder aquisitivo a procurar esse serviço.

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Enquanto as companhias de aviação comercial estão reduzindo custos e oferecendo menos opções de serviços, as empresas de fretamento de jatos, aeronaves e helicópteros investem na excelência de serviços e na customização. Desde modelos que comportam poucos passageiros a aeronaves de grande porte, essas empresas oferecem serviços que vão muito além da privacidade e exclusividade. Embarque e desembarque vip, facilidades nos aeroportos, economia de tempo por evitar filas comuns nas companhias aéreas são fatores importantes que levam consumidores de alto poder aquisitivo a utilizar esse serviço de alto luxo ao invés de vôos regulares.

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A aviação executiva tem crescido a uma taxa anual de 7% no Brasil. Essa expansão pode ser explicada, em parte, pela busca dos consumidores de alta renda por conforto, privacidade, sofisticação e um serviço de bordo customizado. Outro fator fundamental é o aumento da renda do consumidor brasileiro da classe C, que possui um acesso cada vez mais facilitado às viagens aéreas. A demanda excessiva de passageiros na aviação comercial e a falta de investimentos em infra-estrutura justificam a crescente necessidade de evitar aborrecimentos como atrasos, cancelamentos, overbooking e filas nos aeroportos.
Além disso, executivos e empresários estão, cada vez mais, à procura de agilidade e flexibilidade para suas viagens de negócios, já que muitas cidades ainda não possuem vôos diretos com saída do Brasil. Evitar a perda de tempo com escalas ou conexões antes do destino final e customizar o trajeto de acordo com as próprias necessidades são as principais vantagens em optar pelo Private Jet. Quem viaja a trabalho leva em consideração o benefício de não ter que enfrentar a espera no check-in e a demora para retirada de bagagens.
Ainda que o serviço seja pra poucos, já que os preços são mais elevados, optar pela aviação executiva pode não ser apenas uma questão de luxo e conforto, mas sim de economia. Muitos negócios em grandes empresas podem depender da rapidez da viagem, e correr o risco de perder horas em aeroportos ou até mesmo por vôos cancelados pode acarretar prejuízos que façam valer a pena pagar pelo serviço de um jato privativo. Além disso, desperdiçar valiosas horas de trabalho ou diárias em hotéis pode representar um custo alto. Os custos de um vôo charter podem variar conforme o tamanho e a potência do motor do avião, tempo da viagem, distância e outros fatores, conforme a demanda do cliente.

O Brasil é hoje o segundo maior mercado de aviação executiva, atrás apenas dos Estados Unidos. De acordo com a Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG), a frota da aviação executiva brasileira possui cerca de 12.300 unidades no país e realizou mais de 830 mil vôos no ano passado. Atualmente há cerca de mil companhias dedicadas à aviação executiva no país, de acordo com a ABAG.
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Interior de jato privativo da Líder Aviação:
a companhia atua no fretamento e venda de aeronaves, helicópteros e outros serviços

Fundada em 1958, a renomada Líder Aviação é a maior empresa de aviação executiva da América Latina. Hoje está presente em mais de 20 aeroportos em todo Brasil, e conta com uma frota composta por mais de 80 aeronaves. Além do fretamento e gerenciamento de aeronaves, possui outras unidades de negócio, como venda e manutenção de aeronaves, operações de helicópteros, atendimento aeroportuário e outros. É hoje representante exclusiva da Hawker Beechcraft Corporation no Brasil, líder mundial em fabricação, design, vendas e suporte de produtos e serviços para aviação executiva. No fretamento de aviões, cada detalhe é minuciosamente cuidado por equipes altamente capacitadas. A partir da solicitação do cliente, são definidos e informados o melhor percurso, a aeronave mais adequada, tempo de vôo, serviço de bordo, infra-estrutura aeroportuária, oferecendo todo suporte para a execução de um vôo bem sucedido.

A britânica Chapman Freeborn também destaca-se por sua expertise em fretamento de aeronaves, com mais de 30 escritórios distribuídos em 5 continentes. Possui aeronaves executivas em nível nacional e global, com opções de aeronaves para passageiros particulares, grupos, empresas e também transporte de carga. A empresa oferece aviões fretados sob medida para conferências e grupos de incentivo, eventos especiais, lançamentos de produtos, equipes governamentais, configuração VIP de acordo com a necessidade do cliente, serviços de recepção em aeroportos, além de disponibilizar um gerente a bordo quando solicitado. Um de seus diferenciais é manter o responsável pela solicitação informado em tempo real sobre os detalhes de cada etapa do vôo, desde o encontro com os passageiros até o desembarque. Por não ser o operador, a Chapman Freeborn não fica restrita a determinadas aeronaves. Ela busca selecionar operadores e aeronaves de acordo com a necessidade de seus clientes, oferecendo as opções mais seguras e confortáveis para a satisfação dos passageiros.

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Serviço de bordo customizado pela Chapman Freeborn:
um dos benefícios e atrativos do fretamento de aeronaves privativas

A companhia aérea TAM, uma das principais companhias do mercado na aviação comercial brasileira, também está presente no segmento de aviação executiva. O fretamento na verdade faz parte do DNA da empresa, que nasceu com a prestação de serviços de táxi aéreo. Hoje sua unidade especializada em fretamentos dispõe de diversas aeronaves, desde a linha Citations até turboélices Caravan, com alcance de até 5800 quilômetros e autonomia de até 7 horas. A empresa também atua na venda de aviões e helicópteros, oferecendo a seus clientes produtos tailor made – estuda-se com detalhes as necessidades de cada cliente para proporcionar-lhe a aeronave mais apropriada ao seu perfil de utilização. Clientes TAM Aviação Executiva podem ainda desfrutar das Salas Vips equipadas com telefone, fax, internet, televisores, mesas para reunião e serviços exclusivos de copa e bar.

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Exterior de aeronave da TAM Aviação Executiva:
a companhia realiza fretamentos e venda de jatos, helicópteros e aeronaves


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Interior de modelo de jato privativo TAM Aviação Executiva:
capacidade para até 8 passageiros, ideal para uma viagem de família ou negócios


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Clientes contam ainda com recepção VIP em aeroportos ou destinos específicos

 
 
O novo SoHo
A incorporadora Dacra, de Craig Robins, quer entregar ao mundo um novo distrito de design com marcas, residências e tráfego de pedestres de acordo com o luxo contemporâneo.
MERCADO | Estilo de Vida
Por Mailza Marinho - 14/09/2011

A afinidade dos brasileiros com Miami tem transformado passeios de turismo em transações imobiliárias. De acordo com fontes locais, os brasileiros são os que mais compram imóveis de luxo em Miami, visando investimentos e lazer.

Os brasileiros também procuram o Bal Harbour Shops, no estado da Flórida, localizado a 15 minutos de South Beach. O conhecido destino de compras exclusivas é uma das referências de luxo locais que, gradativamente, tem acompanhado o desenvolvimento de novos pontos direcionados aos sofisticados consumidores da região.

O Design District, que fica no bairro de Buena Vista, é um exemplo do comprometimento da cidade em construir vizinhanças criativas, marcadas pelo design de expressão e pelo comércio, que já conta com nomes como Marni, Maison Martin Margiela, Y-3, Tomas Maier, e Marimekko.

Há mais de 17 anos, o presidente e CEO da incorporadora Dacra, Craig Robins, vem transformando, praticamente sozinho, um bairro praticamente abandonado em um destino da moda.

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Christian Louboutin

O Miami Design District também serve como pano de fundo para top restaurateurs e chefs do porte deMichael's Genuine Food & Drink, Sra. Martinez, Vino & Oilo, Grass Restaurant & Lounge, W Wine Bistro, Fratelli Lyon e Maitardi. Juntos, eles transformaram o distrito em um dos destinos da boa mesa de Miami.

É também casa para marcas mundialmente renomadas de móveis, design e galerias de arte, incluindo: Vitra, Driade, Luminaire, Kartell, Poltrona Frau, Mitchell Gold + Bob Williams, Waterworks, Holly Hunt, Wolfgang Roth & Partners, BasFisher Invitational, Diaspora Vibe Gallery, Anthony Spinello Gallery, Locust Projects, 101 Exhibit, Martin Oppel Studio e Oliver Sanchez Studio.

Definindo um momento, Robins quer ir além, reposicionando a área para trazer um novo mix de varejistas de moda internacionais, hotéis-boutique, residências e circulação de pedestres de luxo. Tudo para criar uma versão, em Miami, de caráter similar ao SoHo de Nova York ou seu Meatpacking District.


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Marni

Um movimento arrojado como esse tem seu preço. Até agora, a empresa de Craig Robins gastou 40 milhões de dólares no ano para adquirir mais 10 propriedades. Seu portfólio inclui 60% da vizinhança e a vasta maioria do coração central do distrito.

“Tendo a Dacra como compradora de tanta propriedade contígua, a vizinhança está protegida de se tornar comercializada em excesso”, disse Robins. “Nós queremos construir uma bonita vizinhança com estruturas arquitetônicas e negócios diversos, tudo desenhado com um forte senso de comunidade e um senso único de lugar. Nós acreditamos que, se você combina moda, arte e design, as vendas de todos crescerão.”

Inovadora, a companhia do setor imobiliário usa arquitetura, arte, design e programação cultural para construir criativos destinos internacionais. É constituída de entidades e marcas que juntas desenvolvem cada elemento de uma comunidade dinâmica. Com projetos internacionais, desenvolvimento e eventos que focam em arte e design, a Dacra tem redefinido os parâmetros da incorporação.

A excelência de Robins está chegando a 26 pontos do Design District, sendo 700 mil metros quadrados de propriedades para diversos usos comerciais e 20 acres de terra (80.940 m²). As aquisições foram feitas combinando dinheiro – parte vindo da venda do remanescente de holdings da Dacra – e acordos de financiamentos com os vendedores, segundo Robins, que também fez parcerias com investidores privados.


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Martin Margiela

Os locatários atuais do distrito estão animados. Christian Louboutin, um dos primeiros varejistas de luxo da região, tem visto suas vendas aumentarem estavelmente conforme os consumidores descobrem seu endereço no distrito. A restaurateur Michelle Bernstein tem tido tanto sucesso com o Sra. Martinez, aberto há dois anos, que no mês passado abriu o café Crumb on Parchment. O proprietário da Luminaire, loja contemporânea de móveis e decoração e uma das primeiras locatárias da área, recentemente dobrou o tamanho do seu espaço.


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Y-3

Os planos de Robins tiveram um instantâneo impulso de credibilidade em março, quando Louis Vuitton anunciou planos de abrir uma loja na área até 2014. É muito provável que outras marcas, talvez todas do conglomerado LVMH, sigam seus passos, aumentando assim a presença que já têm em locais como o Bal Harbour Shops.

A meta de Robins é trazer de 20 a 30 varejistas de luxo nos próximos cinco anos. Ele está mirando nomes da indústria como Cartier, Prada, Chanel, Gucci, Armani, Hermès e todas as marcas LVMH, de Dior a De Beers.

A notícia está impactando o mercado imobiliário. Enquanto Robins pagou uma média de US$ 300 por m², alguns preços recentes mais do que duplicaram, segundo corretores locais. É difícil acreditar o quão longe os preços têm ido desde que Robins comprou seus primeiros edifícios em meados da década de 1990 a US$ 20 o metro quadrado.


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Tomas Maier

Para colaborar com seu plano diretriz, Robins voltou-se para a Duany Plater-Zyberk & Co., empresa de planejamento de design urbano, tradicional responsável pela cidade de Seaside, no Florida Panhandle e Miami 21, o novo código de zoneamento para pedestres da cidade. Robins trabalhou anteriormente com a DPZ no plano para Aqua, seu empreendimento residencial de estilo “onde o tradicional encontra moderno”, em Miami Beach.

Robbins e oficiais da cidade discutem, há meses, sua visão para a área. O prefeito Tomas Regalado já o apoia e os proprietários de Midtown Miami acreditam que seus planos complementarão o que estão fazendo.

Embora Robins tenha o direito de construir algo como 3 milhões de metros quadrados em suas holdings no Design District, ele planeja manter a atual escala da vizinhança, que proporciona uma sólida base para um distrito de passeio. As holdings da Dacra também incluem um número de lotes vagos e áreas extensas de estacionamento prontos para redesenvolvimento.

Com a notável exceção de alguns edifícios históricos como o Moore e o Buick, e as recentes adições, como os neotradicionalistas edifícios Oak Plaza, que ladeiam uma viela estreita pavimentada com tijolos, muito da arquitetura é normal. Muitos pequenos edifícios estão vazios, caixas de um único andar concebidas como showrooms básicos ou armazéns que poderiam ser facilmente substituídos ou ampliados para cima.

Robins diz que iria destruir não mais de 10% dos edifícios existentes, focando em reforma ou construção em terrenos não urbanizados. O único edifício alto que prevê poderia ser uma torre de escritórios em Biscayne Boulevard, daqui há vários anos. “Nossos planos serão muito mais no espírito do distrito Art Déco, e menos no espírito das estruturas de arranha-céus que você vê no centro de Miami”, disse.

Para ganhar mais espaço para circulação, Robins está considerando ruas de pedestres para dividir os blocos, pedindo que a cidade feche uma estreita rua, lotada de propriedades de Robins. Até agora, a cidade está se recusando a atender esse pedido.

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Como a Dacra acumulou tanta propriedade, Robins provavelmente solicitará rezoneamento e maior flexibilidade de design para, como disse Garcia, “melhorar a mobilidade ativa e a qualidade do bairro, alargar os passeios e introduzir espaços cívicos onde não existe nenhum”. Garcia disse que a cidade gosta da abordagem da Dacra – tanto que ele disse que tem incentivado Robins a trazer outros proprietários para desenvolver um plano amplo para todo o bairro – e está aguardando uma apresentação detalhada.

Evolucionário, Robins movimenta a região com eventos anuais. Em dezembro de 2009, a instalação de lojas temporárias de marcas como Fendi e Margiela, e da influente exposição “DesignMiami” foram tão bem-sucedidas que, em dezembro de 2010, uma nova série de experiências foi organizada, repetindo o sucesso do ano anterior e marcando a nova onda de sofisticação americana.

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O Futuro do Luxo no Brasil

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edição nº 135 -