Nesta seção são publicadas matérias sobre os segmentos do Luxo com enfoque no Mercado, tanto no Brasil quanto no exterior. Informações recentes sobre demanda, segmentação, desenvolvimento de marcas, produtos e serviços de luxo, podem ser encontradas aqui.

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Porcelana imperial
A grife japonesa Noritake existe desde 1904 e torna qualquer jantar especial.

MERCADO | Objetos e arte decorativa
Por Estela Marchesini - 05/03/2010

Sobre a mesa da família imperial do Japão, onde se reúnem o imperador Akihito e sua esposa, a imperatriz Michiko, independentemente de qual seja o banquete, de uma coisa se pode ter certeza: a louça e as porcelanas serão da marca japonesa Noritake.

Fundada em 1904 e mantendo até hoje o estilo artesanal de fabricação, a grife vende para os principais restaurantes do mundo, para consumidores em mais de 100 países e para o serviço de bordo das primeiras classes de mais de uma centena de companhias aéreas. “Nós não pretendemos ampliar o número de pontos de vendas, pois preferimos aumentar a qualidade a interferir na quantidade produzida”, disse ao Gestão do Luxo o diretor para as Américas da marca, Julio M. Dávila.

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A história da Noritake começou em uma companhia de comércio originalmente estabelecida pelos irmãos Morimura, em New York, no ano de 1876, para importar porcelanas e outros itens para presente. Os dois se mudaram então, em 1904, para a vila de Noritake, um pequeno subúrbio perto de Nagoya, no Japão, e abriram uma fábrica para começar a exportar o que acreditavam ser o estilo oriental. Dez anos mais tarde, foi criada a primeira linha de jantar de porcelana, que mais parecia uma obra-de-arte: todos os pratos de jantar eram inteiramente pintados a mão, frequentemente com aplicações generosas de ouro.

No começo dos anos 1920, a Noritake introduziu técnicas, ferramentas e maquinário mais avançados que permitiram uma produção de massa, mas sem perder a alta qualidade. O aparelho utilizado para polir a porcelana, por exemplo, desenvolvido pela grife em 1939, foi tão revolucionário que a Noritake resolveu vendê-lo para uso industrial e, por algum tempo, ele representou grande parcela do faturamento da empresa.

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O resultado de tanta pesquisa pode ser percebido nos pratos e xícaras: superfícies suaves, marcadamente translúcidas e estampas originais e refinadas. Além dos jogos de chá e de jantar, a grife também produz faqueiros (em prata e aço inoxidável), cristais, e bibelôs em porcelana. Todo esse esmero desperta admiradores fiéis pelo mundo, que topam pagar cerca de US$ 530 por um jogo de jantar. E a paixão pela porcelana Noritake vai ainda mais longe. Na internet, colecionadores de peças antigas fundaram o http://www.noritakecollectorsguild.info/. “Nosso intuito é fornecer aos usuários de nosso site a maior quantidade possível de informação gratuita que diga respeito à Noritake”, conforme informe publicado no site. As informações trocadas envolvem a história da marca, seus métodos de produção, os lançamentos e peças que saíram de produção. Também está nos planos da Associação de Colecionadores de Noritake a construção de uma sede que reúna os mais diversos dados da companhia, coletados diretamente com os consumidores e comerciantes da grife japonesa. E, então, quando esse projeto for concluído, será possível passear – em tours guiados – pelo universo da Noritake sem jamais ter ido a sua reservadíssima fábrica.

 
 
O Melhor da Riviera Francesa

Você reduz a velocidade do carro em uma das muitas curvas da estrada. Lá do alto, dá para ver o azul profundo do mar em contraste com os Alpes.

MERCADO | Estilo de vida
Ana Lia Vandoni - 05/03/2010

Não há mais dúvidas, a viagem pela Côte D´Azur, ou Riviera Francesa, como é conhecida, já começou.

Situada no sudeste da França, às margens do Mediterrâneo, a região oferece 110 quilômetros de elegantes hotéis, incontáveis atividades temáticas, natureza abundante, alta gastronomia, muita cultura e uma atmosfera de luxo pairando no ar. 

De Saint-Tropez à fronteira da Itália, inúmeras pequenas cidades e vilas compõem o charme único da região, reconhecido mundialmente. 

Com temperaturas amenas quase o ano todo, a Côte D´Azur tomou proporções de “paraíso” quando, no século XIX, a alta sociedade européia a definiu como um lugar “iluminado”, destinado à felicidade. 

Hoje, com mais de 9 milhões de turistas por ano e 41% dos trabalhadores ligados a alguma atividade turística, a região cresce anualmente e já contabiliza uma média de 5 bilhões de euros por ano provenientes do turismo. 

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Para aproveitar o melhor da região, seguem algumas dicas:

Claro que é  possível encontrar excelentes hotéis das maiores redes do mundo, mas o ar intimista do local pede um ambiente realmente exclusivo e muito bem localizado, como o Hotel “Cap Estel”, feito sob medida para seus privilegiados hóspedes. Com uma praia privativa e prédio histórico, construído por um príncipe russo no século XIX entre Nice e Mônaco, o “Cap Estel” virou  um hotel de luxo nos anos 50.  Após três anos de renovações, o apelo histórico e cultural do local ganhou toda a arte da modernidade, sem nunca perder sua elegância.

As sacadas, com uma vista esplendorosa do Mediterrâneo, complementam lindamente as suítes decoradas, individualmente, com estilo e design únicos.
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Já bem instalados, a viagem sensorial pela região deve prosseguir.  Nada melhor do que apostar na gastronomia local.

Comer bem é  uma arte e, levando em consideração que a viagem é pela França, torna-se quase uma obrigação.

Dentre os inúmeros restaurantes condecorados pelo Guia Michelin na Côte D´ Azur, o único com 3 estrelas (mais alta classificação), é o  “Louis XV”, de Alain Ducasse, localizado em Mônaco. Com somente 50 lugares e uma decoração de altíssimo luxo, o chef Franck Cerutti oferece uma “sinfonia de sabores”, que variam de acordo com estação. Seus afortunados freqüentadores só não podem esquecer o paletó e da gravata para entrar. 

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De acordo com o Top Chef Francês Roland Villard, responsável pelo cardápio do premiado restaurante Le Pré Catelan, do Hotel Sofitel Rio de Janeiro, as especialidades do sul da França são os peixes, azeites, alho e tomate, ao contrário dos cremes e molhos do interior do país.

O prato imperdível seria o típico “Risotto Primavera com Filé de Peixe Grelhado”. Como sobremesa, a tradicional Torta de Limão, originária dos famosos limões da região de Nice. 

Aliás, se a culinária francesa lhe parece irresistível, um curso rápido na “Les Petits Farcis”, em Nice, pode se tornar a sensação da viagem. Após o curso de preparação de um almoço completo, com quatro pratos, degustação de azeites e caminhada pela  “Old Town” estão disponíveis. É possível terminar o passeio às 18 horas, com um sorvete do legendário “Fenocchio”. 

Para completar, vamos aos vinhos, aproveitando para passear pelas três mais lindas praias e exclusivas vinícolas da região. Quem dá as dicas é o especialista Oliver Bourse, da Vinci Vinhos:

  • Château Bellet - Localizada no coração da Riviera, nas alturas de Nice. Uma vinícola pequena, mas com uma grande reputação. O vinho imperdível é o Bellet  Baron G 2005, branco, à base de uva rolle (uva típica dessa região) e o tinto Bellet Baron G 2004, à base de Branquet e Folle noire (duas uvas também típicas da região).
  • Domaine a la Courtade – Vinícola única e raríssima, pois fica na maravilhosa ilha de Porquerolles. Um paraíso perto de Bandol e Toulon.  Uva típica da região Mourvèdre (tinto). Vale a viagem!
  • Domaine Tempier – A vinícola de Bandol. Um “must”! Com a uva típica de Bandol e Mourvèdre, seu grande vinho se chama La Tourtine 2005.

Boas razões para estender um pouco mais a viagem não faltam:

Se você  procura cultura, a “Fondation Marguerite et Aimé Maeght”  é imperdível.

Seu jardim, criado por Giacometti, o Labirinto de Miró com esculturas e cerâmicas e o mosaico de Chagall são obras de arte que não nos deixam impassíveis.

Outras paradas indispensáveis são o “Musée Picasso”, nas Antibes, e o “Musée Matisse”, em Nice, a cidade mais colorida da França.  Aliás, quando em Antibes,  aproveite e visite o “Jardin Thuret”. Inaugurado em  1860, o local proporciona uma oportunidade única para apreciar plantas exóticas e jardins maravilhosos. 

Em Mandelieu-La Napoule, a sugestão é o imperdível “Chatêau de La Napoule”, uma mansão do Século XVI, que hoje abriga exposições de arte, jardins de tirar o fôlego de qualquer um e eventos temáticos. 

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As opções são muitas. Bem-vindos à terra dos óculos escuros, dos conversíveis, das palmeiras. Das glamorosas Saint-Tropez e Cannes à pitoresca Antibes e a sofisticada Nice. A “experiência” de viver intensamente a Riviera Francesa, com certeza, será inesquecível. 

BON VOYAGE!
 
 
Maiores informações:
Guia de Turismo Côte D´Azur (French Riviera) – www.guideriviera.com
Alain Ducasse – www.alain-ducasse.com
Vinci Vinhos – www.vincivinhos.com.br
Fenocchio Glacier – www.fenocchio.com
Hotel Cap Estel – www.capestel.com 

 
 
O Nosso Espumante entre os mais gostosos do mundo
MERCADO | Alimentos e bebidas
Por Davi Goldman - 05/03/2010

Feliz e efervescente, proporcionando horas agradáveis de júbilo e alegria de existir, cercado de glamour e sofisticação, o vinho espumante, pelo mundo afora, é apreciado dia e noite, em companhia de quase todas as preparações gastronômicas imagináveis. Sem abandonar o caráter clássico, soube, século 21 adentro, acompanhar, versátil, o estilo moderno.

No Brasil os espumantes estão ligados aos imigrantes italianos. Fixados no Rio Grande do Sul (município de Garibaldi), passaram a produzi-los há quase um século, trabalhando sempre com afinco para ampliar a reputação do produto, a aceitação e o reconhecimento dos especialistas nos mercados nacionais e internacionais. A excelência atual é fruto da experiência, vontade e disciplina de quatro gerações de apaixonados vinhateiros. 

O clima da Serra Gaúcha, desfavorável para amadurecer completamente as uvas, compromete a concentração de açúcar natural e coloca vinhos tintos e brancos tranqüilos em desvantagem. Nessas circunstâncias, os borbulhantes, que adoram elevado teor de acidez, podem almejar qualidade comparável àquela dos países de consolidada tradição: ombreiam com crémants, cavas, prossecos, sekts e astis.

Mas aquela história de que “o Brasil não conhece o Brasil”, em matéria enológica ainda se mostra bastante presente. Nosso espumante desenvolveu referência sensorial e cultural, ganhou personalidade, caráter, distinção. Esse encantador conjunto de prazerosas maravilhas precisa ser descoberto e apossado.

Mario Geisse, enólogo, responsável pelas garrafas que carregam seu sobrenome no rótulo, afirma com acerto: “o espumante brasileiro é tão emblemático como são o Carmenère para o Chile, o Malbec para a Argentina e o Tannat para o Uruguai”. Rosto legítimo, símbolo do que de melhor oferecemos na área, brasileirinhos têm obtido expressivos resultados de sucesso.

Em julho de 2009, por exemplo, o Espumante Premium Brut da Casa Valduga arrebanhou medalha de bronze no 26o International Wine Challenge (IWC), realizado em Londres. Parece modesto? Não é. Durante o evento, gigantesco, cada vinho é avaliado pelo menos três vezes por 400 especialistas de todos os cantos do planeta. Os vencedores, duramente testados, confirmam atributos respeitáveis e ganham espaço no globalizado cenário do vinho.

divulgação

Fica a indicação. Até mesmo como preparação e educação dos sentidos, antes do privilégio de uma das 1998 escassas garrafas de Dom Pérignon Vintage 1998 — a bottle named desire —, champanhe promovido pelo estilista Karl Lagerfeld, antes do encontro com o prestigioso Krug Clos d’Ambonnay 1995 (apenas duas raras garrafas trazidas para nosso país pelo preço de R$ 13.500 cada), celebre sua truta ou seu camarão com o dourado elegante que vem do Sul e diga, orgulhoso, caprichando naquela pronúncia cantante característica dos irmãos pampeiros: “nosso Sul, nosso Norte!”

* Davi Goldman é pesquisador e professor de cursos sobre champanhe; Coordenador do curso de extensão FAAP - Alta Gastronomia.

 
MERCADO | Cosméticos   MERCADO | Alimentos e bebidas
Cosméticos: de onde vêm e para onde vão?
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Vinho verde e amarelo
Por Martha Toledo
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edição nº 106 -