A Richemont pretende crescer sem ampliar seu portifólio de negócios. Como? Concentrando-se na expansão das marcas que já possui.
Durante uma conferência, onde foi chamado para discutir o balanço de resultados do grupo, o chefe executivo da Richemont Norbert Platt declarou que o grupo não pretende competir com fundos privados de investimento pela compra de novas marcas. Segundo ele e Richard Lepeu, diretor financeiro, a Richmont deverá se concentrar nas atuais marcas, dando ênfase ao crescimento orgânico.
Platt declarou ainda que o grupo pretende investir prioritariamente na Chloé, que segundo ele possui um grande potencial em relógios e joalheria. Em relógios, a marca pretende se posicionar com peças a 25 mil euros para o consumidor final. A extensão da marca também prevê o desenvolvimento de produtos em couro, de óculos de sol, da segunda linha “Mar by Chloé”, e de lojas independentes da Chloé.
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Propagandas da campanha de 2004 |
No ano fiscal 2006-7, a Chloé foi a maior estrela do Grupo Richemont, com um crescimento de mais de 50% nas vendas. Considerada por muito tempo um negócio de segunda importância dentro do Grupo, a Chloé quadruplicou as vendas nos últimos dois anos graças ao trabalho excepcional da ex-diretora de criação Phoebe Philo. Paulo Melim Andersson, atual designer, tem a responsabilidade de manter este patamar.
Ralph Toledano, Chairman e CEO da Chloé, disse à WWD que Chloé está entrando em uma nova fase de desenvolvimento, que inclui o lançamento de uma nova fragrância e a abertura de novas lojas, especialmente na região Ásia –Pacífico. Só na China serão oito novas lojas.
Além da Chloé, a Richemont - com sede na Suíça - é detentora das marcas Cartier, Van Cleef & Arpels, IWC e Dunhill. O Grupo mantém também a participação em companhias como Net-a-porter e Atelier Fund Management, que investe em pequenas marcas de moda.
Dunhill e Lancel estão em fase de reestruturação. Nos últimos meses do ano fiscal, Lancel saiu do vermelho e registrou um crescimento de dois dígitos. A Dunhill operou no negativo e deslizou para 8 milhões de euros contra 30 milhões de euros no mesmo período. “Ambas as companhias reduziram suas perdas e Lancel alcançou um importante marco este ano”, disse Platt. “Dunhill fez um importante avanço e estamos otimistas sobre seu potencial”.
Cartier, que lidera a receita do Grupo, registrou um crescimento de dois dígitos nas vendas em todas as regiões, exceto no Japão, onde o crescimento foi menor. Van Cleef & Arpels também registrou crescimento em vendas.
Marcas de relógio Panerai e A. Lange & Söhne ajudaram a aumentar as vendas na linha de relógios em 21% no período.
Muitos especialistas consideram o portifólio da Richmont como sendo o mais forte na indústria. Fontes revelaram que o Grupo teve um aumento de 21% nos lucros de 1.3 bilhões de euros, ou 1.67 bilhões de dólares, no ano encerrado em 31 de março, contra 1.1 bilhões de euros, ou 1.34 bilhões de dólares, no ano anterior. O forte crescimento nos lucros foi atribuído principalmente às vendas de relógios e jóias. As vendas globais cresceram 12% para 4.83 bilhões de euros, ou 6.19 bilhões de dólares, contra 4.31 bilhões de euros, ou 5.25 bilhões de dólares. |