Elas estão em toda a parte. Nas ruelas luxuosas que saem da Piazza di Spagna, no centro empresarial de Barberini e nas saídas da estação Termini. Assim como o Coliseu e o Vaticano, as Vespas fazem parte do patrimônio histórico não só de Roma como de toda a Itália. Percorrer as ruas da Dolce Vita a bordo da clássica scooter é como comer espaguete ao sugo com queijo. Um toque especial que só entende quem experimenta. Criada por uma questão de necessidade nos anos 40, a Vespa se tornou um sinônimo de estilo pelo mundo.
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Quando os últimos bombardeios da Segunda Guerra mundial cessaram, os italianos puderam finalmente deixar seus abrigos. O cenário que se depararam não foi nada animador. O País estava em ruínas. Não muito diferente do que aconteceu com seus conterrâneos, Enrico Piaggio encontrou sua prestigiada fabrica de produtos aeronáuticos, localizada em Pontedera – perto de Pisa – parcialmente destruída. Ele sabia que a única chance de voltar rapidamente aos negócios era produzir algo que exigisse poucos recursos e fosse útil a situação do País na época.
Foi assim que surgiu a ideia de fabricar um veículo pequeno, de duas rodas e que consumisse pouco combustível. “Tem uma traseira larga, cintura fina e faz um zumbido que lembra uma vespa”. Foi com estas palavras que Enrico Piaggio batizou a Vespa. A aceitação deste novo tipo de veículo em outros países foi imediata. O “New York Times” disse que a scooter era “um produto completamente italiano, como não se via desde as quadrigas romanas”. Em 1946 foram vendidas 2,5 mil unidades da scooter e no ano seguinte o número ultrapassou a marca de 10 mil.
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A invenção italiana acompanhou o boom econômico da Itália e nas décadas seguintes se transformou num símbolo da juventude. Viajar de Vespa era um sinônimo de liberdade e ao mesmo tempo de estilo. No cinema, ela apareceu ao lado de Gregory Peck e Audrey Hepburn no filme “Roman Holiday”, realizado em 1953 por William Wyler. Também esteve presente em “La dolce Vita” de Frederico Fellini e em “An American in Paris”, realizado por Vincent Minnelli, entre outros.
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Na moda, serviu de inspiração para diversos estilistas e marcas conhecidas. A Hermès criou uma linha de bolsas no estilo “Vespa” - formato quadrado, com uma longa alça para ser usada na transversal. Para festejar seus 60 anos, a Adidas se associou à Piaggio e lançou no ano passado uma coleção de calçados e de roupas com a marca Vespa.
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Luis Vuitton também se rendeu ao charme da italianinha e assinou um modelo exclusivo da scooter. E assim como ele, a criadora da grife parisiense Paul & Joe, Sophie Albou, personalizou uma Vespa, mas com uma temática jovem e descolada, como sua marca.
A sexagenária parece estar mais atual do que nunca. |