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Por Patrícia Gaspar
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Roger Vivier ressurge com força
A Roger Vivier já sabe há tempos o que é luxo. Hoje, nas mãos de Diego Della Valle, a marca francesa volta em grande estilo, inaugurando uma flagship no número 750 da Madison Avenue em New York.
Della Valle é famoso por fazer reviver históricas grifes de moda e por saber escolher um casting de profissionais de primeira linha, capaz de transformá-las em negócios lucrativos. Em 2002, dois anos após a morte do fundador da marca Roger Vivier, Diego Della Valle comprou a marca e convidou o designer francês Bruno Frisoni para ser o diretor criativo.
O designer parisiense Roger Vivier ficou conhecido mundialmente pelo seu trabalho na Christian Dior, onde desenvolveu o famoso salto stileto. Em 1963, ele inaugurou uma casa com o seu nome em Paris. Em 1967, seus sapatos tornaram-se verdadeiros “objetos de desejo”, depois que calçaram os pés da Belle du Jour, Catherine Denueve. Roger Vivier morreu em 1998, aos 91 anos.
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Em 2004, Frisoni reintroduziu a Vivier ao mundo não somente como uma grife de calçados, mas como uma marca completa de acessórios de moda.
Hoje, a Roger Vivier possui corners na Saks da Fifth Avenue em New York e na Neiman Marcus em Los Angeles. Enquanto parte para o desenvolvimento de novos produtos, a marca planeja uma entrada lenta e estratégica no mercado norte-americano. A ação de maior impacto foi a inauguração da sua flagship em Manhattan, numa histórica construção do centro, que marcou a reestréia definitiva da marca.
Internacionalmente, a marca pode ser encontrada em apenas 30 lojas, incluindo a Colette em Paris e a 10 Corso Como em Milão. Nos últimos dois anos, a empresa inaugurou lojas em Londres e Hong Kong. As próximas lojas serão localizadas em Milão e na Rússia. Paris e Londres terão uma segunda unidade e é possível que uma loja seja inaugurada no Oriente Médio, com parceiros estratégicos.
Ainda não há um formato único para as lojas Vivier, mas como em Paris, as boutiques são inspiradas no antigo apartamento de Roger Vivier. As lojas são modernas, com muito rosa, luz natural e um mix eclético de móveis contemporâneos do século XX.
A marca também está apostando em uma outra estratégia, que segundo eles afeta diretamente o desempenho de seus produtos em mercados como EUA e Rússia – as celebridades. A empresa investiu para vestir atrizes de Hollywood e hoje já conta com estrelas como Katie Holmes, Cate Blanchett, Kate Winslet, Demi Moore e Jennifer Lopez como fãs da marca dentro e fora do tapete vermelho.
Atualmente, além dos famosos sapatos, as bolsas têm adquirido força. "Para a maioria, Vivier continua sendo um fabricante de calçados," disse Frisoni. "Para nós, a Vivier é uma marca de acessórios. Hoje muitas pessoas estão querendo bolsas para o final de semana. Eu estou mais interessado em fazer bolsas pequenas e sofisticadas."
Nas coleções mais recentes, Frisoni tem apostado no metal. Ele mantém os elementos de identidade da marca, como a assinatura e a fivela utilizada no modelo Belle Vivier em muitos dos produtos novos, como bolsas, braceletes e óculos de sol.
"A Vivier é um lindo e antigo nome do mundo da Moda," disse Frisoni. “O meu trabalho é manter a marca clássica, com um apelo atual”. Ele também tem planos de lançar uma coleção de relógios, sapatos e acessórios masculinos e, quem sabe, evoluir para um prêt-à-porter.
Os preços começam em US$445 para um óculos de sol, e as bolsas variam entre US$750 a US$30 mil para bolsas em peles exóticas; os calçados podem variar entre US$525 até US$15 mil. A marca atende pedidos feitos sob encomenda para sapatos e bolsas, que sempre aumentam em função dos desfiles de alta costura em Paris. Os preços para peças de alta costura começam em US$7 mil.
Nos 12 meses encerrados em 31 de dezembro, a marca teve um salto de 69.7% nas vendas, totalizando 6.5 milhões de euros, de acordo com um relatório divulgado pela Tod's.
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