edição nº 68 -
 
 
 

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Por Carlos Ferreirinha

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Retomando os principais pontos discutidos na Conferência Mundial do Luxo, realizada na China em dezembro de 2004 e coordenado pelo jornal inglês International Herald Tribune e a Editora Suzy Menkes.

Bernard Arnault, em seu discurso de abertura oficial da Conferência, fez um comentário muito interessante e pertinente: "...uma das mais antigas civilizações do mundo está tendo um diálogo com o Ocidente através dos produtos de Luxo...".

Interessante colocação! O Oriente falando com o Ocidente através do Luxo! As grandes e diversas nuances de vender Luxo na China, considerando todos os contextos desta que é seguramente a maior região de crescimento em consumo no mundo.

Segundo Suzy Menkes, a entrada do Luxo na China é uma troca entre duas culturas -trata-se de reciprocidade. A China para ela começa a ser um país consciente sobre marcas. Marcas como Louis Vuitton, Ferragamo e Cartier estão presentes no mercado há quase 10 anos. A Burberry ao contrário, operou na China bem antes da Segunda Guerra Mundial. A Louis Vuitton, sendo a marca de maior crescimento mundial, mesmo depois de 150 anos de existência, afirma que tem resultados na China desde o início dos tempos. O Presidente da Divisão Ásia Pacífico do grupo Richemont, Sr. Francis Gouten, disse que "nunca foi testemunha de uma evolução tão rápida" e, Ferrucio Ferragamo, Presidente Executivo da Ferragamo, comentou que a marca, até 12 anos atrás, não estava presente na Ásia, mas que atualmente possui 200 pontos de venda em 15 países Asiáticos.

A Louis Vuitton pode até afirmar que ganha dinheiro neste mercado, mas é sabido que mesmo as mais bem sucedidas empresas tiveram que esperar um bom tempo para terem lucros na China. Diego Della Valle, Presidente Mundial da TOD´s disse que ele esperou entre três e quatro anos consecutivos de investimentos sem lucratividade alguma. Entretanto, Diego Della Valle acredita que a espera vale a pena: "... a China é o principal mercado do mundo". A TOD´s planeja abrir entre 15 e 20 lojas na China nos próximos cinco anos.

Christian Blanckaert, Vice-Presidente Executivo da Hermès Internacional, com 18 anos de experiência neste segmento, vê a marca como uma ponte entre a tradição e a modernidade. Para ele, a própria Hermès "deverá se manter como assinatura, mas não se manterá igual como marca".

O mundo está evoluindo rapidamente! Conceitos que mudam diariamente. As marcas precisam se ajustar a estes novos tempos. E ao se ajustarem, mudam! Enfrentar um mercado colossal de consumo como a China é ter de estar pronto para mudanças.

Até quando ainda teremos assunto sobre o tema Mudança?!
Acredito que durante muito tempo ainda!

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