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Por Carlos Ferreirinha
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O poder das marcas
A venda da divisão de fabricação e montagem de PCs da IBM para o grupo Chinês LENOVO pegou o mundo de surpresa! Quem imaginaria que a China passaria a ser a responsável no mundo pelos computadores pessoais de um dos maiores ícones da economia americana: a BIG BLUE - IBM?!
Este tipo de movimento não será o único. Temos de estar preparados - reflexos dos novos tempos do mundo capitalista.
Em uma economia globalizada, a força da produção "commodity" é sem dúvida alguma vantagem competitiva e, por conseqüência, a marca talvez volte a ser o grande diferencial - a grande força de uma empresa - um dos seus mais importantes ativos.
Há tempos as empresas não se preocupavam tanto com gestão de marcas! E gestão de marcas é uma tarefa difícil, mas absolutamente imprescindível nestes novos tempos.
Mas, o que isso tudo tem a ver com o segmento do Luxo?
O Luxo vive a era do MARKETING do LUXO, em que ter uma marca forte e consagrada é fundamental para a presença das mesmas no mercado mundial.
As empresas chinesas - na ansiedade de ganhar o mundo, explorar novos mercados e assim estabelecer presença mundial - precisam de marcas fortes. O movimento de empresas chinesas comprando marcas fortes mundiais, que já gozam de reconhecimento, é visto como fundamental para o sucesso desta nova força econômica mundial.
E isso tudo tem a ver com a necessidade de não se competir por preços. As empresas estão buscando, cada vez mais, entender o que precisa ser feito para terem marcas com força emocional, como é o caso de marcas que conquistam clientes e maximizam margens. Conseguir fazer com que o consumidor tenha uma experiência de compra que não foque somente no preço e sim na imagem - nas sensações - nos valores emocionais - no serviço - no valor agregado. Este é o novo cenário de mercado altamente competitivo.
O segmento do Luxo é benchmarking mundial! Exerce com maestria a eloqüência de terem marcas emocionais!
Por isso, empresas do segmento do Luxo possuem vantagem competitiva perante as demais.
Com a compra da divisão de PCs, a LENOVO recebe da IBM a cartilha de como gerir uma marca!
Marca tem a ver com cultura, com história, com tradição ao longo dos tempos - com os valores emocionais, com imagem, com valor percebido. À medida que os preços se tornarem meras questões de "commodity", o verdadeiro diferencial competitivo estará em quem conseguir ganhar uma parte do coração e das mentes dos clientes / consumidores.
O segmento do Luxo vem ensinando ao mundo a disciplina de Gestão de Marcas emocionais!
Afinal, em qual outro segmento de negócios o valor emocional de marcas é tão forte?
Conseguimos, hoje, vislumbrar um cenário mundial sem marcas? Sem logos?
Difícil...
Sinto que voltamos à "era das MARCAS FORTES..." !
... ainda temos muito a aprender com o Luxo em como emocionar na tomada de decisão da compra!
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