
Por Carlos Ferreirinha
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Há pelo menos 10 anos, o termo Luxo era quase proibitivo. Para alguns, beirava inclusive o absurdo a utilização deste termo como classificação de negócios. Para outros, o Luxo estava totalmente associado à ostentação e assim, o que não era interessante.
Bernard Arnault, o todo poderoso da LVMH, em uma de suas muitas entrevistas à imprensa internacional, proclamou que a LVMH - ícone maior do Luxo mundial, na verdade, era uma empresa que deveria ser reconhecida pelos produtos de alto prestígio e que até mesmo ele tinha dúvidas sobre o termo Luxo.
Os anos passaram e o termo Luxo passou a representar um segmento importante de negócios - que movimenta aproximadamente US$200 bilhões, sem considerar o efeito do chamado "novo Luxo", que pode levar este montante ao dobro.
Atualmente, o termo Luxo ressurge com força. Há um interesse generalizado sobre o Luxo e pelo Luxo. "... todos em todos os lugares querem mais Luxo...", diria a consultora Pan Danziger da Unity Marketing.
De maneira geral, as pessoas enxergam Luxo como tudo o que é inatingível. Luxo do tempo, Luxo do espaço, Luxo do silêncio, Luxo da simplicidade.
Que paradoxal!
As pessoas trabalham arduamente para obter o Luxo material e ficam carentes de sentimentos, de privacidade, de tempo... o Luxo do tempo.
Bem, se considerarmos que o negócio do Luxo tem a ver com escassez e excelência... Tempo é, sim, atualmente, um Luxo!
Como sempre, temos de rever nossos conceitos... como sempre, temos de entender que o mundo muda, as pessoas mudam, os conceitos se ajustam...
Bernard Arnault já não diz mais que a LVMH é uma empresa de produtos de prestígio e sim uma empresa de produtos de Luxo altamente prestigiosos. Afinal, nem tudo o que tem prestígio é Luxo.
Mas, ficamos no Luxo do tempo...
Tempo para ler este site...
Tempo para visitar a inacreditável e fascinante exposição "A HERANÇA DOS CZARES - Obras dos Museus do Kremlin de Moscou" na FAAP.
Luxo!?
Isso sim... um Luxo de tempo, um Luxo de informação... um Luxo de cultura.
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