edição nº 68 -
 
 
 

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Por Sra. Celita Procopio de Carvalho
      Presidente do Conselho de Curadores da FAAP

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Neste final de ano, descontados os antecedentes, o programa Gestão do Luxo completa seu primeiro aniversário. O Comitê das Marcas em fevereiro, o MBA em março, o site em outubro. No ano de 2005 estão previstos os lançamentos de uma revista (março) e de um Centro de Documentação e Estudos com data ainda indefinida.

Os resultados foram muito acima das expectativas mais otimistas. No ano de 2004, o tema do Luxo foi, ao lado da biotecnologia, do agronegócio e das relações internacionais o recordista de pautas nas publicações brasileiras. Praticamente todos os grandes veículos de comunicação abriram suas portas para abrigar matérias falando do segmento.

Neste momento de euforia, no apagar das luzes de 2004, não poderia deixar passar a oportunidade de reafirmar aos nossos milhares de leitores a posição da FAAP enquanto instituição de difusão da educação e da cultura.

Ao decidirmos ingressar no estudo sistemático da "Gestão do Luxo", estamos entendendo o Luxo como um importante segmento de negócios e sua gestão como ferramenta de uma área que vai se impondo como uma das mais importantes do futuro: o design.

Se o século XX foi o século da aceleração do desenvolvimento, o século XXI será, certamente, o século de um novo humanismo, capaz de fazer frente aos desafios éticos, ecológicos e sociais. Se o século XX foi o século da massificação, o século XXI precisará resgatar a personalização perdida, fazer com que as pessoas se percebam como indivíduos e voltem a fazer dos sonhos o combustível de suas vidas.

Para nós, da FAAP, o projeto Gestão do Luxo não é um modismo. Será implantado passo a passo, com rigor metodológico e científico, como convém a uma instituição de ensino.

Seus resultados, acreditamos, lançarão luzes para uma série de áreas de conhecimento: a gestão do design, a gestão empresarial, a estratégia, as marcas, o relacionamento com os clientes, a qualidade etc... .

Entender o comportamento dos consumidores dos bens e serviços de Luxo, e as práticas das corporações para satisfazê-los, é mais do que um exercício sobre gestão de negócios. É, sim, a possibilidade de continuarmos sonhando com uma sociedade plural, baseada na convivência com o diferente e na tolerância.

Que em 2005 a FAAP possa lançar mais algumas luzes sobre esta importante e delicada questão e ir construindo, paulatinamente, as bases de um novo modelo de gestão.

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