| |

<< MATÉRIAS ANTERIORES
Luxo na cidade do poder
Por Marina Junqueira, de Brasília
Um fusca 69. Esse foi o investimento que Cleuza Ferreira fez para a abertura de sua primeira loja em Brasília, a Milonga. Desse começo até hoje, quando a Casa Magrella é a top do mercado de Luxo na cidade, passaram-se 34 anos.
Cleuza veio para a capital em 1958. A família mudou-se de Campo Florido, Minas Gerais, seguindo o pai, que buscava um padrão de vida melhor. A empresária sempre gostou de se vestir bem e costumava pedir para a mãe, costureira, que confeccionasse os modelos tirados de revistas como a Manequim e a Burda.
Com 21 anos, abriu a Milonga. A proposta era oferecer moda para corpos miúdos, como o da própria Cleuza, que tinham dificuldade para comprar roupas em Brasília. A loja foi uma das primeiras a vender a numeração 38. Além disso, a butique antecipou tendências para as brasilienses.
Em pouco tempo, a Milonga se transformou em Magrella e ganhou um ponto movimentado, o ParkShopping. O tino empresarial também fez de Cleuza a primeira franqueada nacional das marcas Company e Zoomp, que hoje não pertencem mais ao grupo.
Em 2000, a "Daslu brasiliense" ganhou o atual endereço, num bairro nobre da cidade, o Lago Sul.
"Com a Era Collor e a liberação das importações, as clientes precisavam de um espaço diferenciado", conta Cleuza.
Os consumidores da Casa Magrella são principalmente da classe A. Empresários, profissionais liberais, políticos, integrantes do corpo diplomático e socialites. E mais, famílias inteiras compram na Magrella; as avós levaram os filhos, netos e bisnetos para se tornarem clientes da maison. Nem só de Brasília vem essa clientela. Clientes de Goiás, Mato Grosso, regiões Norte e Nordeste também visitam a loja.
A Casa abriga corners de marcas poderosas, ambientes para jeans, roupas de festa e dia-a-dia, além da Magrella Casa e Magrella Homem. Suas vendedoras são verdadeiras consultoras de moda.
A compra e os lançamentos das coleções são um capítulo à parte. "Tenho uma grande capacidade visual, já escolho muitas peças durante dos desfiles", afirma a empresária. Cleuza tem uma visão macro do consumo na Maison e procura peças de acordo com o perfil global de suas consumidoras. "Quando a loja era menor, ainda trazia peças pensando em clientes específicas", lembra.
A cada lançamento de coleção, ela refaz o layout da loja para o evento. "Troco a cor das paredes de acordo com as tendências, mudo corners de lugar, até o jardim se transforma", revela Cleuza.
Para 2006, Cleuza prevê mais um upgrade na Magrella. A empresária pretende construir uma megastore, com outras marcas de Luxo. "Já tenho três terrenos em vista, mas o local ainda não está escolhido", conta a empresária.
Divulgação |
 |
Divulgação |
 |
Fotos da Casa Magrella, referência de Luxo em Brasília |
<< Voltar
|
|